recordando a MPB

História da MPB com biografias, cronologia dos sucessos e músicas cifradas.

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Archive for 3 de novembro de 2006

>Raul de Barros

Posted by everbc em 03/11/2006

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Raul de Barros

Raul de Barros (Raul Machado de Barros), instrumentista, compositor e regente nasceu no Rio de Janeiro RJ em 25/11/1915. No início da década de 1930 tomou lições de sax-horn com Ivo Coutinho, mas logo trocou-o pelo trombone, que aprendeu com Eugênio Zanata.

A partir de 1935, tocou em pequenos clubes de bairros e subúrbios do Rio de Janeiro, e mais tarde trabalhou nos dancings Carioca e Eldorado, dos quais o maestro Carioca o levou para a Rádio Tupi. Três anos depois, começou a acompanhar cantores em gravações e excursionou por Montevidéu, Uruguai, passando em seguida para a Rádio Globo, onde formou sua própria orquestra, tocando no programa Trem da Alegria. Mais tarde foi convidado a gravar na sua orquestra na Odeon, lançando então seu chorinho Na Glória, com o qual ficaria famoso.

Em 1950 casou com a cantora Gilda de Barros, crooner de sua orquestra, e em seguida transferiu-se para a Rádio Nacional, onde teve um programa semanal e atuou em vários outros. Numa eleição promovida pelo crítico Ari Vasconcelos, em sua coluna da revista O Cruzeiro, foi escolhido em 1955 o melhor trombonista do ano. Nos anos seguintes gravou quatro LPs na Odeon e, em 1961, participou da gravação do LP do cantor Gilberto Alves, na Copacabana.

Em 1966 fez parte da delegação brasileira ao Festival de Arte Negra de Dacar, Senegal, ao lado de Clementina de Jesus, Ataulfo Alves, Paulinho da Viola, Elton Medeiros e outros. Em 1974 gravou, como solista, um LP para a Marcus Pereira. Além de Na Glória, que se tornou seu prefixo musical (muito conhecido pela seqüência melódica para as palavras “Na Glória”, dominante-tônoca-tônica, o que ajuda a “dar o tom” a cantores), gravou também, e com êxito, Pô-rô-rô, Pô-rô-rô, de sua autoria.

Gravou 48 discos, um deles em CD, reedição do LP O som da gafieira (1979), pela gravadora CID. Em 1997, ao completar 82 anos, estava doente, pobre e esquecido, no município fluminense da Maricá, afastado da vida artística.

Fontes: Enciclopédia da música brasileira: erudita, folclórica e popular. São Paulo, Art Editora, 2000.

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>Radamés Gnattali

Posted by everbc em 03/11/2006

>Radamés Gnattali
Foto: Divulgação / PMPA

O compositor, arranjador, regente, pianista e professor Radamés Gnattali nasceu em Porto Alegre/RS em 27/1/1906 e faleceu no Rio de Janeiro/RJ em 13/2/1988. Filho do imigrante italiano Alessandro Gnattali e da pianista gaúcha Adélia Fossati, foi criado em um ambiente tipicamente italiano, com seus costumes, cultura e o amor pela música. Foi envolvido desde cedo pela paixão que os pais nutriam pela ópera, que se refletiu nos nomes dos três filhos do casal: Radamés, Aída e Ernâni, todos personagens de óperas de Verdi.

Aprendeu piano com a mãe e aos 9 anos ganhou um prêmio por sua atuação como regente de uma orquestra infantil, que tocou arranjos feitos por ele. Aos 14 entrou para o Conservatório de Porto Alegre para estudar piano, e acabou dominando também a viola. Já por essa época freqüentava blocos de carnaval e grupos de seresteiros boêmios, para os quais, na impossibilidade de levar o piano, aprendeu a tocar cavaquinho. Até se formar no conservatório, estudava para ser concertista e tocava em cinemas e bailes para se sustentar.

