recordando a MPB

História da MPB com biografias, cronologia dos sucessos e músicas cifradas.

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Dircinha Costa

Posted by everbc em 20/02/2011

Dircinha Costa (Maria José Pereira da Silva), cantora, nasceu em Bauru, SP, em 26/8/1930. Começou a cantar com apenas oito anos de idade apresentado-se ao microfone da PRG-8 Rádio Bauru. Ficou conhecida como “A voz de romance da Paulicéia”.

Por volta de 1940, mudou-se para São Paulo com a família e começou a se apresentar em programas de calouros. Em 1942, tirou o primeiro lugar num desses programas e foi convidada para um teste na Rádio Cruzeiro do Sul pela qual foi logo contratada e na qual permaneceu por seis meses ingressando em seguida na Rádio Record na qual atuou até 1947.

Afastou-se do Rádio durante três anos e retornou aos microfones em 1950, ingressando na Rádio Bandeirantes de São Paulo. Estreou em disco pela gravadora Columbia em 1954, quando registrou a marcha Bravo Manolo, de Geraldo Blota, Mário Pretextato dos Santos e Firmo Jordão, e o samba Pequei, de Victor Simon, Liz Monteiro e João Simon. Em seguida, gravou o samba-canção Pescadô, de Renato de Oliveira e Osvaldo Molles, e o baião Baião triste, de Dorival Chaves.

No mesmo período, gravou em dueto com o cantor Mário Gil o dobrado Bandinha do Eldorado, de Renato de Oliveira e Osvaldo Molles. Ainda no mesmo ano, gravou a valsa É o amore, de J. Brooks e H. Warren, com versão de Haroldo Barbosa, e o baião Chegadinho, chegadinho, de Elpídio dos Santos.

Em 27 de agosto de 1954 uma propaganda no jornal Estado de Minas informava: “Uma grande artista de São Paulo amanhã e domingo no auditório da Rádio Guarani: Dircinha Costa, a voz de romance da Paulicéia”. Pouco depois dessa apresentação, gravou os fox Neurastênico, de Betinho e seu Conjunto e Nazareno de Brito, grande sucesso na época, e A luz da lua prateada, de E. Madden e G. Edwards, com versão de Ferreira Gomes.

Em 1954, era considerada uma das principais estrelas da Rádio Bandeirantes apresentando-se nos programas Beco da felicidade e Marco zero“, apresentados por Osvaldo Molles, e Carrosel dos bairros apresentado por Júlio Rosemberg.

Em 1955, gravou os fox Como isso é bom, de H. Spina e versão de Edson Borges, Deixa-me ir amor, de Hill e Carson, em versão de Lauro Miller, Refúgio“, de Newton Ramalho e Nazareno de Brito, e É pecado mentir, de B. Meyhew, em versão de Alberto Almeida, e os sambas Até segunda-feira, de Paulo Rogério, e Chega pra cá, de Edson Borges.

No mesmo ano, lançou seu primeiro LP, que trazia seu nome como título. Em 1956, era considerada uma das principais estrelas da Rádio Bandeirantes de São Paulo juntamente com o cantor João Dias, o conjunto Titulares do Ritmo, e a orquestra de Sylvio Mazzuca. Nesse ano, gravou o fox Eu quero é casar, de Nazareno de Brito e Luiz Cláudio de Castro, e o baião Sempre o papai, de Miguel Gustavo, música essa lançada especialmente para os festejos do Dia dos pais.

Nessa época, era uma das mais requisitadas cantoras paulistas, tendo ainda percorrido quase todo o Brasil. No Rio de Janeiro, apresentou-se nos programas César de Alencar, Carlos Henrique e Vesperal do Chacrinha.

Em 1957, gravou mais dois fox, uma especialidade em seu repertório, Rapaz acanhado, de Silvio Mazzuca, e Chocolate quente, de Mizzy e Drake, em versão de Edson Borges. Ainda nesse ano, lançou o LP Dircinha Costa canta para você.

Para o ano de 1958, gravou o samba Bamboleio de Iaiá, de Rubi, e a rumba Ama-me sempre, de G. Lynes e B. Guthrie, com versão de Júlio Nagib. No ano seguinte, em seu último disco na Columbia, gravou o fox Vedete, de Gig e versão de Fernando César, e o samba Isto é o amor, de Getúlio Macedo e Lourival Faissal.

Em 1960, foi contratada pela gravadora Copacabana na qual estreou interpretando com acompanhamento da orquestra de Renato de Oliveira o samba Por pouco pouco, de Raul Duarte, e o fox Oô lá lá, de Dixon, Jones e Smith com versão de Paulo Rogério.

Dois anos depois, gravou com a orquestra de Hector Lagna Fietta o samba-canção A vida é um jardim, de Mário Gil, e o Tango italiano, de Malgoni, Pallesi e Beretta e versão de Romeu Nunes.

Em 1963, gravou o clássico Odeon, de Ernesto Nazareth, que em forma de maxixe recebeu letra de Ubaldo Maurício, e o fox Esta noite não dormi, de Mazzorihi, Tuminelli e Joluz. Em 1964, gravou os sambas Samba do ba-da-tu-blim” de José Bezerra e Pepe, e Se saudade matasse, de David Nasser e J. Roberto, o beguine Guitarras à noite, de A. Algueiró, G. Moreau e J. Gosa, e versão de Serafim Costa Almeida, a marcha Playboy de setenta, de Sílvio Curval e Arsênio Hipólito.

Gravou dezessete discos de 78 rpm pelas gravadoras Columbia e Copacabana além de alguns LPs. Com o advento da bossa nova e da jovem guarda, sua carreira entrou em declínio. Seus maiores sucessos foram É o amore, de J. Brooks e H. Warren, com versão de Haroldo Barbosa, e os fox Neurastênico, de Betinho e Nazareno de Brito, e Como isso é bom, de H. Spina e versão de Edson Borges.

Fonte: Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira.

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