recordando a MPB

História da MPB com biografias, cronologia dos sucessos e músicas cifradas.

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Archive for 14 de abril de 2006

>Roberto Menescal

Posted by everbc em 14/04/2006

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Roberto Menescal (Roberto Batalha Menescal), compositor e instrumentista nasceu em Vitória ES, em 25/10/1937. Estudou piano com Irma Menescal, em 1950, e teoria, harmonia e violão com Moacir Santos, em 1958. No mesmo ano, organizou um dos primeiros conjuntos instrumentais de bossa nova e fundou, com Carlos Lyra, uma academia de violão, responsável pela divulgação do instrumento que mais se adaptou à expressão do espírito intimista desse movimento musical.

Com seu conjunto, participou da gravação do LP Garotos da bossa nova, na Odeon, em 1959. Sua primeira composição gravada foi Jura de pombo (com Ronaldo Bôscoli ), por Alaíde Costa, também em 1959. Seu primeiro sucesso, O barquinho, que em 1960 teve gravações simultâneas de Maysa, Peri Ribeiro e Paulinho Nogueira, tornou-se uma das músicas mais conhecidas e representativas da bossa nova, com várias gravações também no exterior.

Em 1962, com o conjunto de Eumir Deodato, atuou no programa de Marlene na TV-Rio. Grande incentivador dos shows realizados nas universidades cariocas em 1959, 1960 e 1961, a 21 de novembro de 1962 participou do Festival de Bossa Nova, no Carnegie Hall, New York, EUA.

De 1958 a 1965, o Conjunto de Roberto Menescal apresentou-se como acompanhante em shows de Sylvia Telles, Maysa, Vinícius de Moraes e Dorival Caymmi, na boate Zum-Zum, e de Araci de Almeida e Billy Blanco. Em 1966 estudou teoria, harmonia e contraponto com Guerra-Peixe, na Pró-Arte. Participou da gravação de trilhas sonoras de filmes, como Joana, a francesa (1973), de Carlos Diegues, e Vai trabalhar, vagabundo (1974), de Hugo Carvana, entre outras.

Realizou shows em teatros e teve algumas de suas composições incluídas em peças de teatro e novelas de televisão. Gravou com Sílvia Teles, Jair Rodrigues, Elis Regina, Gal Costa, Lúcio Alves, Beth Carvalho, Maysa e Claudete Soares. Excursionou pelo Uruguai, com Norma Benguel, e pela Argentina, com Sílvia Teles e Maísa. Com Elis Regina, que acompanhou de 1968 a 1970, viajou pela Europa, apresentando-se no MIDEM, em Cannes, França.

Foi diretor artístico da TV Excelsior cargo que passou a ocupar depois na Phonogram (Philips). Gravou na Elenco os LPs A bossa nova de Roberto Menescal e seu sexteto e A nova bossa de Roberto Menescal.

Entre 1971 e 1986 foi diretor artístico da gravadora Polygram e, em 1997, fundou a produtora e gravadora Albatroz. Vários de seus LPs, gravados pela etiqueta Elenco, foram relançados como CD, entre eles Conjunto Roberto Menescal (Polygram), Ditos e feitos (Warner), Eu e a música, com participação de Wanda Sá (CID) e Uma mistura fina, com Wanda Sá e Miele (Albatroz).

Algumas músicas

Obras

Ah! se eu pudesse (c/Ronaldo Boscoli), samba, 1963; Além da imaginação (c/Ronaldo Boscoli), 1963; Amanhecendo (c/Lula Freire), samba, 1964; Amiga (c/Paulinho Tapajós), 1972; Assim na terra como no céu, 1971; Ave-Maria (c/Paulinho Tapajós), 1972; Balansamba (c/Ronaldo Boscoli), samba, 1963; O barquinho (c/Ronaldo Boscoli), samba, 1961; Branca paz (c/Ronaldo Boscoli), 1963; Canta (c/Ronaldo Boscoli), 1968; Danchá-chá-chá (c/Ronaldo Boscoli), chá-chá-chá, 1963; Errinho à-toa (c/Ronaldo Boscoli), samba, 1961; Luluzinha bossa nova (c/Ronaldo Boscoli), samba, 1961; Negro (c/Ronaldo Boscoli), samba, 1963; Nós e o mar (c/Ronaldo Boscoli), samba, 1963; Rio (c/Ronaldo Boscoli), samba, 1963, Telefone (c/Ronaldo Boscoli), samba, 1966; Vagamente (c/Ronaldo Boscoli), samba, 1963; Você (c/Ronaldo Boscoli), samba, 1966; A volta (c/Ronaldo Boscoli), 1968.

Veja também:

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>Roberto Carlos

Posted by everbc em 14/04/2006

>Roberto Carlos

Roberto Carlos Braga nasceu em 19 de abril de 1941, na cidade capixaba de Cachoeiro do Itapemirim, e aos 9 anos já chamava a atenção na rádio local imitando o cantor Bob Nelson. Aos 12 mudou-se para Niterói com a família, e começou a fazer amizades com outros rapazes que gostavam de música, especialmente o rock’n’roll que vinha dos Estados Unidos. Em 1957 formou com alguns amigos, inclusive Tim Maia, o conjunto “Os Sputniks”.

