recordando a MPB

História da MPB com biografias, cronologia dos sucessos e músicas cifradas.

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Archive for the ‘cinema’ Category

Nat King Cole

Posted by everbc em 13/04/2010

Nat King Cole, nome artístico de Nathaniel Adams Cole (Montgomery, 17 de março de 1919 — Santa Mônica, 15 de fevereiro de 1965) foi o primeiro vocalista negro a ter um programa na televisão norte-americana. Nessa época (1956), o movimento pelos direitos civis não estava suficientemente mobilizado para influenciar a opinião pública do país na luta contra a segregação. Sua presença no vídeo comandando um show artístico representava importante passo no combate ao odioso preconceito racial.

No início dos anos cinqüenta os negros ainda eram impedidos de freqüentar escolas, restaurantes, teatros e hotéis utilizados por brancos, principalmente no sul do país. Por dois anos Cole liderou um programa semanal de grande audiência na rede NBC, transmitido de Los Angeles para todo o país, tendo de investir seus próprios recursos econômicos, por absoluta falta de patrocinadores. Inúmeros artistas negros e brancos, amigos de Nat, contribuíram financeiramente, entre eles, Sammy Davis Jr., Stan Kenton, Peggy Lee, Ella Fitzgerald e Johnny Mercer, além de não cobrarem por suas participações.

A exemplo de outros vocalistas negros, Cole começou cantando no coro da igreja batista onde seu pai era pastor, em Montgomery no Alabama. Aos quatro anos de idade muda-se com a família para Chicago – Illinois; seu pai fora transferido para uma paróquia da cidade. A partir dos cinco anos orientado por sua mãe que era pianista, aprende a tocar piano e órgão. Aos doze inicia estudos formais de música clássica e se envolve com o jazz estimulado por seu irmão mais velho, Eddie.

No início dos anos trinta, ouvir jazz em Chicago não era tarefa difícil. Lá estava o pai dos pianistas modernos Earl “Fatha” Hines que exerceria grande influência em sua formação musical. No limiar de 1936, depois de participar do trio formado por seus irmãos e de trabalhar, como pianista em clubes noturnos da cidade, é contratado pela revista musical “Suffle Along”, percorrendo todo o país. Durante a “tournée” conhece uma das dançarinas da revista, Nadine Robinson, apaixonando-se por ela e casando-se em seguida. Anos mais tarde Cole casar-se-ia, pela segunda fez, com a vocalista da Big Band de Duke Ellington, Maria Ellington que não era parente de Duke. A revista chega a Los Angeles, um ano depois, em estado pré-falimentar. Desempregado, Cole decide fixar-se na cidade onde ganha a vida tocando seu piano em restaurantes e clubes noturnos.

As coisas começam a mudar ao conhecer os músicos Oscar Moore e Wesley Prince, convencendo-os a formarem um trio de jazz inovador com piano, guitarra e contra-baixo, iniciando as apresentações sob contrato no clube “Swanee Inn” de Hollywood, tocando um repertório de jazz e blues. Em poucos meses recebem propostas para apresentações em locais cada vez mais sofisticados. No ano seguinte (1939) gravam com a denominação de “King Cole Swingsters”, acompanhando a cantora Bonnie Lake. Mais um ano de atividade e o trio é batizado, definitivamente, como “King Cole Trio”, assinando contrato com o selo DECCA (hoje MCA), onde grava sua primeira faixa “Sweet Lorraine” com vocal de Cole. Em 1942, o prestígio do trio se consolida definitivamente e muda de gravadora, passando para a Capitol, selo no qual Cole permanece pelo resto de sua carreira.

Nos sete anos seguintes, as atividades de Cole se concentraram exclusivamente no trio, até que, por volta de 1946, faz sua primeira experiência cantando acompanhado por uma secção de cordas, ao gravar a composição de Mel Tormé “Christmas Song” no lado A e “For Sentimental Reasons” no lado B. Esse disco de 78 rotações alcançou a surpreendente marca de um milhão de cópias vendidas. A partir daí, a carreira como cantor solista começa a se delinear, abandonando a faceta de pianista de jazz, assumindo a de cantor. Cole emerge como grande intérprete – uma voz suave, quente e melodiosa, apoiado por arranjadores e maestros como Nelson Riddle, Gordon Jenkins, Ralph Carmichael, Pete Rúgolo e Billy May.

