recordando a MPB

História da MPB com biografias, cronologia dos sucessos e músicas cifradas.

  • Postagens

    abril 2006
    S T Q Q S S D
    « mar   set »
     12
    3456789
    10111213141516
    17181920212223
    24252627282930
  • Categorias

  • Arquivos

  • Twitter

Archive for 10 de abril de 2006

>Agostinho dos Santos

Posted by everbc em 10/04/2006

>Agostinho dos Santos

Um dos pontos mais altos no espetáculo de Bossa Nova no Carnegie Hall, em 21 de novembro de 1962, foi a apresentação de Luiz Bonfá ao violão e Agostinho dos Santos cantando Manhã de Carnaval. Bonfá lembra que Agostinho, muito nervoso, abordou-o pouco antes do show começar e pediu para cantar junto. Bonfá, muito sem jeito, disse que não, já o que estava combinado era que ele faria apenas um solo com o violão. Agostinho não desistiu: “Não tem importância, você modula que depois eu entro …”. Depois de muita insistência, Bonfá cedeu: combinaram que ele faria primeiro uma introdução instrumental e depois anunciaria Agostinho. Mas quando o violonista começou a tocar, os aplausos abafaram o som.

Agostinho, achando que já era sua hora, entrou. E acabou cantando desde o início, exatamente como queria. O Carnegie Hall aplaudiu de pé, e cravos vermelhos foram atirados ao palco. Era de uma voz limpa, extensa e afinada. Notável participação de um cantor de São Paulo na Bossa Nova.

Agostinho dos Santos, cantor e compositor, nasceu em São Paulo, SP, em 25 de abril de 1932 e faleceu em Paris, França, no dia 12 de julho de 1973. Criado no bairro do Bexiga, começou a carreira artística como crooner da orquestra de Osmar Milani, que atuava no Avenida Danças, em São Paulo. Participava também de programas de calouros. Graças ao trompetista José Luís, em 1951 conseguiu um contrato com a Rádio América, de São Paulo.

Em 1955, foi contratado pela Rádio Nacional, de São Paulo. Nesse ano, apresentou-se na Rádio Mayrink Veiga, do Rio de Janeiro, ao lado de Ângela Maria e Sylvia Telles, com acompanhamento da Orquestra Tabajara. Ainda em 1955, gravou, na Polydor, Meu benzinho (versão de My Little One, de Frankie Lane), seu primeiro sucesso, que lhe valeu os troféus Roquete Pinto e Disco de Ouro.

No ano seguinte, lançou pela Polydor o LP Uma voz e seus sucessos, com musicas de Tom Jobim e Dolores Duran, destacando-se o samba-canção Estrada do sol, um dos seus maiores êxitos. O sucesso desse LP fez que Tom Jobim e Vinícius de Moraes o convidassem para ser o intérprete da trilha sonora do filme Orfeu do Carnaval, de Marcel Camus, na qual foi acompanhado por João Gilberto, alcançando grande êxito Manhã de Carnaval (Vinícius de Morais e Luís Bonfá) e A felicidade (Tom Jobim e Vinícius de Moraes). Recebeu ainda o troféu Disco de Ouro nos anos de 1956, 1957, 1958 e 1959.

Em 1958, compôs o samba-canção Forças ocultas (com Antônio Bruno) e Sozinho com você (com Dirce Morais e Heitor Canilo). Nesse mesmo ano, lançou, pela RGE, o LP Agostinho espetacular, que incluiu sucessos como Balada triste (Dalton Vogeler e Esdras Silva) e Até o nome é Maria (Billy Blanco).

Em 1959, também pela RGE, gravou o LP O inimitável Agostinho com Hino ao sol (Billy Blanco e Tom Jobim), Eu sei que vou te amar (Tom Jobim e Vinícius de Moraes), Fim de caso (Dolores Duran), e outras.

Em 1960 fez os sambas Chuva para molhar o sol (com Edison Borges) e Podem falar (com Renato Gama Duarte). Nesse ano, lançou, pela RGE, o LP Agostinho, sempre Agostinho, que, entre outros, incluía os sucessos Céu e mar (Johnny Alf) e O amor em paz (Tom Jobim e Vinícius de Moraes). Em 1961, compôs o samba-canção Distância é saudade.

Em 1962, participou do Festival de Bossa Nova, no Carnegie Hall, em New York, E.U.A., cantando com acompanhamento do conjunto de Oscar Castro Neves. Em suas diversas excursões ao exterior, apresentou-se no Chile, Uruguai, Argentina, Venezuela, México, Itália, Portugal, Republica Federal da Alemanha, África e E.U.A. No Brasíl e nos E.U.A., cantou ao lado de Johnny Mathis, na Itália apresentou-se com Caterina Valente.

