recordando a MPB

História da MPB com biografias, cronologia dos sucessos e músicas cifradas.

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Archive for the ‘apresentador’ Category

Renato Murce

Posted by everbc em 30/12/2007

Renato Murce (Renato Floriano Murce), apresentador, diretor e locutor, nasceu em 07/02/1900, no Rio de Janeiro e faleceu em 26/01/1987 na mesma cidade. Foi um dos pioneiros em sua profissão, criou três do mais famosos programas radiofônicos do país: Almas do Sertão, Piadas do Manduca e Papel Carbono.

Em meados dos anos 30, animava programas de calouros nos auditórios das rádios, entre elas, a Rádio Clube do Brasil, com Papel Carbono. Tornou-se diretor artístico, ou programador, das mais importantes emissoras radiofônicas do Rio, escolhendo e organizando as apresentações e seus horários.

Contratado pela Rádio Nacional do Rio de Janeiro entre as décadas de 40 e 50, seu programa cômico Piadas do Manduca conquistava uma esmagadora audiência. Trecho: – Manduca, dê um exemplo de coisa escura. – Mas bem escura?É, naturalmente escura, bem escura, vamos. – Bem escura… É o Leônidas, contrastando com o Maneco, dentro de um túnel, chupando jabuticaba, os dois vestidinhos só com uma tanguinha preta.

Murce também foi o responsável pelo sucesso de cantores famosos, entre eles, Chico Anísio, Agnaldo Rayol, Baden Powell, Luiz Gonzaga e Ângela Maria. Atuou também nas telas, contracenando com Grande Otelo em Futebol em Família, de 1938.

Em 1952, Murce brigava com Carmélia Alves por causa do concurso da Rainha do Rádio. Ele achara que sua candidata, Adelaide Chiozzo, perdera porque Carmélia dera votos para outra candidata.

O radialista foi casado com a atriz Eliana Macedo, com quem atuou no filme Rio Fantasia, em 1952. Ele escreveu Os Bastidores do Rádio, resultado de uma valiosa experiência, que começou quando a potência das antenas não ia além das fronteiras do Rio de Janeiro e chegou à sua fase mais sofisticada, com a utilização da mais moderna tecnologia, levando seu som e suas mensagens às mais longínquas regiões do mundo.

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Osvaldo Sargentelli

Posted by everbc em 30/12/2007

Osvaldo Sargentelli, sambista, produtor, locutor e radialista, nasceu no Rio de Janeiro, em 8 de dezembro de 1924. Considerado o mestre das mulatas, um boêmio inveterado, dono de casas noturnas no Rio e São Paulo. Ficaram famosas as “Mulatas do Sargentelli”, lendárias bailarinas que desfilaram a beleza brasileira entre as décadas de 60 e 80, mexendo com a imaginação dos jovens e adultos da época, no Brasil e no exterior.

Sobrinho do compositor Lamartine Babo, era seu profundo admirador e curtia suas composições, desde as marchinhas de carnaval, às lindas canções e os hinos dos clubes do futebol cariocas. Em plena ditadura ele ousou fazer shows acompanhado por mulatas estonteantes. Seu grande sucesso foi o espetáculo “Sargentelli e as mulatas que não estão no mapa”, na década de 70.

Sargentelli amava o samba, era portelense, filho de Ogum, Iemanjá, Oxum e Oxossi. Era o rei do bate papo, da conversa de botequim, do samba da caixinha de fósforo, do bom humor, da irreverência. Era também botafoguense doente. Falar mal do Garrincha ou do Nilton Santos era xingar a mãe dele.

Quem tem mais de quarenta anos, ouvia rádio e assistia televisão estará lembrando dos programas “Viva meu samba” nos anos 50 e 60, pelas rádios, Mundial, Guanabara e Mauá, das entrevistas contudentes na TV, em que a voz de trovão imprensava políticos e gente famosas na parede, com perguntas picantes, ou de sua participação como jurado, “Gente Boa” no programa Flávio Cavalcanti, importou turistas e exportou a imagem do Rio e do Brasil levando seus shows à Europa, Estados Unidos, México, Caribe e América do Sul.

Sargentelli transitava por todas essas atividades com o mesmo talento, o mesmo bom humor e a mesma irreverência que fizeram dele, um carioca típico.

