recordando a MPB

História da MPB com biografias, cronologia dos sucessos e músicas cifradas.

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Archive for 30 de dezembro de 2007

Pingarilho

Posted by everbc em 30/12/2007

Pingarilho

Pingarilho (Carlos Alberto Valle Pingarilho), compositor, instrumentista, cantor, artista plástico e arquiteto, nasceu no Rio de Janeiro em 07/01/1940. Primo de Marcos e Paulo Sérgio Valle, autodidata em gaita, estudou acordeom na Academia Mário Mascarenhas (1955) e violão com o professor Bandeirante (1956).

Iniciou sua carreira artística no final dos anos 1950, atuando (na gaita, acordeom e bateria) em conjuntos musicais ao lado de Marcos Valle, que registrou, em 1964, sua composição Canção pequenina.

Ligado à chamada “segunda geração da bossa nova”, ao lado de Marcos e Paulo Sérgio Valle, Dori Caymmi e Edu Lobo, entre outros.

Com destacada atuação na área da arquitetura, é autor de diversos projetos publicados em revistas e livros especializados. Leciona Arquitetura na Universidade Santa Úrsula. Realizou, no campo das artes plásticas, inúmeras exposições de seus trabalhos.

Em 1998, participou, como convidado especial, do show de lançamento do CD Rhythm traveller, de Dom Um Romão, realizado em espaços cariocas como Casa de Cultura Laura Alvim, Teatro Gláucio Gil e Mistura Fina.

Em 2002, lançou seu primeiro CD, Pingarilho – Histórias e Sonhos, atuando como cantor, violonista, pianista, gaitista e percussionista. O disco, produzido por Arnaldo DeSouteiro, contou com a participação de Eumir Deodato, Marcos Valle, Roberto Menescal, Thiago de Mello, Ithamara Koorax, Dom Um Romão, Jorge Pescara, Paula Faour, Marcelo Salazar, Bebeto Castilho, Zé Carlos Bigorna e Bidinho, entre outros.

No repertório, suas composições Samba do dom natural, Samba da pergunta, Samba de rei, Samba tempo, Todas as coisas do mundo, Eu só posso assim, todas com Marcos Vasconcellos, Cores do amor, Martim pescador, Seu encanto (c/ Marcos Valle, Paulo Sérgio Valle e Ray Gilbert), Fogão de lenha, Das coisas que eu mais queria (c/ Lula Freire), Samba de luar, Encontro (c/ Millor Fernandes), Da serra pro mar e Histórias e sonhos (Stories and dreams), além de Plus fort que nous (Francis Lai e Pierre Barouh).

Fonte: Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira.

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Francisco Petrônio

Posted by everbc em 30/12/2007

Francisco Petrônio (Francisco Petrone), cantor, nasceu em São Paulo SP em 8/11/1923 e faleceu na mesma cidade em 19/01/2007. Desde criança pensava em ser cantor. Trabalhando como motorista de táxi, conheceu Nerino Silva, que o levou para um teste em um programa na Rádio Tupi.

Aprovado, iniciou carreira profissional na emissora em 1961, ano em que gravou seu primeiro disco, um compacto na Chantecler, com o bolero Agora (Augusta de Oliveira e Antônio Soares) e Não me fale dela (Cláudio de Barros). Passou a especializar-se em canções da chamada velha guarda, como valsas, serestas e baladas de compositores brasileiros, que refletiam imagens do passado. Obtendo sucesso no gênero, fez vários shows na capital e interior de São Paulo, ganhando grande popularidade.

Gravou os LPs Um brasileiro na Itália, volumes I e II, pela Continental. Em 1965 foi a Portugal, contratado para um show no Cassino Estoril. Retornou ao Brasil e, entrando em contato com o Clube da Saudade, de São Paulo, passou a ser o maior divulgador do Baile da Saudade, percorrendo cidades com sua equipe de músicos para tocar em festas, com repertório de músicas e ritmos do passado.

Gravou então o LP de grande sucesso Baile da saudade, pela Continental, e em 1966 foi convidado a apresentar mensalmente o programa do mesmo nome na TV Globo, de São Paulo, obtendo êxito. Dois anos depois, produziu seu próprio programa Baile da Saudade, na Rádio Gazeta, passando para a Rádio América, depois para a Nove de Julho e Record.

Formou a Orquestra da Saudade, com casais dançarmos, continuando a divulgar o Baile da Saudade em clubes e excursões pelo Brasil. Dedicou-se, depois, a regravações de antigos sucessos, como os CDs Trinta anos de saudade, de 1995, e Lembranças, de 1997, ambos pela RGE.

CD: Francisco Petrônio & Dilermando Reis — Dose Dupla, 1995, Continental 063010655-2.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira – Art Editora – PubliFolha.

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Renato Murce

Posted by everbc em 30/12/2007

Renato Murce (Renato Floriano Murce), apresentador, diretor e locutor, nasceu em 07/02/1900, no Rio de Janeiro e faleceu em 26/01/1987 na mesma cidade. Foi um dos pioneiros em sua profissão, criou três do mais famosos programas radiofônicos do país: Almas do Sertão, Piadas do Manduca e Papel Carbono.

Em meados dos anos 30, animava programas de calouros nos auditórios das rádios, entre elas, a Rádio Clube do Brasil, com Papel Carbono. Tornou-se diretor artístico, ou programador, das mais importantes emissoras radiofônicas do Rio, escolhendo e organizando as apresentações e seus horários.

Contratado pela Rádio Nacional do Rio de Janeiro entre as décadas de 40 e 50, seu programa cômico Piadas do Manduca conquistava uma esmagadora audiência. Trecho: – Manduca, dê um exemplo de coisa escura. – Mas bem escura?É, naturalmente escura, bem escura, vamos. – Bem escura… É o Leônidas, contrastando com o Maneco, dentro de um túnel, chupando jabuticaba, os dois vestidinhos só com uma tanguinha preta.

Murce também foi o responsável pelo sucesso de cantores famosos, entre eles, Chico Anísio, Agnaldo Rayol, Baden Powell, Luiz Gonzaga e Ângela Maria. Atuou também nas telas, contracenando com Grande Otelo em Futebol em Família, de 1938.

Em 1952, Murce brigava com Carmélia Alves por causa do concurso da Rainha do Rádio. Ele achara que sua candidata, Adelaide Chiozzo, perdera porque Carmélia dera votos para outra candidata.

O radialista foi casado com a atriz Eliana Macedo, com quem atuou no filme Rio Fantasia, em 1952. Ele escreveu Os Bastidores do Rádio, resultado de uma valiosa experiência, que começou quando a potência das antenas não ia além das fronteiras do Rio de Janeiro e chegou à sua fase mais sofisticada, com a utilização da mais moderna tecnologia, levando seu som e suas mensagens às mais longínquas regiões do mundo.

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