recordando a MPB

História da MPB com biografias, cronologia dos sucessos e músicas cifradas.

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Archive for the ‘bolero’ Category

Altemar Dutra

Posted by everbc em 27/06/2007

Altemar Dutra de Oliveira, cantor, nasceu em Aimorés (MG), em 6/10/1940, e faleceu em Nova York, EUA, em 9/11/1983. Jovem ainda, mudou-se com a família para Colatina (ES), onde começou a interessar-se por música, depois de ganhar da mãe um violão. Aprendeu a tocar por métodos, sozinho.
Apresentou-se pela primeira vez em público num programa de calouros da Rádio Difusora de Colatina, cantando uma música do repertório de Francisco Alves. Classificado em primeiro lugar, nessa e em várias outras vezes, foi incentivado por amigos e radialistas, e aos 17 anos foi para o Rio de Janeiro (RJ), levando uma carta de apresentação para o compositor Jair Amorim, que o encaminhou a amigos do meio artístico.
Arranjou emprego na boate Baccarat, onde também estava iniciando carreira a cantora Leny Andrade. Menor de idade ainda, várias vezes teve de esconder-se do juizado de menores. Na Baccarat conheceu Helena de Lima, que o convidou para cantar na boate O Cangaceiro, uma das casas noturnas mais afamadas do Rio de Janeiro de 1960 a 1965. Ali entrou em contato com várias personalidades do mundo artístico, travando amizade maior com os componentes do Trio Yrakitan.
Gravou seu primeiro disco na Tiger, com Saudade que vem (Oldemar Magalhães e Célio Ferreira) e Somente uma vez (Luís Mergulhão e Roberto Moreira). Por volta de 1963, foi levado por Jair Amorim para o programa Boleros Dentro da Noite, na Rádio Mundial, e no mesmo ano Joãozinho, do Trio Yrakitan, levou-o para a Odeon, onde foi contratado. Logo atingiu os primeiros lugares nas paradas de sucesso com Tudo de mim (Evaldo Gouveia e Jair Amorim), tornando-se conhecido em todo o Brasil.
Em 1964 gravou com grande sucesso Que queres tu de mim, O trovador, Sentimental demais e Somos iguais (todas de Evaldo Gouveia e Jair Amorim). Destacou-se também na América Latina, fazendo apresentações em vários países e gravando um LP com Lucho Gatica: El bolero se canta así.
Com suas versões em espanhol, chegou a vender mais de 500 mil cópias na América Latina. Depois de ter dominado as paradas de sucesso locais, a partir de 1969 passou a conquistar fãs de origem latina nos EUA. Em pouco tempo tornou-se um dos mais populares cantores estrangeiros nos EUA. Apresentava um show para a comunidade latino-americana, no clube noturno La Tranquera, em New York, quando faleceu.
Algumas músicas

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Agustín Lara

Posted by everbc em 27/06/2007

Muitas das canções criadas pelo compositor e poeta mexicano Agustín Lara, como Granada, converteram-se na própria imagem sonora de sua época, tornando seu ator popularíssimo em todo o mundo de cultura latina.
Agustín Lara nasceu em 1900 na Cidade do México. Foi aluno do Colégio Militar, que abandonou para fazer parte, aos 15 anos de idade e como tenente, da guarda pessoal do general revolucionário Francisco Villa. Entre 1920 e 1929, trabalhou como pianista e animador de reuniões sociais, bares e projeções de cinema mudo.
Casou-se com a célebre atriz María Félix e, com o sucesso, sua casa converteu-se em local de reunião de pessoas ligadas à arte e às letras. Sua primeira orquestra, El Son Marabú, contou com duas cantoras excepcionais, Tona la Negra e Ana María Fernández, artífices de sua grande fama.
Lara compôs música e letra de aproximadamente 700 melodias, algumas das quais Granada, Madrid, Valencia, Solamente una vez e María Bonita, alcançaram êxito internacional. Foi também autor de uma opereta, El pájaro de oro. Participou de cerca de trinta filmes. Agustín Lara faleceu na Cidade do México em 6 de novembro de 1970.
Algumas músicas

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Armando Manzanero

Posted by everbc em 27/06/2007

Armando Manzanero nasceu na cidade de Mérida, Yucatán, região do sudeste mexicano, em 7 de dezembro de 1935. Iniciou seus estudos de música aos 8 anos de idade, na Escola de Belas Artes de Mérida, completando sua formação musical na Cidade do México com Rafael de Paz e José Sabre Marroquín.
Começa sua profissão como pianista em 1951. Em 1957 muda-se definitivamente para a Cidade do México como promotor musical da EMMI e como diretor musical da CBS Internacional, onde produz discos para diversos artistas como La Sonora Santanera e Sonia López. Converte-se em um pianista de grandes artistas como Pedro Vargas, Lucho Gatica, Carmela e Rafael, Luis, Demetrio e Daniel Riolobos, entre outros. Sua primeira canção “Nunca en el Mundo” data de 1950, com a qual se realizaram 21 versões em vários países.
Em 1957, Boby Capo grava “Llorando Estoy”, e ao mesmo tempo, Lucho Gatica faz o mesmo com uma de suas mais conhecidas canções,”Voy a apagar la luz“. Com estas melodias começa a ser reconhecido como compositor internacional. Em 1959, com o apoio de Rafael de Paz, grava seu primeiro disco com melodias de sua autoria.
No início da década de 60 conhece a cantora Angélica María, com quem produz vários discos e músicas para o cinema. Em 1969 Carlos Lico coloca sua balada “No” em primeiro lugar nas listas de popularidade em toda a América Latina. É também nesse ano que produz um disco em dueto com José Alfredo Jiménez.
Desde o início, como pianista, Armando Manzanero acumulou prestígio como autor e cantor, apresentando-se em diversos lugares da América, Europa e Ásia, assim como importantes centros noturnos, hotéis e teatros entre os quais se destacaram: “Lincoln Center” de Nova York, “Memorial” em São Paulo, Brasil, “Canecão”, Rio de Janeiro, Brasil, “Teatro Colón”, Argentina, no “Madison Square Garden” em Nova York, no “Sport Arena” na Califórnia, no “Teatro Colsubsidio” em Bogotá, Colômbia, no “Teatro Teresa Carreño” em Caracas, Venezuela, no “Teatro Metropolitan”, no “Auditorio Nacional” e a “Sala Netzahualcóyotl” no México.
Manzanero escreveu mais de 400 canções, das quais mais de de 50 obtiveram fama internacional, como Esta tarde vi llover, Adoro, No, Contigo aprendí, Cuando estoy contigo, Señor amor, Como yo te amé, No se tú, Parece que fue ayer, Te extraño, Voy a apagar la luz, El ciego, Felicidad, Yo te recuerdo, entre outras.
Participou de numerosos programas de rádio e televisão, gravou mais de 30 discos e musicou vários filmes. Em sua carreira realizou produções para diversos artistas como Amaya, Diango, María Conchita Alonzo,Manuella Torres, destacando-se o disco “Romance” e a co-produção do “Romance II” de Luis Miguel.
Atualmente é vice-presidente da Sociedad de Autores y Compositores de Música de México (SACM) e continua seu trabalho como compositor, produtor e intérprete, sendo o único artista mexicano com uma trajetória ininterrupta.

Algumas músicas

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