recordando a MPB

História da MPB com biografias, cronologia dos sucessos e músicas cifradas.

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Edith Veiga

Posted by everbc em 16/01/2009

Edith Veiga (15/2/1939 – Juquiá, SP). Nascida no interior paulista, teve uma infância simples e com 15 anos, devido à morte de seu pai, mudou com a família para São Paulo. Ali trabalhou como demonstradora de artigos eletrodomésticos e cabelereira. Começou a participar de programas de calouros, entre os quais, “O telefone está chamando” e “A Hora do Pato”.

Sua carreira deslanchou em 1961, quando obteve o segundo lugar no concurso “A Voz de Ouro ABC”, programa que era líder de audiência da TV Record de São Paulo, cantando o samba-canção Castigo (Dolores Duran), sucesso da cantora Marisa Gata Mansa. Esta apresentação foi vista pelo diretor artístico da gravadora Chatecler, o cantor e compositor Diogo Mulero, o Palmeira, que gostou de seu timbre de voz e resolveu contratá-la.

Na ocasião, gravou o bolero Faz-me rir (Me da Risa) (F. Yoni e E. Arias – versão de Teixeira Filho) e o fox Never on Sunday (M. Hadjidakis e Steve Bernard – versão de Valéria). Faz-me rir tornou-se um dos maiores sucessos do ano e o disco vendeu 500 mil cópias, sendo o principal êxito da carreira de Edith Veiga.

Em seguida, gravou o bolero De quem estás enamorado (De quién estás enamorada – Rafael Ramirez e Alba Prado), a balada Rumores (de Joaquim Prieto – versão: Palmeira), o samba Volta (Ruth Amaral e Manoel Teixeira) e o bolero Minha vida em tuas mãos (Nízio). Faz-me rir“, Rumores e Tua vida em minhas mãos fizeram muito sucesso e foram incluídas juntamente como o bolero Vivemos para amar (Luiz Mergulhão, Toso Gomes e Umberto Silva) em um compacto duplo. Por conta do sucesso alcançado, a gravadora Chantecler lançou no mesmo ano o LP Faz-Me Rir e outros sucessos. Com o sucesso obtido com seus primeiros discos foi agraciada com os troféus “Roquete Pinto” e “Chico Viola”, na categoria de “Cantora Revelação”.

Em 1962, estreou como compositora gravando o bolero Saia da frente em disco que trazia no lado A o bolero Sozinha (Rago e Teixeira Filho), que fez sucesso e propiciou o lançamento de um LP com o mesmo título. Nesse disco, fizeram sucesso as músicas Acho graça, e a música título, que foi tema da novela A canção que a noite levou, da TV Tupi, na qual ela chegou a atuar ao lado do cantor Hugo Santana.

Em 1963, sua carreira se encontrava no auge e era considerada uma das principais cantoras do país, tendo feito shows no Japão, Europa e em quase toda a América Latina. Ainda em 63 lançou o LP Noite Sem Ninguém. Também em 1963, passou a apresentar, no Canal 2 de São Paulo, o programa “Edith Veiga em Dois Tempos”, que ficou mais de um ano no ar, onde recebia personalidades da época, e nele apresentou pela primeira vez ao público o cantor Altemar Dutra.

Casou-se em 1967, diminuindo o ritmo das apresentações. Com o nascimento da primeira filha no ano seguinte, praticamente se afastou das gravações. Retornou aos discos em 1972, quando lançou pela gravadora Sinter dois compactos simples.

Em 1974, lançou novo LP, Edith Veiga, mais de dez anos após ter lançado o último. Na década de 1970, participou de importantes programas na televisão como “Almoço com as Estrelas”, “Globo de Ouro”, “Silvio Santos”, e “Chacrinha”. Neste ano, teve a composição Menino incluída na trilha sonora do filme A força do sexo.

Em 1976, fez sucesso com a música Eu te amei, eu te amo, eu sempre te amarei, de Silfrancis e Jean Garfunkel, lançada em compacto simples. Em 1977, lançou o LP Eu te amei, eu te amo, eu sempre te amarei.

Em 1980, se apresentou no Carnegie Hall, nos EUA. No mesmo ano, gravou diretamente de Nova York dois clips para o programa “Fantástico” da TV Globo interpretando as músicas Fim de comédia, de Ataulfo Alves, e Não lhe quero mais.

Em 1982 lançou o LP Pensando em ti. Em 1987 gravou o LP Como Se Fosse. No mesmo ano foi lançado o LP Faz-me-rir e outros sucessos de Edith Veiga. Em 1988 lançou pela RGE o LP Começo da Vida.

Em 1989, casou-se pela segunda vez e por imposição do marido abandonou a carreira artística e passou a residir em sua cidade natal. Entretanto, no ano de 2001, retornou à carreira artística realizando shows por todo o Brasil.

Em 2003, lançou o CD Edith Veiga canta Amália Rodrigues – Eternamente o Fado. Em 2004, foi homenageada pelo selo Revivendo com o lançamento do CD Faz-me rir com 18 gravações originais totalmente remasterizadas. No mesmo ano, fez o primeiro show aberto ao público da nova casa de shows Nauty Club.

Em 2006, em comemoração aos 45 anos de carreira, lançou dois novos CDs, O sucesso de Edith Veiga e a coletânea Warner 30 Anos. Os discos foram apresentados ao público em show realizado no Teatro Augusta, em São Paulo, e que contou com as participações de Agnaldo Timóteo e Cauby Peixoto.

Nas décadas de 1960 e 1970, período de seu maior sucesso, ficou conhecida como “A Rainha do bolero”. Foi chamada pelo apresentador Chacrinha de “As pernas que cantam”.

Fonte: Site Oficial.

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Uma resposta to “Edith Veiga”

  1. Bruno Ribeiro said

    Eis uma grande cantora! Do tipo que não se vê mais por aí. Pena…

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