Sua casa de show Oba-Oba em Ipanema, entre outras que trabalhou, tornou-se uma ponte entre a cultura popular afro-brasileira, oriunda do centro. Zona norte, e dos subúrbios e da cultura da elite da zona sul, que recebeu de braços abertos aquela explosão de samba, fantasia, canto e da beleza da enchendo a casa de cariocas, brasileiros de todos os estados e turistas de todo o mundo.

Foi pioneiro em mostrar, que shows unicamente com mulatas, negros, caboclos e cafuzos, tinham energia, qualidade e profissionalismo suficiente para se apresentar em qualquer lugar, sem precisar contar com estrangeiros ou estrelas de fora.

Osvaldo Sargentelli faleceu aos 78 anos, em 12 de abril de 2002.

Fonte: Cine Tv Brasil – Osvaldo Sargentelli

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Jota Silvestre

Posted by everbc em 21/12/2007

Jota Silvestre, jornalista, radialista, escritor, um dos grandes nomes do vídeo nos anos 60 e um dos pioneiros dos programas de auditório no Brasil. Na Tupi, fez O Céu É o Limite. Foi o primeiro programa de perguntas e respostas do país e ficou quase 30 anos no ar em diversas emissoras.

Nascido em Salto, interior de São Paulo, em 1922, em uma família de imigrantes italianos, João Silvestre chegou a sobreviver do trabalho em uma fábrica de tecidos antes de ser descoberto pela Rádio Bandeirantes de São Paulo, em 1941, em um concurso de locutores no qual enfrentou 350 candidatos.

Com a experiência atrás dos microfones, acabou tornando-se um dos pioneiros da implantação da televisão brasileira, ao apresentar, em 1950, o programa inaugural da TV Tupi. Outro programa que J. Silvestre comandou foi o Almoço Com as Estrelas, depois transferido para Airton e Lolita Rodrigues. Ele era reservado, mas muito gentil e culto, lembra Lolita.

Também escreveu e atuou em telenovelas como Meu Trágico Destino, de 1953, transmitida ao vivo. No mesmo ano, a TV Tupi apresentou a novela A Dama de Negro, de sua autoria, que na época produzia para o rádio e a televisão. Já com o programa Esta É Sua Vida, na década de 60, J. Silvestre fazia homenagens lacrimosas a celebridades das quais relatava trechos dramáticos da vida e apresentava parentes em pleno palco, ao vivo, para extrair flagrantes de emoção.

Em 1964, contratado da TV Excelsior de São Paulo, Silvestre tornou-se mestre de cerimônias do programa A Pergunta dos Dez Milhões, onde os candidatos respondiam a perguntas sobre determinados personagens.

Em 1979, foi nomeado presidente da Radiobrás pelo então presidente João Baptista Figueiredo, mas divergências com a equipe o levaram a deixar o cargo poucos meses depois. Um dos poucos profissionais desse tempo que manteve sua imagem intacta e sem desgastes, dando-se a grandes períodos de ausência do vídeo, até o público exigir sua volta ou dele se recordar com saudade. J. Silvestre se apresentou como sendo um dos primeiros homens de comunicação adeptos do transplante de cabelos, técnica à época ainda considerada incerta.

Permaneceu nos Estados Unidos durante 23 anos, uma fase da qual aproveitou para pesquisar e observar a televisão americana, que considerava a melhor do mundo. Esse estudo, servia de subsídio para novos programas lançados no Brasil e base para a publicação de um romance, O Presidente Está Morrendo.

Voltou à televisão em 1982, no SBT, para apresentar o Show Sem Limite e A Mulher É um Show. De 1983 a 1986, apresentou na Rede Bandeirantes os programas J. Silvestre, Essas Mulheres Maravilhosas e Porque Hoje É Sábado.

Voltou a viver na Flórida em 1986, ocupando os dez anos seguintes com seus quadros e livros. Apesar de preferir viver na Flórida com a família, esteve no Brasil mais uma temporada para apresentar Domingo Milionário, na extinta Rede Manchete, em 1997, um retumbante fracasso que durou apenas seis meses. Foi seu último trabalho na televisão. Com a derrocada da emissora, voltou à Flórida.

Conforme seu desejo, seu corpo foi cremado e as cinzas, jogadas ao mar. Jota Silvestre foi casado com Nívea, com quem teve quatro filhos, Alexandre, Pedro, Paulo e João, e seis netos. Faleceu aos 77 anos, em 7 de janeiro de 2000.

Fonte: Cine Tv Brasil – J. Silvestre

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