recordando a MPB

História da MPB com biografias, cronologia dos sucessos e músicas cifradas.

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Archive for 16 de janeiro de 2008

Rui Maurity

Posted by everbc em 16/01/2008

Ruy Maurity

Rui Maurity (Rui Maurity de Paula Afonso) nasceu no dia 12 de dezembro de 1949, em Paraíba do Sul (RJ). Sua mãe foi a primeira violinista a integrar a Orquestra Sinfônica do Teatro Municipal, e seu irmão é o pianista Antônio Adolfo. Aprendeu sozinho a tocar violão.

Em 1970 venceu o Festival Universitário do Rio de Janeiro com a música Dia cinco, que compôs junto com Zé Jorge. No mesmo ano, gravou seu primeiro LP, Este é Rui Maurity.

Foi em 1971 que gravou o seu maior sucesso, Serafim e seus filhos, lançado no LP Em busca do ouro. Três anos depois lançou o disco Safra 74, que teve algumas de suas músicas incluídas nas trilhas sonoras das novelas Escalada e Fogo sobre terra, da TV Globo.

Em 76 e 77 lançou, respectivamente, os LPs Nem ouro nem prata e Ganga Brasil, que incluiu a gravação do tema principal da novela Dona Xepa, da TV Globo. Em 1978 gravou o disco Bananeira mangará.

Com o tempo foi caracterizando cada vez mais a sua carreira com os temas e músicas regionais. Na década de 80 gravou os discos Natureza e A viola no Peito.

Realizou ainda inúmeros shows em diversas cidades brasileiras. No ano de 98 lançou o CD De coração, no qual interpreta diversas parcerias com José Jorge.

Letras e cifras: Nem ouro nem prata, Serafim e seus filhos

Fonte: KUARUP DISCOS

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Sonia Lemos

Posted by everbc em 16/01/2008

Sonia Lemos

Sonia Lemos (Sonia Maria Melo Lemos), cantora e compositora, nasceu em 19/12/1943 no Rio de Janeiro, RJ. Irmã do poeta e letrista Tite de Lemos e parente do jornalista Carlos Lemos, integrante da diretoria da Escola de Samba Portela, surgiu no cenário musical em 1967, quando gravou um compacto simples com músicas de Geraldo Vandré.

No ano seguinte, lançou o primeiro LP pela gravadora Philips, Sonia Lemos e sua viola enluarada“, no qual interpretou, entre outras, Viola enluarada, de Marcos Valle e Paulo Sérgio Valle.

Em 1975, gravou pela Discos Continental o LP 7 domingos. O disco foi apresentado pelo poeta e letrista Sérgio Fonseca e incluiu as composições Toda prosa e Sete domingos, ambas de Agepê e Canário, Baiana do rosário (Romildo e Toninho Nascimento), Meus outros anos (Noca da Portela e Sérgio Fonseca), Grêmio Recreativo e Escola de Samba (Leci Brandão) e Oferendas aos orixás (Dida e Everaldo Viola). O LP também contou com o acompanhamento do conjunto Nosso Samba e com a direção musical de Genaro.

No ano seguinte, lançou o LP Pérola de Agonitá, pela gravadora Discos Continental, disco no qual interpretou Pérola de Agonitá (Gérson Alves e Mhariazinha), Bambeia (Noca da Portela e Edinho Biólogo), 1° botequim (Dedé da Portela e Sérgio Fonseca), Amor inesquecível (Dona Ivone Lara), Prezado amigo (Rildo Hora e Sérgio Cabral) e uma composição de sua autoria, Contratempo na contradança, em parceria com Gérson Alves.

No ano de 1978, lançou o disco O amor seja bem-vindo, pela gravadora Polydor, LP no qual interpretou Canto nenhum (Dedé da Portela e Sérgio Fonseca), Autonomia (Cartola), Coração vadio (Edil Pacheco e Paulinho Diniz), Pode ir” (Roberto Corrêa e Jon Lemos), Momento exato (Leci Brandão) e Amor a três (Noca da Portela e Joel Menezes), entre outras.

Fonte: Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira.

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Vera Lúcia

Posted by everbc em 16/01/2008

Vera Lúcia - Confidências

Vera Lúcia (Vera Lucia Ermelinda Balula), cantora, nasceu na cidade de Vizeu, Portugal, em 07/08/1930. Em 1951, lançou pelo pequeno selo Elite Special seu primeiro disco interpretando o samba Copacabana, de Alberto Ribeiro e João de Barro e o baião Veio amô, de Humberto Teixeira. No mesmo ano, gravou um de seus maiores sucessos, a marcha Rita sapeca, de Klécius Caldas e Armando Cavalcanti.

