recordando a MPB

História da MPB com biografias, cronologia dos sucessos e músicas cifradas.

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Archive for janeiro \29\UTC 2009

Kleiton e Kledir

Posted by everbc em 29/01/2009

Kleiton e Kledir – Dupla formada pelos irmãos Kleiton Alves Ramil (Pelotas RS 1951—) e Kledir Alves Ramil (Pelotas 1952—), ambos cantores, compositores e instrumentistas, de muito sucesso na década de 1980 com sua fusão de pop-rock e música popular gaúcha. Os dois surgiram em 1972, em Porto Alegre RS, no grupo Almôndegas, no qual Kleiton tocava violão, violino, flauta doce, harmônica e percussão, e Kledir, violão, flauta e percussão, além de serem vocalistas.

O grupo era integrado também por Quico (Eurico Guimarães de Castro Neves, Pelotas 1951—), viola de 12 cordas, violão e voz; Gilnei (Gilnei Ferreira da Silva, Jaguarão RS 1950—), bateria e percussão; e João Batista (João Batista Guimarães Carvalho. Porto Alegre 1953—), contrabaixo, violão e voz.

Os Almôndegas apresentaram-se em 1973 na televisão gaúcha, e o sucesso alcançado — um dos poucos casos de repercussão fora do eixo Rio-São Paulo — possibilitou a gravação de seu primeiro LP em princípios de 1975, na Continental, no qual lançaram, entre outras, as músicas Sombra fresca e rock no quintal (Zé Flávio), Vento negro (Fogaça) e Almôndegas (Gilnei e Kledir).

O maior sucesso do conjunto foi Canção da meia-noite, incluída em 1976 na trilha sonora da novela Saramandaia, da TV Globo, mas que, no entanto, não consta do único CD do grupo, uma coletânea lançada em 1995 pelo selo Continental.

No fim dos anos de 1970, os Almôndegas se separaram e Kleiton e Kledir continuaram como dupla, obtendo sucesso com Maria-fumaça (no último Festival da TV Tupi), Fonte da saudade, Deu pra ti e Vira virou, entre outras.

Em 1989 separaram-se para seguir carreira solo, mas voltaram a se reunir em 1996. A gravadora Polygram lançou, em 1996, o CD Minha história, coletânea dos sucessos da dupla.

Fonte: Enciclopédia da Música Popular – Art Editora e Publifolha.

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Ruy Rey

Posted by everbc em 29/01/2009

O cantor e compositor Ruy Rey (Domingos Zeminian) nasceu em São Paulo-SP em 04/01/1915, e faleceu no Rio de Janeiro-RJ em 26/03/1995. Começou como crooner no conjunto dos Irmãos Copia, em São Paulo. Foi contratado pela Rádio Tupi (SP) atuando também no cabaré OK, com a Orquestra de J. França.

Em 1944, foi para o Rio de Janeiro, trabalhando como cantor da Rádio Nacional, conseguindo o horário de meio-dia e meia, logo após o programa de Francisco Alves de grande audiência, conseguindo projetar seu nome. Mas foi em 1948, quando ele teve a idéia de formar a Ruy Rey e sua Orquestra, especialista em ritmos latinos, que sua carreira deslanchou.

No mesmo ano, teve a sorte de estourar com a marchinha carnavalesca, A mulata é a tal (João de Barro e Antônio Almeida), apesar de nada ter a ver com a “latinidad” que o celebrizou. O sucesso o animou a adaptar sua orquestra aos ritmos brasileiros, como o samba e a marchinha, durante o carnaval. Fora dessa época, cantava mais em espanhol.

Em 49, gravou sua primeira composição, Nana (com Rutinaldo Silva), mas antes disso já havia gravado La bamba, dez anos antes da versão clássica de Ritchie Vallens. Atuou em filmes da Atlântida, como Carnaval no Fogo (49), Aviso aos Navegantes (50) e O Petróleo É Nosso (54), dirigidos por Watson Macedo.

Nos anos 50, rivalizou com o argentino Gregorio Barrios a preferência dos brasileiros nas interpretações de boleros e canções latinoamericanas. Celebrizou-se com as versões da rumba Zé Betum, os mambos Cao cao mani picão, Mambo jambo, o porro Cubanita chiquietita, o chá-chá-chá Torero, os boleros Camino verde e Ansiedad, além de Bailando la cucaracha.

Em 1968, desfez sua orquestra e retirou-se da cena artística.

Fontes: Enciclopédia da Música Brasileira – Art Editora; CliqueMusic.

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Marco Antônio Araújo

Posted by everbc em 29/01/2009

Marco Antônio Araújo (Marco Antônio Pena Araújo), compositor e instrumentista, nasceu em Belo Horizonte em 28/08/1949, e faleceu na mesma cidade em 06/01/1986. Iniciou a carreira em 1968, no grupo Vox Populi, e sua primeira música gravada foi Poison (com Zé Rodrix), lançada em 1970 pelo Som Imaginário, grupo que seu parceiro integrava na época.

Lançou um compacto pela gravadora Bemol, de Belo Horizonte, e em 1969 mudou-se para o Rio de Janeiro RJ, abandonando o curso de economia e o emprego de bancário para se dedicar à música.

Em 1970 mudou-se para Ouro Preto MG e em seguida para Londres, Inglaterra, onde morou dois anos. Voltando ao Rio de Janeiro em 1973, estudou composição erudita com Esther Scliar, violoncelo com Jacques Morelenbaum e violão erudito com Leo Soares. Fez trilhas para cinema, teatro (Rudá, direção de José Wilker) e balé (Cantares, do grupo Corpo).

De volta a Belo Horizonte em 1977, ingressou como violoncelista na Orquestra Sinfônica de Minas Gerais, na qual permaneceria até o fim da vida. Sua música, quase sempre instrumental, reúne elementos de música erudita, de modinhas mineiras e da fase mais sofisticada dos Beatles, 1966-1968.

Seus discos, todos independentes, incluem Influências (1980, primeiro disco brasileiro a ser mixado por computador), Quando a sorte te lança um cisne na noite (1982), Silêncio (1983) e Lucas (1984).

Iria receber o prêmio Veja de melhor instrumentista de 1985 em 7 de janeiro de 1986, mas faleceu na véspera, de aneurisma cerebral. O show Lembranças, organizado em sua homenagem, reuniu o maior público da história do Palácio das Artes de Belo Horizonte.

Em 1996 seus discos foram relançados em CD, pela gravadora Progressive Rock Worldwide.

CDs: Influências, 1996, PRW 013; Quando a sorte te lança um cisne na noite, 1996, PRW 014; Silêncio, 1996, PRW 015.

Fonte: Enciclopédia da Música Popular – Art Editora e PubliFolha.

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