Em 1924, recém-formado, foi para o Rio de Janeiro se apresentar no Teatro Municipal, executando um concerto de Tchaikovski sob regência de Francisco Braga. Nessa viagem conheceu o compositor Ernesto Nazareth, e passou os dois anos seguintes entre Porto Alegre e Rio, sempre trabalhando com música erudita.

Em sua cidade natal montou um quarteto de cordas e com ele viajou por todo o estado, o que fortaleceu sua base para a orquestração. No início dos anos 30 radicou-se definitivamente no Rio de Janeiro, onde se deu sua estréia como compositor, com a apresentação de Rapsódia Brasileira, interpretada pela pianista Dora Bevilacqua. Por essa época, em face às dificuldades com a carreira de concertista, resolveu investir no mercado da música popular. Foi contratado por orquestras que animavam bailes, festas e programas de rádio.

Em 1934 passou a ser o orquestrador da gravadora Victor e dois anos depois participou da inauguração da Rádio Nacional. Lá Radamés atuou como pianista, solista, maestro, compositor, arranjador, usando sua bagagem erudita no trato com a música popular. Permaneceu na Rádio Nacional por 30 anos e criou arranjos antológicos, como Lábios que beijei (J. Cascata e Leonel Azevedo), gravado por Orlando Silva em 1937, e Aquarela do Brasil (Ary Barroso), em 1939.

Em 1943 criou a Orquestra Brasileira de Radamés Gnattali, que tocava os arranjos do maestro no programa Um Milhão de Melodias, dando um colorido brasileiro aos sucessos estrangeiros. Para isso, Radamés passou a usar os instrumentos da orquestra de forma percussiva, conseguindo efeitos até então inéditos. O programa foi também o primeiro a prestar homenagens a compositores como Ernesto Nazareth, Chiquinha Gonzaga e Zequinha de Abreu.

Enquanto atuou no rádio não deixou de lado as carreiras de pianista, concertista e compositor. Compôs concertos e peças sinfônicas executadas ao redor do mundo. Em 1960 viajou à Europa com o Sexteto Radamés Gnattali, grupo derivado do Quarteto Continental, criado na Rádio Continental em 1949. O Sexteto era formado por Radamés, Aída Gnattali (piano), Chiquinho do Acordeom, Zé Menezes (guitarra), Pedro Vidal Ramos (baixo) e Luciano Perrone (percussão).

Nos anos 60 foi contratado pela TV Globo, onde trabalhou durante 11 anos como arranjador, compositor e regente. Foi peça fundamental no movimento de redescoberta do choro ocorrido na década de 70, atuando como incentivador e mestre de jovens instrumentistas como Raphael Rabello, Joel Nascimento, Maurício Carrilho, a Camerata Carioca, e estimulando releituras de Chiquinha Gonzaga, Ernesto Nazareth e outros mestres do choro.

Em 1983, recebeu o prêmio Shell na categoria música erudita, concedido por unanimidade, ocasião em que foi homenageado com um concerto no Teatro Municipal, que contou com a participação da Orquestra Sinfônica do Rio de Janeiro, do Duo Assad e da Camerata Carioca.

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>Paulo Borges

Posted by everbc em 03/11/2006

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Paulo Borges (Paulo Alves Borges), compositor, nasceu no Rio de Janeiro/RJ em 28/9/1916. Compôs uma série de musicas para o conjunto Anjos do Inferno, fundado por seu irmão e parceiro Oto Borges, a primeira delas em 1935, Estrela da manhã.

Em janeiro de 1939 atuou brevemente no conjunto como cantor. Sua primeira composição gravada foi Farrapo, pelo cantor Jorge Fernandes, na Odeon em 1953, e seu maior sucesso, Cabecinha no ombro, na voz de Alcides Gerardi, etiqueta CBS.

Obras : Cabecinha no ombro, rasqueado, 1961; Cartão postal, samba-canção, 1961; Mãezinha querida, valsa, 1961.

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