recordando a MPB

História da MPB com biografias, cronologia dos sucessos e músicas cifradas.

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Archive for the ‘banda’ Category

>Quinteto Violado

Posted by everbc em 23/02/2007

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Quinteto Violado – Conjunto instrumental-vocal organizado em 1970, em Recife PE, que se caracteriza pela interpretação de músicas nordestinas e a realização de pesquisas sobre o folclore brasileiro.

Inicialmente formado por Toinho (Antônio Alves, Garanhuns PE 1943), canto e baixo acústico; Marcelo (Marcelo de Vasconcelos Cavalcante Melo, Campina Grande PB 1946), canto, viola e violão; Fernando Filizola (Limoeiro PE 1947); Luciano (Luciano Lira Pimentel, Limoeiro PE 1941), percussão, e Sando (Alexandre Johnson dos Anjos, Garanhuns, 1959), flautista, na década de 1990 passou a ser integrado por Toinho, baixo acústico, compositor, cantor e diretor musical do conjunto; Marcelo, violonista, violeiro, cantor e compositor; Ciano (Luciano Alves, Garanhuns PE 1959); Roberto Menescal (Roberto Menescal Alves Medeiros, Garanhuns PE 1964), cantor e percussionista; e o tecladista e arranjador Dudu (Eduardo de Carvalho Alves, Recife PE 1970).

Apresentou-se pela primeira vez, ainda sem a denominação que o tornou famoso, em janeiro de 1970, na Faculdade de Filosofia da Universidade Federal de Pernambuco. Em outubro de 1971, quando se apresentou no Teatro da Nova Jerusalém (Fazenda Nova PE), seus integrantes foram chamados de “os violados”, nascendo dai o Quinteto Violado. Gilberto Gil os apresentou ao produtor Roberto Santana, da Phonogram, e o aparecimento do conjunto foi exaltado por Caetano Veloso.

Em 1972 apresentou-se em São Paulo e lançou o primeiro LP, Quinteto Violado em concerto, pela Philips, que incluía Asa branca (Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira). O disco foi lançado no Japão, com o titulo Asa Branca. Ainda em 1972 fez temporada na boate Monsieur Pujol e no restaurante Di Monaco, no Rio de Janeiro, e no Teatro Vila Velha, de Salvador BA, seguindo-se atuação no show O Anjo Guerreiro contra as baronesas, em Recife.

Com o produtor Marcus Pereira, participou da pesquisa e posterior gravação da serie de quatro discos Musica Popular do Nordeste (1973), depois reeditados em CD. Por sua participação na pesquisa musical, arranjos e produção da serie, recebeu os prêmios Noel Rosa e Estácio de Sá, este do MIS, do Rio de Janeiro.

Ainda em 1973 gravou o disco Berra Boi (Philips). No ano seguinte montou o show A feira, que lançou Elba Ramalho e foi gravado em LP pela Philips, iniciando também circuito de concertos de música nordestina nas universidades brasileiras.

Em 1975 montou o espetáculo Folguedo (lançado em disco pela Philips), apresentado no adro do Mosteiro de São Bento, de Olinda PE. O grupo participou ainda do MIDEM, na França, e do Encontro Latino-Americano de Turismo, em Trujillo, Peru.

Entre 1977 e 1978 realizou 97 concertos-aula destinados a alunos da rede oficial de ensino de Pernambuco. Realizou varias montagens de grande sucesso: Missa do vaqueiro (1976), Antologia do baião (1977), Até a Amazônia (1978), Pilogamia do baião (1979), o infantil O rei e o jardineiro (1981), Notícias do Brasil (1982), Kuire (1987) e História do Brasil (1987), todos gravados em LPs e depois reeditados em CDs.

Além desses, gravou os LPs Desafio (Independente,1981), Coisas que o Lua canta (Continental, 1983; CD Philips), Ilhas de Cabo Verde (Mato, 1988), Algaroba (RGE, 1993), entre outros.

Foi de grande importância sua participação na animação do Carnaval do Recife, com apresentações no Bloco Azul, a partir de 1977, sendo em parte responsável pela volta do “Carnaval Participação” às ruas. Em 1995 produziu e gravou a trilha sonora do filme Corisco e Dadá, dirigido por Rosemberg Cariry.

Ao comemorar 25 anos de atividades, em 1997, o conjunto somou em seu currículo: 30 discos lançados no Brasil e seis outros no exterior; dez viagens internacionais; duas premiações no MPB Shell (1980 e 1981), no Rio de Janeiro e três Prêmios Sharp de Música (1993, 1994 e 1996).

Em 1996 o grupo montou o espetáculo 25 anos não são 25 dias, na concha acústica da UFPE, reunindo antigos e novos componentes do cenário musical nordestino e, em 1997, foi criada a Fundação Quinteto Violado, com o objetivo de dar apoio a promoções culturais.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira – Art Editora e PubliFolha

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>Titãs

Posted by everbc em 23/11/2006

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Titãs: Um dos mais importantes grupos de rock brasileiro da década de 1980, cujo estilo incorpora punk hardcore, reggae, rock new-wave e jovem guarda, além de letras concisas e irônicas influenciadas pela poesia concreta.

Foi formado em São Paulo SP em 1982, com o nome Titãs do Iê-Iê, por Arnaldo Antunes (vocal); Ciro Pessoa (São Paulo 1957—), vocal; Paulo Miklos (Paulo Roberto de Sousa Miklos, São Paulo 1959—), vocal e saxofone; Marcelo Frommer (São Paulo 1961—), guitarra; Sérgio Brito (Sérgio de Brito Álvares Affonso, Rio de Janeiro 1959—), teclados; Toni Bellotto (Antônio Carlos Liberatti Bellotto, São Paulo 1960—), guitarra; Branco Melo (Joaquim Cláudio dos Reis de Melo Branco, São Paulo 1962—), vocal; Nando Reis (José Fernando Gomes dos Reis, São Paulo 1963—), contrabaixo; e André Jung (André Jungman, Recife PE 1961—), bateria.