No ano seguinte já era integrante do “The Snakes”, junto com Erasmo Carlos. Com esse grupo chegou a participar do programa Clube do Rock, de Carlos Imperial, na TV Continental. Gravou alguns compactos no final da década de 50 e em 1961 lançou o primeiro LP, “Louco por Você”.

A partir daí passou a investir, com apoio da gravadora CBS, no incipiente mercado de música jovem. Para isso juntou-se ao amigo Erasmo e passou a fazer versões e compor músicas como “Splish splash“, “O calhambeque“, “É proibido fumar” e outras que visavam ao filão juventude transviada, criando o primeiro movimento de rock feito no Brasil.

Em 1965 estreou, ao lado de Erasmo e Wanderléia, o programa Jovem Guarda, na TV Record, que daria nome ao movimento. O desafio do programa era manter a elevada audiência das tardes de domingo, até então garantida pela transmissão dos jogos de futebol e agora ameaçada, já que as transmissões haviam sido proibidas.

O programa não só manteve a audiência, como conseguiu aumentá-la. Roberto Carlos foi um dos primeiros ídolos jovens da cultura brasileira. Além do programa e dos discos, estrelou filmes, inspirados no modelo lançado pelos Beatles nos anos 60. O primeiro longa, “Roberto Carlos em Ritmo de Aventura”, foi lançado em 1967, seguido por “Roberto Carlos e o Diamante Cor-de-rosa” e “Roberto Carlos a 300km por Hora”.

Nos anos 70, com o esmorecimento do movimento da Jovem Guarda, muda de estilo e torna-se um cantor e compositor basicamente romântico. Foi a partir daí que seu público-alvo deixou de ser o jovem e passou a ser o público adulto. Nessa linha, seus grandes sucessos são “Detalhes“, “Emoções“, “Café da manhã“, “Força estranha“, “Guerra dos meninos“, “Fera ferida“, “Caminhoneiro“, “Verde e Amarelo”. Recentemente passou a dedicar-se mais ao filão religioso de sua obra, com o sucesso da música “Nossa Senhora“. A carreira de Roberto Carlos é superlativa.

Desde 1961 conseguiu a incrível façanha de lançar um disco inédito por ano, interrompida apenas em 1999 por causa da doença de sua então esposa, Maria Rita, que viria a falecer. Nos últimos anos esse lançamento acontece invariavelmente no Natal. Seus discos já venderam milhões de cópias e bateram recordes de vendagem (em 1994 bateu a marca de 70 milhões de discos vendidos).

Fez milhares de shows em centenas de cidades, no Brasil e no exterior. Seu fã-clube é um dos maiores de todo o mundo. Dezenas de artistas já fizeram regravações de suas músicas. Já lançou discos em espanhol e inglês, em diversos países. Atualmente continua se apresentando com freqüência e todo ano produz um especial que vai ao ar na semana do Natal pela TV Globo, mesma época do lançamento dos seus discos anuais.

Algumas músicas

Veja também:

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>Rita Pavone

Posted by everbc em 14/04/2006

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Rita Pavone nasceu em Torino, ao norte da Itália, em 23 de agosto de 1945, e já desde cedo chamou a atenção de toda a família, pois chorava sem parar e demonstrava seus dotes artísticos cantando para toda família.

Em 1962 foi organizado em Ariccia o “Festival dos Desconhecidos” pelo já famoso produtor Teddy Reno. Neste festival, Rita foi destaque e imediatamente assinou seu primeiro contrato com a RCA Itália, onde gravou seu primeiro single “La Partita Di Pallone”, que vendeu 1 milhão de cópias.

Sua popularidade aumentou e se consolidou através das constantes aparições no programa de televisão Studio Lino, que era o maior espetáculo musical italiano dos anos 60. Lá se lançaram inúmeros astros como The Rokes, Edoardo Vianello, Patty Pravo, Michelle, Equipe 84 e toda a legião de novos valores que até hoje fazem parte da trilha sonora dos bailes dos anos 60.

Logo a seguir, em 63, gravou seu segundo disco “Come Te Non C’è Nessuno”, que lhe abriu as portas do mundo inteiro. A partir daí, Rita gravou em vários idiomas e entrou nas paradas da Espanha, Alemanha, Inglaterra, Japão e toda América do Sul.

Participou de inúmeras tornées pelo mundo, tendo se apresentado inclusive no famoso “Ed Sullivan Show”, nos Estados Unidos.No mesmo ano, ainda, debutou no cinema com “Rita, o mosquito”. Sua carreira sempre foi muito forte no Brasil, onde esteve já por duas vezes, com enorme sucesso.

Veja também:

Fonte: Bella Italia

rita-pavone

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