recordando a MPB

História da MPB com biografias, cronologia dos sucessos e músicas cifradas.

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Almir Guineto

Posted by everbc em 24/02/2011

Almir de Souza Serra (Rio de Janeiro, 12 de julho de 1946), mais conhecido como Almir Guineto, sambista e compositor. Foi o fundador do Fundo de Quintal, sendo um dos maiores representantes do samba de raiz.


Nascido e criado no Morro do Salgueiro, no Rio de Janeiro, teve contato direto com o samba desde a infância, já que havia vários músicos em sua família.

Seu pai Iraci de Souza Serra era violonista e integrava o grupo Fina Flor do Samba; sua mãe Nair de Souza (mais conhecida como “Dona Fia”) era costureira e uma das princiapias figuras da Acadêmicos do Salgueiro; seu irmão Francisco de Souza Serra (mais conhecido como Chiquinho) foi um dos fundadores dos Os Originais do Samba.

Na década de 1970, Almir já era mestre de bateria e um dos diretores da Salgueiro e fazia parte do grupo de compositores que freqüentavam o Bloco Carnavalesco Cacique de Ramos. Nessa época, inovou o samba ao introduzir o banjo adaptado com um braço de cavaquinho. O instrumento híbrido foi adotado por vários grupos de samba.

Em 1979, mudou-se para São Paulo para se tornar o cavaquinista dos Originais do Samba. Lá fez Bebedeira do Zé, sua primeira composição gravada pelo grupo, onde a voz do sambista aparece puxa o verso “Mas dá um tempo na cachaça, Zé/ Para prolongar o seu viver” e a sambista Beth Carvalho gravou algumas composições de Guineto, como Coisinha do pai, Pedi ao céu e Tem Nada Não.

No início dos anos oitenta, ele ajudou a fundar o grupo Fundo de Quintal junto com os sambistas Bira, Jorge Aragão, Neoci, Sereno, Sombrinha e Ubirany. Mas ele deixou o grupo logo após a gravação de Samba é no Fundo de Quintal – primeiro LP do conjunto – e seguiu para carreira solo. Almir conquistou fama com a premiação no Festival MPB-Shell, da Rede Globo, em 1981, em que interpretou o samba-partido Mordomia (de Ari do Cavaco e Gracinha).

Sua notoriedade como compositor e intérprete aumentaria ao longo daquela década. Beth Carvalho gravou É, pois, é (parceria com Luverci Ernesto e Luís Carlos) em 1981, À luta, vai-vai! (com Luverci Ernesto) e Não quero saber mais dela (com Sombrinha) em 1984, Da melhor qualidade (com Arlindo Cruz), Pedi ao céu (com Luverci Ernesto) e Corda no pescoço (com Adalto Magalha) em 1987. Alcione gravou Ave coração (parceria com Luverci Ernesto) em 1981 e Almas & corações (com Luverci Ernesto) em 1983. Jovelina Pérola Negra gravou Trama (parceria com Adalto Magalha) em 1987.

Em 1986, a gravadora RGE lançou o LP Almir Guineto, que teve grande sucesso comercial. Nesse disco, Almir Guineto gravou algumas de suas parcerias com Adalto Magalha, Beto Sem Braço, Guará da Empresa, Luverci Ernesto e Zeca Pagodinho. Entre os grandes destaques, estão Caxambu, Mel na boca, Lama nas ruas e Conselho.

Ainda naquela década, a RGE lançou os LPs Perfume de Champanhe (1987) – que teve repercussão com Batendo na palma da mão (parceria com Guará da Empresa) – e Jeito de amar (1989). Em 1991, a gravadora lançou o disco De Bem Com a Vida.

Em 1997, Coisinha do pai foi programada pela engenheira brasileira da Nasa Jacqueline Lyra para acionar um robô norte-americano da missão Mars Pathfinder, em Marte. No ano seguinte, compôs com Arlindo Cruz, Sombrinha e Xerife Samba de Marte – que relata a história da chegada de Coisinha do pai em solo marciano.

Em 2002, a gravadora Paradoxx lançou o CD Todos os Pagodes. Naquele mesmo ano, Almir Guineto participou de “Bum-bum-baticum-Beto” e “Tributo a Beto Sem Braço”, dois shows em homenagem a este sambista carioca, que ocorreram respectivamente no Bar Supimpa e Teatro João Caetano, ambos na cidade do Rio de Janeiro.

Em julho de 2007, Almir Guineto comemorou seu aniversário em um show, com diversos convidados, no Espaço Santa Clara, na cidade de São Paulo. Atualmente, o sambista vive em um sítio em Tupã (no interior do Estado de São Paulo).

Fonte: Wikipédia.
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