Arnaldo Antunes e Paulo Miklos vinham do grupo músico-teatral Aguilar e a Banda Performática, com que chegaram a gravar um LP independente em 1982. Ciro Pessoa saiu em 1984 e formou o grupo Cabine C. Em 1985, André foi para o Ira!, substituído por Charles Gavin (São Paulo 1960—), justamente seu antecessor no Ira!.

Contratado pela WEA, o grupo gravou em 19840 primeiro LP, Titãs, em que se destacou Sonífera ilha; o disco seguinte, Televisão, teve como sucessos a faixa-título e Não vou me adaptar. A consagração veio com o terceiro LP, Cabeça dinossauro, de 1986. Lançaram ainda na década de 1980 os LPs Jesus não tem dentes no país dos banguelas (1987), Go Back (1988), gravado ao vivo, e Õ Blesq Blom (1989).

Em 1992, Arnaldo deixou o grupo para seguir carreira solo, O grupo continuou em atividade, gravando nos anos de 1990, sempre pela WEA, os discos Tudo ao mesmo tempo agora, Titanomaquia, Domingo e Acústico.

Algumas músicas cifradas:

32 dentes, A face do destruidor, A melhor banda de todos os tempos da última semana, A melhor forma, A verdadeira Mary Poppins, AA UU, Alma lavada, Amanhã não se sabe, Anjo exterminador, As aventuras do guitarrista Gourmet atrás da refeição ideal, Autonomia, Babi Índio, Balada de John e Yoko, Bananas, Bichos escrotos, Bom gosto.

Cabeça dinossauro, Caras como eu, Circo de feras, Ciúme, Clitóris, Comida, Cuidado com você, Daqui pra lá, Desordem, Deus e o Diabo, Dissertação do Papa sobre o crime seguida de orgia, Diversão, Dívidas, Domingo, É bom desconfiar, É preciso saber viver, Enquanto houver sol, Epitáfio, Era uma vez, Estado violência, Estados alterados da mente, Eu e ela, Eu não agüento, Eu não presto, Eu não sei fazer música, Eu não sou um bom lugar.

Família, Felizes são os peixes, Flores, Fuga nº II, Gina superstar, Go back, Hereditário, Homem primata, Igreja, Isso, KGB, Livres para escolher, Lugar nenhum, Marvin, Massacre, Mesmo sozinho, Miséria, Mundo cão, Não fuja da dor, Não vou lutar, Não vou me adaptar, Nem 5 minutos guardados, Nem sempre se pode ser Deus, Nome aos bois, Nós estamos bem

O mundo é bão Sebastião, O pulso, O que, Obrigado, Os cegos do castelo, Palavras, Pelo avesso, Polícia, Porrada, Prá dizer adeus, Provas de amor, Qualquer negócio, Querem acabar comigo, Querem meu sangue, Racio símio, Saia de mim, Senhora e senhor, Ser estranho, Será que é isso o que eu necessito?, Sete cidades, Sonífera ilha, Sua impossível chance, Televisão, Tô cansado,Toda cor, Tudo o que você quiser, Um certo alguém, Um copo de pinga, Um morto de férias, Vamos ao trabalho.

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>Paralamas do Sucesso

Posted by everbc em 12/11/2006

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Paralamas do Sucesso: Grupo formado em Brasília DF, um dos mais importantes do rock brasileiro da década de 1980, funde o rock com o ska e o reggae jamaicanos, músicas latino-americanas e carimbó, além de outros ritmos brasileiros.

Iniciado em 1982 por Bi Ribeiro (Felipe Ribeiro, Rio de Janeiro RJ 1961) no contrabaixo, Herbert Viana (João Pessoa PB 1961) na guitarra e Vital Dias na bateria, substituído por João Barone (Rio de Janeiro 1962) em 1983.

Foi inspirado em Vital que Herbert Viana compôs Vital e sua moto, primeiro êxito do grupo e um dos pontos altos do primeiro LP, Cinema mudo, de 1983, pela EMI. O segundo LP, O passo do Lui (1984), consolidou a posição do grupo como dos mais criativos do pop-rock brasileiro, incluindo sucessos como Óculos, Meu erro (regravada por Zizi Possi e Nelson Gonçalves), Ska, Romance ideal e Me liga (todas de Herbert Viana).

O terceiro LP, Selvagem? (1986), trouxe dois dos maiores sucessos do ano, Alagados (composição do trio) e Melô do marinheiro, adaptação brasileira do dub, estilo de reggae que consiste numa melodia monocórdica sobre uma linha de baixo repetitiva. Em 1986-1987 apresentaram-se com êxito em Buenos Aires (Argentina), Paris (França) e no Festival de Jazz de Montreux (Suíça).

Outros discos do trio são D (ao vivo em Montreux, 1987), Bora-Bora (1988), Big-bang (1989), Os grãos (1991), Severino (1994), Vamo bate lata (1995) e Nove luas (1996). Outros sucessos do grupo incluem Patrulha noturna (1983), Quase um segundo (1988), Lanterna dos afogados (1989), Luís Inácio (300 Picaretas) (1995), Uma brasileira (1996, parceria de Herbert Viana com Carlinhos Brown e participação de Djavan) e La bella luna (1996).

Herbert Viana lançou dois discos solo: É Batumaré (1993) e Santorini Blues (1997).

Músicas cifradas dos Paralamas do Sucesso:

Fonte: Cifrantiga – História da MPB e Cifras; Enciclopédia da Música Brasileira – Art Editora.

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