recordando a MPB

História da MPB com biografias, cronologia dos sucessos e músicas cifradas.

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Archive for outubro \31\UTC 2006

>Otília Amorim

Posted by everbc em 31/10/2006

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A atriz e cantora Otília Amorim nasceu no Rio de Janeiro/RJ em 13/11/1894 e faleceu em São Paulo/SP, circa 1970. Estudou num colégio de freiras, até que dificuldades financeiras da família levaram à interrupção de seus estudos.

Estreou como artista em 1910 atuando como atriz no filme Vida do Barão do Rio Branco, de Alberto Botelho. No ano seguinte estreou como corista no Teatro de revistas com Peço a palavra, no Teatro Carlos Gomes do Rio de Janeiro.

Era uma completa atriz de revista. Dançava, era caricata, representava, era bonita e desembaraçada, com total domínio da platéia, foi, segundo o poeta Orestes Barbosa, “a precursora do samba no palco”. Grande dançarina de maxixes, seu primeiro papel importante foi de Olga na opereta Ela encenada no antigo Teatro Chantecler.

Trabalhou em muitas companhias teatrais, dentre as quais a de Carlos Leal e Procópio Ferreira. Trabalhou com Leopoldo Fróes, com quem excursionou pela Bahia e Pernambuco, até ingressar no Teatro São José, onde estreou em 1918, na burleta Flor do Catumbi, de Luiz Peixoto e Carlos Bittencourt, com música de Júlio Cristóbal e Henrique Sánchez.

Em 1919, voltou ao cinema, atuando nos filmes Alma sertaneja e Ubirajara, ambos de Luís de Barros. No ano seguinte, apresentou-se no Teatro São José cantando com grande sucesso, ao lado de Álvaro Fonseca a marcha Pois não, de Eduardo Souto e Philomeno Ribeiro, no quadro Gato, Baêta e Carapicu, na revista Gato, baeta e carapicu, de Cardoso de Meneses, Bento Moçurunga e Bernardo Vivas.

Em 1922 , exibiu-se com sua própria companhia no Teatro Recreio, excursionando em seguida por São Paulo e Rio Grande do Sul. Na revista Se a moda pega, de Carlos Bittencourt e Cardoso de Meneses com música de Henrique Vogeler, encenada em 1925 no Teatro João Caetano, interpretou a marcha Zizinha, de Freitinhas.

Sua discografia é pequena, e se iniciou somente em 1931, com cinco discos para a Victor, de onde se destacam o samba Eu sou feliz e o samba batuque Nego bamba, ambos de J. Aimberê. Neste mesmo ano, participou do filme Campeão de futebol, de Genésio Arruda. Ainda na mesma época, gravou do maestro pernambucano Nelson Ferreira, o samba Tu não nega sê home.

Em 1932 estreou no Teatro recrio a revista Calma, Gegê!, onde interpretou o grande sucesso da temporada, a marcha Gegê, de Getúlio Marinho. No mesmo ano gravou na Columbia a marcha Napoleão, de Joubert de Carvalho.

O escritor e musicólogo Mário de Andrade, no Compêndio de História da Música, relacionou entre seus sambas preferidos, quatro gravados por ela: Nego bamba, Vou te levar, Eu sou feliz e Desgraça pouca é bobagem.

Após casamento com empresário paulista, retirou-se da vida artística. Em 1963, recebeu a medalha Homenagem ao Mérito, da Associação Brasileira de Críticos Teatrais, por sua dedicação ao teatro brasileiro. Em 1989, o selo Revivendo lançou o LP Sempre sonhando com interpretações suas e de Gastão Formenti, Alda Verona, Raul Roulien.

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>Olga Praguer Coelho

Posted by everbc em 31/10/2006

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Olga Praguer Coelho, soprano e violonista, nasceu em Manaus, AM em 12/8/1909. Sua iniciação musical foi feita pela mãe. Em 1920, a família transferiu-se para Salvador. Em 1923 estabeleceram-se no Rio de Janeiro, num casarão situado na Rua das Laranjeiras. Posteriormente, em 1927, teve aulas de violão com o cantor e violonista Patrício Teixeira.

Em 1928 Patrício Teixeira a levou para a Rádio Clube do Brasil. No ano seguinte, realizou sua primeira gravação para a Odeon, registrando a embolada A mosca na moça, de motivo popular e o samba do norte Sá querida, de Celeste Leal Borges. Nessas gravações foi acompanhada pelos violões de Patrício Teixeira e Rogério Guimarães.

Ainda em 1929, passou a estudar sob a orientação do compositor Lorenzo Fernandez, com quem teve aulas de teoria, harmonia e composição. Em 1932, ingressou no Instituto Nacional de Música, estudando sob a orientação de Lorenzo Fernandez. Concluiu o curso rapidamente, diplomando-se no ano seguinte. Passou então a tomar aulas de canto com Riva Pasternak e Gabriella Bezansoni. Casou-se com o poeta Gaspar Coelho.

Em 1930, lançou mais três discos pela Odeon dos quais se destacam os motivos populares Puntinho branco, com versos de Olegário Mariano, Morena, com versos de Guerra Junqueiro e a canção Vestidinho novo, de Joubert de Carvalho.

