recordando a MPB

História da MPB com biografias, cronologia dos sucessos e músicas cifradas.

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Archive for 10 de abril de 2006

>Altemar Dutra

Posted by everbc em 10/04/2006

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Altemar Dutra de Oliveira, cantor, nasceu em Aimorés (MG), em 6/10/1940, e faleceu em Nova York, EUA, em 9/11/1983. Jovem ainda, mudou-se com a família para Colatina (ES), onde começou a interessar-se por música, depois de ganhar da mãe um violão. Aprendeu a tocar por métodos, sozinho.

Apresentou-se pela primeira vez em público num programa de calouros da Rádio Difusora de Colatina, cantando uma música do repertório de Francisco Alves. Classificado em primeiro lugar, nessa e em várias outras vezes, foi incentivado por amigos e radialistas, e aos 17 anos foi para o Rio de Janeiro (RJ), levando uma carta de apresentação para o compositor Jair Amorim, que o encaminhou a amigos do meio artístico.

Arranjou emprego na boate Baccarat, onde também estava iniciando carreira a cantora Leny Andrade. Menor de idade ainda, várias vezes teve de esconder-se do juizado de menores. Na Baccarat conheceu Helena de Lima, que o convidou para cantar na boate O Cangaceiro, uma das casas noturnas mais afamadas do Rio de Janeiro de 1960 a 1965. Ali entrou em contato com várias personalidades do mundo artístico, travando amizade maior com os componentes do Trio Yrakitan.

Gravou seu primeiro disco na Tiger, com Saudade que vem (Oldemar Magalhães e Célio Ferreira) e Somente uma vez (Luís Mergulhão e Roberto Moreira). Por volta de 1963, foi levado por Jair Amorim para o programa Boleros Dentro da Noite, na Rádio Mundial, e no mesmo ano Joãozinho, do Trio Yrakitan, levou-o para a Odeon, onde foi contratado. Logo atingiu os primeiros lugares nas paradas de sucesso com Tudo de mim (Evaldo Gouveia e Jair Amorim), tornando-se conhecido em todo o Brasil.

Em 1964 gravou com grande sucesso Que queres tu de mim, O trovador, Sentimental demais e Somos iguais (todas de Evaldo Gouveia e Jair Amorim). Destacou-se também na América Latina, fazendo apresentações em vários países e gravando um LP com Lucho Gatica: El bolero se canta así.

Com suas versões em espanhol, chegou a vender mais de 500 mil cópias na América Latina. Depois de ter dominado as paradas de sucesso locais, a partir de 1969 passou a conquistar fãs de origem latina nos EUA. Em pouco tempo tornou-se um dos mais populares cantores estrangeiros nos EUA. Apresentava um show para a comunidade latino-americana, no clube noturno La Tranquera, em New York, quando faleceu.

Algumas músicas

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>Alceu Valença

Posted by everbc em 10/04/2006

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Alceu Paiva Valença, compositor e cantor, nasceu em São Bento do Uno, Pernambuco em 17 de novembro de 1946. Mudou-se com dez anos para Recife PE, onde se formou em direito, logo abandonando a profissão. Como jornalista, fez estágios nas sucursais do Jornal do Brasil e da Bloch Editores.

Estreou como músico no Recife, em fins de 1968, no show Erosão: a cor e o som, já demonstrando então a influência da moda-de-viola, de Nelson Gonçalves e de Elvis Presley. No mesmo ano, participou do I Festival Universitário de Música Popular com Maria Alice (com Sérgio Bahia), interpretada pela dupla Ivete e Arlete.

Em 1972 mudou-se para o Rio de Janeiro RJ, onde gravou, sem sucesso, seu primeiro LP pela Copacabana – Alceu Valença e Geraldo Azevedo – e participou do Festival Universitário, da TV Tupi, com três músicas, Planetário, Água clara e 78 rotações, esta com Geraldo Azevedo. Voltou ao Recife, no mesmo ano, e logo recebeu o convite de Sérgio Ricardo para fazer o papel principal do filme A noite do espantalho, filmado em Nova Jerusalém PE.