Em 1952, gravou a marcha Pisca-pisca e “o samba canção Verdadeira razão, de Armando Cavalcânti e Klécius Caldas e o samba Não vou chorar, de Humberto Teixeira e Felícia Godoy e o Baião de Alagoas, de Humberto Teixeira. No mesmo ano, foi contratada pela Odeon onde estreou com a marcha Pagode chinês, de Ari Monteiro e Irani de Oliveira e o samba Vou-me embora, de Humberto Teixeira e Felícia Godoy.

Em 1953, gravou o Baião da saudade, de Fernando Jacques e o samba canção Intriga, de Altamiro Carrilho e Armando Nunes. No mesmo ano, gravou os sambas-canção Filha diferente, de Raul Sampaio e Rubens Silva e É tarde demais, de Hianto de Almeida.

Em 1954, gravou os sambas Não vivo em paz e Eu não perdôo, da dupla Paulo Menezes e Nilton Legey. No mesmo ano, lançou dois sambas canção Eu sei que você não presta, de Chocolate e Mário Lago e Sempre eu, de Alfredo Godinho e Osvaldo França.

Ainda em 1954, passou a gravar na Continental e lançou os sambas Valerá a pena, de Dorival Caymmi, Carlos Guinle e Hugo Lima e O que os olhos não vêem, de Luiz Bandeira. No mesmo ano, gravou o xote Suspiro vai, de Graça Batista e Álvaro Carrilho e o samba canção Ter saudade, de Haroldo de Almeida.

Foi eleita Rainha do Rádio em 1955, vencendo Ângela Maria, por decisão de Manoel Barcelos, que quis homenagear Carmen Miranda, portuguesa de nacionalidade como ela e que estava no Rio, em fase de recuperação de saúde. Recebeu a coroa das mãos da Pequena Notável.

Nesse ano já fez sucesso com Amendoim torradinho (Henrique Beltrão) e O que os olhos não vêem (Luiz Badeira). Além deste título, ganhou 10 troféus ao longo da carreira, como destaque de programas de televisão, entre eles, os de Chacrinha e Aerton Perlingeiro.

Em 1956, lançou os sambas canção Molambo e Quem sabe é você, de Jaime Florence e Augusto Mesquita e Duvido, de Luiz Vieira e Dario de Souza e o samba “Cansei de ilusões“, de Tito Madi.

No ano seguinte, gravou mais uma composição da dupla Jaime Florence e Augusto Mesquita: o samba Zomba de mim. No mesmo ano, lançou o clássico fado canção Nem às paredes confesso, de Artur Ribeiro, Max e F. Trindade. Gravou ainda no mesmo período em dueto com William Duba a marcha Bacana de Copacabana, de William Duba, Nahum Luiz e Elias José.

Em 1958, gravou o samba canção Por causa de você, de Antonio Carlos Jobim e Dolores Duran. No mesmo ano, passou a gravar pela Sinter e lançou o samba Janela do mundo, de Billy Blanco e o samba canção Castigo, de Dolores Duran.

Em 1959, gravou duas composições de Antônio Carlos Jobim, o samba Este teu olhar e o samba canção Porque tinha de ser, este, parceria com Vinícius de Moraes. No ano seguinte, gravou a marcha Sacode a tristeza“, de Miguel Gustavo. Ainda em 1960, gravou um de seus maiores sucessos, o samba Leva-me contigo, de Dolores Duran. Em 1962, lançou as músicas O bilhete e Samba sem pim-pom, da dupla Evaldo Gouveia e Jair Amorim.

Gravou diversos discos de 78 rpm e apresentou-se em Portugal, Argentina e Uruguai. Tendo entre seus sucessos Idéias erradas (Ribamar), Rita Sapeca (Klecius Caldas – Armando Cavalcanti), Leva-me contigo (Dolores Duran) e Castigo (Dolores Duran).

Com o primeiro elepê, Confidências de Vera Lucia, ganhou dois discos de ouro. Um dos prêmios, foi entregue pelo então presidente Juscelino Kubitschek. Durante quase toda a década de 1950 e ainda nos anos 1960, foi contratada pela Rádio Nacional do Rio de Janeiro, a maior emissora do país, o que lhe rendeu prestígio e uma certa popularidade. Em 1997, foi homenageada pelo Museu Carmen Miranda com o Troféu Carmen Miranda.

Fonte: Cantoras do Brasil – Vera Lúcia.

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