Os Garridos – Dupla formada pelos atores de teatro de revista Alda Palm Garrido (São Paulo SP 1896 – Rio de Janeiro RJ 1970) e seu marido, Américo Garrido, fazendo duetos até 1920, em São Paulo.

Mudam-se para o Rio de Janeiro e organizam uma companhia para o Teatro América, estreando com Luar de Paquetá, de Freire Júnior, 1924, que permanece seis meses em cartaz com sucesso.

A dupla recebe convite para trabalhar com o empresário Pascoal Segreto, e na sua companhia atuam, entre outras, em Ilha dos amores, Quem paga é o Coronel, ambas de Freire Júnior, Francesinha do Bataclan, de Gastão Tojeiro, todas em 1926.

A temporada projeta Alda Garrido, que é contratada pelo empresário de teatro de revista Manoel Pinto, pai de Walter Pinto, para atuar na Companhia Nacional de Revistas, no Teatro Recreio.

O sucesso que a atriz obtém no gênero a faz manter desde então uma dupla atuação profissional – de um lado as comédias de costume que monta em sua própria companhia com produção do marido, de outro, os contratos com os empresários do teatro de revista.

Mas aos poucos os espetáculos de sua companhia acabam se rendendo ao sucesso do teatro musicado, como em Brasil pandeiro, 1941, com texto de seu autor favorito, Freire Júnior, em parceria com Luiz Peixoto, uma dupla das mais requisitadas no gênero revisteiro.

Em 1939, o empresário Walter Pinto faz com que, no espetáculo Tem marmelada, de Carlos Bittencourt e Cardoso de Meneses, Garrido e Araci Cortes dividam o palco pela primeira e última vez, no Teatro Recreio.

Entre as revistas de maior sucesso de sua carreira estão Maria Gasogênio – sátira à falta de gasolina nos anos da Segunda Guerra – e Da Favela ao Catete, de Freire Júnior e Joubert de Carvalho, 1935.

Fonte: Enciclopédia Itaú Cultural – Teatro – Alda Garrido

Por causa dessa cabocla (samba) – 1935 – Ary Barroso)–clique para ouvir amostra da música

À tarde
Quando de volta da serra
Com os pés sujinhos de terra
Vem a cabocla passar
As flores vão pra beira do caminho
Pra ver aquele jeitinho
Que ela tem de caminhar
E quando ela na rede adormece
E o seio moreno esquece
De na camisa ocultar
As rolas
As rolas também morenas
Cobrem-lhe o colo de penas
Pra ele se agasalhar na noite

Dos seus cabelos,
Os grampos são feitos de pirilampos
Que às estrelas querem chegar
E as águas dos rios que vão passando
Fitam seus olhos pensando
Que já chegaram ao mar
Com ela dorme toda a natureza
Emudece a correnteza
Fica o céu todo apagado
Somente com o nome dela na boca
Pensando nesta cabocla
Fica um caboclo acordado

Na batucada da vida (samba, 1934) – Ary Barroso e Luiz Peixotoclique para ouvir amostra da música

Int.: (A7 D7/9) A7+ Dm7/9             E7/9-     A7+No dia em que eu apareci no mundo Dm7/9       Bm7  E7/9  C#m7  Bm7Juntou uma porção de vagabundo     A7+Da orgia D#7/9    D7+/9 G#m5-/7   C#7/9-  F#m7De noite, teve samba e batucada         Em7     Ebm7Que acabou de madrugada      G#7      C#m7   C7 Bm7 E7/9Em grossa pancadaria Dm7/9          E7/9       A7+Depois do meu batismo de fumaça Em7+     Em7     A6/7      D7+Mamei um litro e meio de cachaçaG#6/7    G6/7Bem puxado    D7+/9   G6/7           C#m7E fui adormecer como um despacho     F#m7    Em7  Ebm7     G#7          C#m7  F#/G#Deitadinha no capacho na porta dos enjeitados C#m7    A#5+/7  D#m7 G#5+/7   C#m7 A#5+/7Cresci olhando a vida sem malícia          D#m7 G#5+/7   C#m7Quando um cabo de polícia  E/f#     D#m7    Em7 A5+/7Despertou meu coração  Dm7       G6/7            C#m7E como eu fui pra ele muito boa     F#m7          Bm7Me soltou na rua à toa    D/E     E7/9    A7+ D#m7 G#5+/7Desprezada como um cão   C#m7   A#5+/7   D#m7   G#5+/7  C#m7E hoje que eu sou mesmo da virada A#5+/7  D#m   G#5+/7    C#m7E que eu não tenho nada, nada       E/F# D#m7     Em7  A6/7E por Deus fui esquecidaDm7           G6/7          C#m7Irei cada vez mais me esmulambando  F#m7              Bm7Seguirei sempre cantando       E7/9     A7+Na batucada da vida...

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