Participou também como cantor da trilha sonora do filme, lançada em LP pela Continental em 1974, e do show O ovo e a galinha, com o grupo Os Diamantes, iniciando, a seguir, uma experiência nova, cantando no Circo da Raposa Malhada, em Recife. Formou, depois, o grupo Catende, que excursionou por algumas cidades do Nordeste e se apresentou no Rio de Janeiro. Em 1974 gravou o LP Molhado de suor (Som Livre) e, em janeiro do ano seguinte, fez parte do Festival Abertura, da TV Globo, com Vou danado pra Catende, música que o projetou.

A partir de 1975, começou a musicar diversos poemas de Ascenso Ferreira, como Maracatu e Oropa, França, Bahia. Lançou nesse ano o disco Vivo! (Som Livre), uma incursão pelo mundo do rock. O álbum seguinte, Espelho cristalino (Som Livre, 1978), já trazia a mistura de música regional nordestina e pop, com a qual ficaria conhecido. Em 1979 gravou em Paris, França, o LP Saudades de Pernambuco. No ano seguinte, lançou com sucesso a música Coração bobo.

Em 1982 saiu o disco Cavalo de pau (Ariola), com as músicas Lava mágoas (com Dominguinhos), Maracatu (sobre poema de Ascenso Ferreira) e Pelas ruas que andei (com Vicente Barreto), entre outras.

Em 1987 lançou o álbum Leque moleque (RCA). Dois anos depois, lançou o disco Oropa, França, Bahia (RCA). Em 1990 foi a vez do álbum Andar, andar (EMI). Percorreu diversas cidades do Brasil com o show de lançamento do disco. Em 1991 participou do festival Rock in Rio 2.

Em 1996 gravou o CD Mourisco, no qual interpreta músicas de outros compositores, todas tendo como tema o mar. Neste CD lançou a música de sua autoria Mar. Fez sucesso ainda com Morena tropicana (com Vicente Barreto) e Como dois animais.

Suas composições foram gravadas por diversos artistas, entre eles Elba Ramalho (Chego já), Maria Bethânia (Retrado falado e Metrô da saudade), Luís Gonzaga (Plano piloto, de autoria dos dois). Sobre ele foi lançado o livro Alceu Valença em frente e verso, de autoria de Anameli Maciel (Edição do Autor, Recife, 1988).

Algumas músicas

Veja também:

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>Alaíde Costa

Posted by everbc em 10/04/2006

>Alaíde Costa

Alaíde Costa (Alaíde Costa Silveira Mondin Gomide), cantora e compositora, nasceu no Rio de Janeiro RJ em 08/12/1935. Começou a cantar em programas infantis do rádio: com 13 anos venceu um concurso de melhor cantora jovem, promovido por Paulo Gracindo, no seu programa Seqüência G3, da Tupi, do Rio de Janeiro, e, no ano seguinte, participou do Arraia Miúda, apresentado por Renato Murce, na Rádio Nacional.

A partir de 1952, passou a freqüentar os programas de calouros A Hora do Pato e Pescando Estrelas, este apresentado por Ary Barroso na Rádio Clube do Brasil, pela qual foi contratada.

Em 1957 gravou seu primeiro 78 rpm, pela Odeon, Tarde demais (Hélio Costa e Anita Andrade), que lhe valeu o prêmio de Revelação do Ano. Ainda em 1957, lançou outro 78 rpm com Conselhos (Hamilton Costa e Richard Frano) e Domingo de amor (Fernando César), também na Odeon. Ouvindo-a, João Gilberto procurou atraí-la para o movimento musical que estava sendo formado, conseguindo que, em 1959, gravasse músicas da bossa nova no seu primeiro LP na RCA, Alaíde canta suavemente, onde foram incluídas Estrada branca (Tom Jobim e Vinícius de Moraes), Lobo bobo (Carlos Lyra e Ronaldo Bôscoli), grande sucesso, e Minha saudade (João Donato e João Gilberto).