Em 1967, compôs o samba-canção Quem levou Maria e gravou, na RGE, o LP Os grandes sucessos de Agostinho dos Santos. Em 1968 participou do III FIC, da TV Globo, do Rio de Janeiro, interpretando Visão (Antônio Adolfo e Tibério Gaspar). Em outubro desse ano, foi à Europa, onde se apresentou na televisão de Portugal, Inglaterra, Bélgica e França. Compôs, ainda, Balada do homem sem Deus (com Fernando César), Sambossa e Ave do amor (com Chico Feitosa), O amor está no ar (com Miguel Gustavo), Vai sofrendo, Remorso e Prece ao sol, entre outras.

Uma de suas últimas gravações foi Avião (Maurício Einhorn, Durval Ferreira e Hélio Mateus), pela Odeon. Faleceu num acidente aéreo, nas imediações do aeroporto de Orly, em Paris, França.

Algumas músicas

Veja também:

Posted in agostinho dos santos, bossa nova | Leave a Comment »

>Agepê

Posted by everbc em 10/04/2006

>

Antônio Gilson Porfírio, o Agepê, cantor e compositor, nasceu no Rio de Janeiro RJ em 10/8/1942 e faleceu em 30/8/1995. Integrante da ala de compositores do G.R.E.S. da Portela, alcançou êxito em 1975 com o compacto Moro onde não mora ninguém. Outro sucesso foi Deixa eu te amar de 1984, carro-chefe do disco Mistura brasileira. Representante de um estilo de música comercial, feita para durar o tempo da moda.

Uma de suas últimas apresentações foi na quadra da Portela, em agosto de 1995, quando concorreu com o samba-enredo Essa gente bronzeada mostra seu valor, em parceria com Canário e Bira Caboclo.

Posted in agepe | Leave a Comment »

>Ademilde Fonseca

Posted by everbc em 10/04/2006

>Ademilde Fonseca

Ademilde Fonseca (Ademilde Fonseca Delfim), cantora nasceu em Macaíba RN em 4/3/1921. Criada em Natal RN, para onde a família se mudou quando tinha quatro anos, ainda muito jovem ligou-se a um dos conjuntos de seresteiros locais, do qual participava Naldimar Gedeão Delfim, com quem casou mais tarde.

Em 1941, já casada, transferiu-se para o Rio de Janeiro RJ e no ano seguinte, depois de um teste na Rádio Clube do Brasil, apresentou-se no programa de calouros Papel Carbono, de Renato Murce.

Ainda em 1942, cantando com o Regional de Benedito Lacerda numa festa, obteve enorme sucesso interpretando Tico-tico no fubá (Zequinha de Abreu). Desde menina conhecia a letra do famoso choro, escrita por Eurico Barreiros em 1931 e ainda inédita em gravações. Levada por Benedito Lacerda aos estúdios da Columbia, sob a direção musical de João de Barro, estreou gravando Tico-tico no fubá e Voltei pro morro (Benedito Lacerda e Darci de Oliveira), disco lançado em julho de 1942, com grande êxito.

A partir de 1943, com Apanhei-te cavaquinho (Ernesto Nazareth, com letra de João de Barro) e Urubu malandro (choro adaptado por Lourival de Carvalho), tornou-se conhecida como cantora, sendo procurada por diversos compositores.

Em 1944, levada por Deo, integrou o elenco da Rádio Tupi, do Rio de Janeiro, apresentando-se com os regionais de Rogério Guimarães e Claudionor Cruz. No ano seguinte, sua interpretação da polca Rato, rato (Claudino da Costa e Casimiro Rocha), gravada em ritmo de choro, consagrou-a como a maior intérprete do choro cantado. Nessa gravação, pela primeira vez, não foi acompanhada por Benedito Lacerda, mas pelo conjunto Bossa Clube, liderado pelo violonista Garoto.
Em fins da década de 1940, com a moda do samba-canção e do baião, o prestígio da cantora diminuiu. Em junho de 1950 retornou às paradas de sucesso com as gravações de Brasileirinho (Waldir Azevedo e Pereira da Costa) e Teco-teco (Pereira da Costa e Milton Vilela), nas quais foi acompanhada pelo regional de Waldir Azevedo.

No ano de 1952, foi a Paris, França, com a Orquestra Tabajara de Severino Araújo, apresentando-se com outros artistas em um espetáculo organizado por Assis Chateaubriand. De 1950 a 1955, gravou vários sucessos na Todamérica. Na Rádio Nacional, a partir de 1954, atuou com os regionais de Canhoto, Jacó do Bandolim e Pixinguinha, entre outros, além das orquestras de Radamés Gnattali e do maestro Chiquinho.

Em 1964, ao lado do cantor Jamelão, excursionou por Espanha e Portugal, exibindo-se durante seis meses em Lisboa. No Brasil em 1967, participou do I FIC, da TV Globo, do Rio de Janeiro, interpretando Fala baixinho, de Pixinguinha, com letra de Hermínio Belo de Carvalho. Na década de 1970, suas apresentações no Teatro Opinião, no Rio de Janeiro, tiveram grande repercussão, levando ao relançamento da cantora em LP da Top Tape, em 1975.

Posted in ademilde fonseca | Leave a Comment »