Publicado por everbc em 03/04/2006
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Segundo Almirante “se há uma modinha que se possa considerar tradicional no Brasil, esta é chamada “Na Casa Branca da Serra”, da autoria de Miguel Emílio Pestana, com versos de Guimarães Passos. Há dezenas de anos que “Na Casa Branca da Serra” tem sido ao mesmo tempo do repertório dos seresteiros de rua como das mais graciosas senhoritas nos elegantes saraus, já em desuso” (O Pessoal da Velha Guarda, 14-12-1950).
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| Vicente Celestino |
—C ——–G7——— C -Eº
Na casa branca da serra
Dm———- Dº———– C– C#º
Onde eu ficava horas intei-ras
Bbº———– Eº—— F7M– F#º
Entre as esbeltas palmei- ras
G7——— Dº —–C —C7
Ficaste calma e feliz
–F7M————F#º—— C– C#º
Tudo em meu peito me des- te
—Dm ———Dº ——–C– C#º
Quando eu pisei na tua ter- ra
——F7M—- F#º——– C— C#º
Depois de mim te esqueces- te
——G7——— G/B —-C– C#º- Dm- G7
Quando eu deixei teu país.
—C———- G7-——- C– Eº
Nunca te visse oh! formo-sa
—-Dm —–Dº —-C –C#º
Nunca contigo falas- se
——Bbº—- Eº——– F7M– F#º
Antes nunca te encontras- se
—-G7——- Dº—— C—- C7
Na minha vida enganosa
—-F7M———— F#º– C– C#º
Por que não se abriu a ter- ra
—Dm-——– Dº———- C– C#º
Por que os céus não me puni- ram
——F7M ————F#º– C– C#º
Quando os meus olhos te vi- ram
—G7——– G/B—— C —-C#º Dm G7
Na casa branca da serra.
(Instrumental)
—–C—— G7— C– Eº
Embora tudo bendi-go
—-Dm—- Dº—— C– C#º
Desta ditosa lembran- ça
Bbº————- Eº—– F7M- F#º
Que sem me dar esperan- ça
—G7———– Dº—— C—- C7
De unir-me ainda contigo
——F7M —-F#º— C– C#º
Bendigo a casa da ser- ra
——Dm—– Dº——- C— C#º
Bendigo as horas faguei- ras
—-F7M ——-F#º—– C– C#º
Bendigo as belas palmei- ras
——G7 —–G/B— C—– C#º Dm G7 C
Queridas da tua terra.
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Publicado por everbc em 29/03/2006
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Em 1927, quando cumpria serviço militar no Tiro Naval e era ordenança do comandante Mathias Costa, foi que Henrique Foreis Domingues virou Almirante. Chegava ao Rio de Janeiro o hidroavião Jahú, que cruzara o Atlântico, na primeira travessia entre a Europa e o Brasil, e a cidade parou para festejar os pilotos. Encarregado de cuidar de um arranjo de flores e de fazer a saudação aos homenageados, o ordenança Foreis desfilava no carro, ao lado do comandante. Foi com tal elegância que cumpriu suas funções, empertigado e posudo, que a certa altura alguém apontou para Mathias Costa e perguntou quem era. Ao saber ser o comandante, voltou a indagar: “E o outro?”. “É o almirante” – foi o gracejo.
Um companheiro ouviu, a resposta virou brincadeira e nunca mais ninguém chamou Henrique a não ser por Almirante, que viria a ser A Maior Patente do Rádio. Henrique nasceu em 19 de fevereiro de 1908 no Rio, filho de Eduardo Foreis Domingues e de Maria José Foreis. Em 1914, morava em Juiz de Fora, onde o pai montara uma loja de armarinhos. Nessa cidade aprendeu a ler com professora particular. A família transferiu-se depois para Friburgo, no estado do Rio de Janeiro, e ele e seus três irmãos foram matriculados no Colégio Alemão.
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