recordando a MPB

História da MPB com biografias, cronologia dos sucessos e músicas cifradas.

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>Neusa Maria

Posted by everbc em 25/10/2006

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Neusa Maria (Vasilíki Purchio), cantora, 1/12/circa 1928, São Paulo/SP. Filha de uma família italiana radicada em São Paulo, começou a cantar em apresentações para a vizinhança, ainda menina, aos 12 anos.

Mais tarde ganhou o “slogan” de “Rainha do Jingle” e “Voz doçura do Brasil”. Adotou o nome artístico de Neusa Maria, por sugestão de Abílio Caldas, pois seu nome de batismo, Vasilíki, era de difícil pronúncia.

Destacou-se nas décadas de 1940 e 1950 como cantora de sambas, boleros e de “jingles”, estes últimos gravados por ela com regularidade nas décadas subseqüentes. Começou cantando em programas de calouros de rádio, incentivada pelos amigos. Estreou em meados de 1942, no programa de Gabus Mendes da Rádio Record paulista, recebendo na ocasião o primeiro lugar.

Ainda no início da década de 1940, conheceu Abílio Caldas, um representante comercial da loja em que ela trabalhava, que também era radialista e levou-a, por insistência das colegas da loja, para cantar na Rádio Cruzeiro do Sul. Foi um grande êxito, e Neusa Maria acabou sendo contratada pela Rádio Tupi paulista para um programa.

Em 1943 recebeu o título de “A Estrela do Ano” num concurso que reuniu vários artistas do cenário musical de São Paulo. Em 1945 foi ao Rio de Janeiro para fazer sua primeira gravação na Continental. Nessa ocasião conheceu César de Alencar que a levou a Renato Murce para um teste, o que lhe garantiu um contrato com a Rádio Clube do Rio de Janeiro. Quando César transferiu-se para a Rádio Nacional, Neusa o acompanhou, permanecendo nos quadros da emissora por longos anos.

Seu primeiro sucesso foi Eu sei que ele chora, baião de Nestor de Holanda e Ismael Neto. Depois gravou Arrivederci Roma, Nunca jamais, Siga, Molambo, Murmúrios, Gondoleiro e Picolísima serenata. Foi eleita “A melhor cantora do rádio de 1956”, em pesquisa feita pelo Clube do Disco e “A melhor cantora do rádio de 1957”, em pesquisa realizada pela célebre “Revista do Rádio”, quando seus discos entravam com freqüência em todas as paradas de sucesso da época.

Recebeu o troféu Disco de Ouro de “O Globo” em 1956. Gravou dois discos pela Continental, 23 pela Sinter entre 1950 e 1957, 10 pela RCA Victor entre 1958 e 1960. Gravou ainda pela CBS e pela Star.

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