Em 1935, assinou contrato de exclusividade com a Rádio Tupi do Rio de Janeiro e São Paulo. No mesmo ano, apresentou-se em Buenos Aires na Argentina, quando da visita do Presidente Vargas aquele país. No ano seguinte, gravou 7 discos na Victor (14 músicas), entre as quais adaptações de canções tradicionais – tipo de trabalho que caracterizaria sua carreira artística, como a modinha Róseas flores e o lundu Virgem do rosário além da canção Luar do sertão, de João Pernambuco e Catulo da Paixão Cearense e a modinha Gondoleiro do amor, de motivo popular com versos de Castro Alves.

Gravou ainda com Pedro Vargas o lamento Canto de expatriação, de Humberto Porto e o acalanto Boi, boi, boi, de motivo popular com adaptação de Georgina Erisman. Ainda no mesmo ano, foi indicada pelo governo Vargas como Embaixatriz do Brasil no Congresso Internacional de Folclore realizado em Berlim na Alemanha.

Em 1937, seguiu para Europa, onde teve aulas de canto com Rosner. Em 1938, lançou mais um disco na Victor com o registro da modinha Mulata tema popular com versos de Gonçalves Crespo e a macumba Estrela do céu, uma adaptação sua de um motivo popular.

Em 1939, apresentou-se em Lisboa, empreendendo em seguida uma turnê pela Austrália, Nova Zelândia e África do Sul. Em 1942 gravou na Victor o coco Meu limão, meu limoeiro, do folclore brasileiro e a modinha Quando meu peito…, de domínio público.

Em 1944, conheceu o violonista espanhol Andres Segovia (1893-1987) com quem passou a viver. Segovia lhe dedicou várias transcrições e arranjos para canto e violão. Passou desde então a residir em Nova York e empreendeu uma vitoriosa carreira artística internacional. Freqüentou a elite musical européia tendo sido apresentada na França pelo compositor Darius Milhaud, na Itália por Mario Castelnuovo-Tedesco, em Estocolmo por Segóvia e em Nova York por Sergey Koussevitzky e Aaron Copland.

Vários compositores lhe dedicaram obras e transcrições para voz e violão, destacando-se no conjunto dessas a da famosa “Bachianas nº 5” de Villa Lobos (original para oito violoncelos), feita especialmente para ela, que contava com o apoio da esposa de Villa Lobos, Dª Mindinha, para convencê-lo a tal empreendimento. A obra foi estreada com enorme sucesso em concerto no Town Hall em Nova York, contando com a presença de Segóvia e Villa-Lobos na platéia.

Em 1956, jornais de várias nacionalidades destacaram a beleza de sua arte. Para o “Le Figaro”, ela possuía “uma bela voz, uma extraordinária musicalidade a serviço de um repertório único”. No “New York Times” recebeu crítica do famoso musicólogo americano Olin Downes, dizendo que “cantando Villa-Lobos, o legendário pássaro uirapuru brasileiro, Olga também toca seus acompanhamentos de guitarra com a maestria que aprendeu de Segovia. Um alcance extraordinário de voz e de repertório. A maior folclorista que este crítico já encontrou”.

Na velhice, passou a viver em um apartamento na Rua das Laranjeiras, num prédio construído no lugar do casarão onde morou com sua família na sua juventude.

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>Norival Reis

Posted by everbc em 31/10/2006

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Norival Reis (Norival Torquato Reis), compositor e instrumentista, nasceu em Angra dos Reis/RJ em 24/3/1924. Criado em Dona Clara, bairro situado entre os subúrbios cariocas de Madureira e Osvaldo Cruz, freqüentou desde pequeno o G.R.E.S. da Portela e o G.R.E.S. Império Serrano.

Começou a trabalhar na gravadora Continental, e, influenciado pelo convívio com vários compositores, decidiu-se a compor. Em 1945, fez sua primeira marchinha, Até vestida, realizando logo depois O barão. De sua autoria foram gravados com sucesso Hoje ou amanhã (com Rutinaldo de Morais), pela dupla Joel e Gaúcho; A lua se escondeu (com Alcibíades Nogueira), por Rui Rei; e A saudade não foi leal (com Jorge Duarte), por Ângela Maria.

Em 1969 entrou para a ala dos compositores da Portela, levado por Cabana, com quem compôs Ilu ayê, samba-enredo dessa escola para o Carnaval de 1972, e em 1975, em parceria com Davi Antônio Correia, compôs Macunaíma, também samba-enredo vencedor.

Composições suas foram escolhidas como sambas-enredo ainda nos anos de 1983 (Hoje tem marmelada, com Jorge Macedo e Davi Antônio Correa) e 1984 (ABC dos orixás, com Dedé da Portela).

Estuda cavaquinho, toca um pouco de violão e é conhecido como um dos maiores especialistas em técnica de acústica e gravação de som, tendo ficado nacionalmente conhecido por ser o responsável pelo som personalizado do cavaquinho de Waldir Azevedo, para o qual criou um sistema especial de câmaras de eco improvisadas, antes de existir o aparelho no Brasil.

Obras: Amigo do rei (c/Alberto Rego), marcha, 1953; Barra da Tijuca (c/Irani Oliveira), samba, 1955; Hoje ou amanhã (c/Rutinaldo Silva), samba, 1952; Iaiá da Bahia (c/José Batista), batucada, 1957, Ilu ayê (Terra da vida) (c/Cabana), samba-enredo, 1972; A lua se escondeu (c/Alcíbiades Nogueira), marcha, 1952; Macunaíma (c/Davi Antonio Correia), samba-enredo, 1975; O morro canta assim (c/José Batista), samba, 1956; O samba é bom assim (c/Hélio Nascimento), samba, 1958; A saudade não foi leal (c/Jorge Duarte), samba, 1961.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira – Art Editora

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