Na mesma época participou de vários shows de bossa nova no Rio de Janeiro. em 1960 teve sua primeira oportunidade em São Paulo SP, participando do show Festival nacional da bossa nova, realizado no Teatro Record. Casando-se em 1962, mudou-se para São Paulo, onde, dois anos mais tarde, recebeu verdadeira consagração no show O fino da bossa, realizado no Teatro Paramount, cantando Onde está você (Oscar Castro Neves e Luverci Fiorini), música das mais marcantes em seu repertório, que lhe valeu um contrato por dois anos com a TV Record.

Com o sucesso, vieram os convites e as apresentações de 1964 e 1965: temporada no teatro Santa Rosa, no Rio de Janeiro, com Oscar Castro-Neves, participação no I Festival Universitário da TV Tupi, de São Paulo, apresentação no recital de canções renascentistas Alaíde alaúde, com o maestro Diogo Pacheco, no Teatro Municipal de São Paulo.

A partir de 1966, problemas de saúde (sua audição, cada vez pior, interferia no canto), e uma acentuada fidelidade ao tipo de música que havia cantado até então, levaram-na a se afastar da vida artística, voltando a aparecer em 1972, quando participou da faixa Me deixa em paz, do LP Clube da Esquina, de Milton Nascimento, com quem realizou também várias apresentações no Teatro Teresa Raquel e na Sala Cecília Meireles, no Rio de Janeiro.

Ainda em 1972, voltou a gravar, lançando dois compactos: um simples, com Diariamente (Paulo César Girão e Gérson) e Antes e depois (Oscar Castro-Neves); e um duplo com Diz (Walter Santos e Teresa Sousa), Enlouqueci (Luís Soberano, Valdomiro Pereira e João Sales), Ansiedade (Paulinho da Viola) e E a gente sonhando (Milton Nascimento).

Lançou no ano seguinte, na Odeon, o segundo LP, produzido por Aluísio de Oliveira, que se intitulou Alaíde Costa & Oscar Castro-Neves, cantando, entre outras, Retrato em branco e preto (Chico Buarque e Tom Jobim) e Sabe você (Carlos Lyra e Vinícius de Morais). Outro compacto duplo foi lançado, em 1974, com Calvário (Marcos Calazans e Cau Pimentel), Avenida fechada (Elton Medeiros, Cristóvão Bastos e Antônio Valente), Primavera (Carlos Lyra e Vinícius de Moraes) e O rei da França na ilha da assombração (Zé Di), samba-enredo do Salgueiro.

Regravou Onde está você, em 1975, num compacto simples. Um ano depois, lançou o LP Coração, pela Odeon. Em 1982 gravou Águas vivas, produção independente que mais tarde daria origem ao CD Alaíde Costa e João Carlos Assis Brasil (1995), lançado no Brasil e na França pela WEA. Lançou em 1988 o LP independente Amiga de verdade, em que canta ao lado de Paulinho da Viola, Milton Nascimento, Ivan Lins, Egberto Gismonti e outros.

Três anos mais tarde estreou em São Paulo os espetáculos Coração violão, acompanhada por Paulinho Nogueira, e Alaíde Costa canta Tom Jobim. Em 1994 apresentou-se no Rio de Janeiro, ao lado do pianista João Carlos Assis Brasil; o espetáculo foi registrado em CD e lançado pela Movieplay em 1995. Em setembro de 1997, José Miguel Wisnik convidou-a para participar do evento Rumos Musicais, do Instituto Cultural Itaú, de São Paulo. Como compositora, fez letra e música de Afinal, e parcerias com Vinícius de Moraes, Geraldo Vandré, Paulo Alberto Ventura e Hayblan.

Algumas músicas:

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