recordando a MPB

História da MPB com biografias, cronologia dos sucessos e músicas cifradas.

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Archive for 3 de abril de 2006

>Pinião

Posted by everbc em 03/04/2006

>

Os Turunas da Mauricéia, conjunto vocal e instrumental de Recife PE, era formado por Luperce Miranda, Augusto Calheiros, Manuel de Lima, Piriquito e Romualdo Miranda. Em 1927 viajaram ao Rio de Janeiro (sem Luperce Miranda), apresentando-se na Rádio Clube cantando cocos e emboladas, ritmos até então pouco divulgados entre os cariocas, obtendo grande sucesso. Gravaram Helena (Luperce Miranda) e a embolada Pinião (Luperce Miranda e Augusto Calheiros), esta logo cantada em toda a cidade, tornando o grande sucesso do Carnaval de 1928.
Pinião (embolada / carnaval, 1928) – Luperce Miranda e Augusto Calheiros

http://res0.esnips.com/escentral/images/widgets/flash/guitar_test.swf
Augusto Calheiros

——D—– A7—– D
Pinião, pinião, pinião, oi
————-A7——————- D
Pinto correu com medo do gavião
—————–A7———— D
Por isso mesmo o sabiá cantô
B7/F#———– E7/D ————A7
Bateu asa e voou e foi comê melão

————-D ——–A7———- D
Essa sumana o gavião lá dos oitero
———–———– Em7——– A7——– D
Chegou lá no meu terreiro biliscando pulo chão
————A7———————– D
E um pintinho que tava jun’da galinha
B7/F# —————-E7/D—————- —A7
Foi correndo pa cozinha com medo do gavião

—————D ————–A7——- D
No meu terreiro tinha um pé de araçá
———–——— Em7A7 ——-D
Onde um sabiá-gongá fazia seu plantão
————-A7—————— D
Um dia desse ela tava descuidada
——B7/F#——— E7/D —————–A7
Quase morre degolada nas unha do gavião

———D ——–A7———- D
O gavião é um bicho carniceiro
————-——–Em7 ————A7 ———-D
Quando bate num poleiro come os pinto qu’ele qué
————-A7———————— D
Um dia desse um se trepou lá na mesa
———B7/F# ——–E7/D—————– A7
Nunca vi tanta afoiteza, biliscou minha muié

————-D ————A7 ———–D
Minha muié se assombrou-se nesse dia
————-——- Em7——— A7———– D
Quase morre de agonia com uma dô no coração
————A7———————- D
Gritava tanto cus dois óio abuticado
——–B7/F#———- E7/D—————– A7
Até que eu fiquei vexado cum medo do gavião

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>A voz do violão

Posted by everbc em 03/04/2006

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Em julho de 28, a Companhia Trololó, de Jardel Jercolis, estreou no Teatro Carlos Gomes, no Rio de Janeiro, a revista Não É Isso Que Eu Procuro. Muito ruim, a peça saiu logo de cartaz, deixando, porém, uma canção, “A Voz do Violão”, da maior importância no repertório de seu criador, Francisco Alves. Esta composição nasceu quase por acaso, a partir de uns versos de Horácio Campos, libretista da peça, que chegaram ao conhecimento de Chico através de Jardel. Entusiasmado com o poema, o cantor pegou o violão e só sossegou quando dias depois aprontou a melodia, por sinal muito boa.

http://res0.esnips.com/escentral/images/widgets/flash/guitar_test.swf

Aliás, em que pese o fato de ter comprado sambas no início da carreira, Francisco Alves deixou algumas boas canções realmente de sua autoria. “A Voz do Violão” foi gravada comercialmente por Alves quatro vezes: a primeira na Parlophon, em 1928, e as três seguintes na Odeon, sendo a última em 1951. Há ainda uma quinta gravação, realizada num programa da Rádio Nacional que foi editada em disco pela empresa Collector’s.

A voz do violão (valsa-canção, 1928) – Francisco Alves e Horário Campos

————E ————B7————– E——- D7(3a.casa)Db7———– Gbm
Não queiras, meu amor, saber da mágoa/Que sinto quando a relembrar-te estou
—–A ————–Ebo —-B7 ———-E—— D7—— Db7
Atestam-te os meus olhos rasos d’água
——Gb7 ————B7———-=- E
A dor que a tua ausência me causou.

—–E ———-B7————- E———D7————— Db7————– Gbm
Saudades infinitas me devoram, / Lembranças do teu vulto que . . . nem sei!
————A ——-Eb0—– B7—– E D7Db7 ——Gb7——– B7———– E
Meus olhos incessantemente choram /—- ——As horas de prazer que já gozei

——-Ab7———————— Dbm——– Gb7———– B7—— E
Porém neste abandono interminável / No espinho de tão negra solidão
———D7———– Db7——— Gb7 ———–Ebo———- B7———- E
Eu tenho um companheiro inseparável /—- Na voz do meu plangente violão

——–E ———B7————- E——- D7 ———Db7———- Gbm
Deixaste-me sozinho e lá distante, / Alheio à imensidão de minha dor,
——–A ———Ebo—- B7 —————–E D7 Db7 ——-Gb7——– B7—— E
Esqueces que ainda existe um peito amante / Que chora o teu carinho sedutor

——–E—————- B7——— ED7————- Db7——- Gbm
No azul sem fim do espaço iluminado / ——Ao léo do vento se desfaz
——–A ——Ebo—– B7——- E D7 Db7 ———-Gb7———- B7——— E
A queixa deste amor desesperado /——- Que o peito em mil pedaços me desfaz
(estribilho)

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>Rapaziada do Brás

Posted by everbc em 03/04/2006

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Nenhuma música evoca melhor a velha São Paulo provinciana do início do século do que a valsa “Rapaziada do Brás”. Composta em 1917 pelo futuro maestro Alberto Marino, então um menino de quinze anos, “Rapaziada do Brás” se tornaria conhecida no final da década seguinte, quando teve seu primeiro disco.

Muito bem estruturada no gênero em que foi concebida nem parece obra de um principiante -, a composição é essencialmente instrumental, forma em que aparece na maioria das gravações, embora possua letra. Uma homenagem à rapaziada do bairro de infância e adolescência do autor, serviu ainda de inspiração a outras valsas bairristas, como “Rapaziada da Moóca” e “Rapaziada do Bom Retiro”.

Rapaziada do Brás (valsa – 1917) – Alberto Marino

—–Em———- B7——— Em——————————- B7
Lembrar, deixem-me lembrar / meus tempos de rapaz no Brás
das noites de serestas / casais de namorados, e as cordas de um violão
———————————————————-Em
cantando em tom plangente, / Aqueles ternos madrigais.
————B7 ————-Em ————————-E7—- Am
Sonhar, deixem-me sonhar, / lembrando aquele amor fugaz.

————————————B7——————— Em
Uma sombra em volta da penumbra / por trás da vidraça
—————————————–B7
faz um gesto lânguido, / cheio de graça
———————————————-Em
imagem de um passado / que não volta mais.

————B7——————————————– Em
Tão somente uma recordação / restou daquele grande amor
——————-B7———————- Em
daquela noite de luar / daquela juventude em flor
—————-B7—————————————– Em
E hoje os anos correm muito mais / e a vida já não tem valor

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