A confirmação absoluta de seu talento veio em 1950, quando acompanhado pela orquestra de Les Baxter e arranjos de Nelson Riddle, grava “Mona Lisa” (oito semanas consecutivas como a mais vendida), somando-se aos temas; “Too Young”, “Because” You´re Mine”, “Unforgettable”, “Pretend”, “When I Fall In Love” e “Stardust”. Seguem-se retumbantes sucessos; “Walkin´My Baby, Back Home”, “Ballerina”, “Hajji Baba”, “Nature Boy”, “Blue Gardenia” e “Again”.

Cole participou de várias películas produzidas em Hollywood, entre as quais destacamos, “Saint Louis Blues” de 1958 e “Cat Ballou” de 1965, ao lado de Lee Marvin e Jane Fonda.

Em 1959. Cole veio ao Brasil, apresentando-se na Televisão Record Canal 7 de São Paulo, recebendo verdadeira consagração de seus admiradores. Durante sua permanência em São Paulo, esteve acompanhado pelo homem de rádio, televisão e disco Roberto Corte Real que serviu de intérprete e cicerone em seus deslocamentos pela cidade. Segundo depoimento que o saudoso amigo Roberto me fez, Cole ficou tão agradecido pela atenção recebida que, jamais esqueceu de enviar-lhe um afetuoso cartão de boas festas por ocasião do Natal.

Em 1991, a filha Natalie gravou o tema “Unforgettable”, cantando em dueto, uma mixagem tecnicamente perfeita a partir da gravação original feita por Nat no início dos anos 50.

Nat “King” Cole, a grande voz surgida após a segunda guerra mundial, nos legou respeitável acervo de belas gravações realizadas para o selo Capitol. Destacado pianista de jazz e um vocalista inesquecível, Cole faleceu a 15 de fevereiro de 1965, aos 48 anos de idade, de câncer pulmonar.

Fontes: Jornal Livre – Biografia de Nat King Cole ; Wikipédia.

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Norma Bengell

Posted by everbc em 16/01/2009

Norma Bengell (Norma Aparecida Almeida Pinto Guimarães d’Áurea Bengell), atriz, diretora, produtora, cantora e compositora, com status de estrela desde que estreou nas telas, aos 23 anos, fazendo uma paródia de Brigitte Bardot na chanchada O homem do Sputnik (1959), de Carlos Manga.

Atuou também no teatro e lançou-se como diretora de cinema em 1987 com Eternamente Pagu, sobre a poeta e feminista Patrícia Galvão, que se tornou figura importante do modernismo brasileiro.

Em 1961, em Os cafajestes, de Ruy Guerra, foi protagonista do primeiro nu frontal da história do cinema brasileiro e foi alvo de críticas violentas dos setores mais conservadores da sociedade brasileira.

Carioca de 1935, antes do cinema trabalhou em teatro de revista com Carlos Machado, e a partir de O pagador de promessas, de Anselmo Duarte (1962), Palma de Ouro no Festival de Cannes, iniciou carreira internacional, participando de produções italianas e francesas como Mafioso (1962), de Alberto Lattuada e La Constanza della Ragione (1964),de Pasquale Festa Campanile.

De volta ao Brasil, atuou em Noite vazia (1964), de Walter Hugo Khoury, Os deuses e os mortos (1970), de Ruy Guerra, A casa assassinada (1970), de Paulo Cezar Saraceni, Mar de rosas (1977), de Ana Carolina, A idade da Terra (1981), de Glauber Rocha, Rio Babilônia (1982), de Neville D’Almeida, e Vagas para moças de fino trato (1993), de Paulo Thiago.

Em 1996, produziu o longa O guarani, filme com o qual volta à direção. Em 2003 concluiu um documentário sobre Guiomar Novaes, primeira parte de uma trilogia sobre as grandes pianistas brasileiras, que vai enfocar ainda a vida e a carreira de Antonietta Rudge e Magdalena Tagliaferro.

Como cantora, seu primeiro sucesso foi o 78 rpm com A lua de mel na lua e E se tens coração (da trilha sonora do filme Mulheres e milhões, de Jorge Ilely).

Em 1959, lançou OOOOOO! Norma, seu primeiro LP, com uma sonoridade bastante próxima da bossa nova, com várias canções de Tom Jobim e João Gilberto.

Após anos gravando participações em trilhas sonoras e discos de outros artistas, seu segundo LP Norma canta mulheres, sai apenas em 1977, com composições de Dona Ivone Lara, Luli e Lucina, Marlui Miranda, Dolores Duran, Chiquinha Gonzaga, Rosinha de Valença, Glória Gadelha, Sueli Costa, Rita Lee, Joyce e Maysa, além de Em nome do amor, parceria de Norma com Glória Gadelha.

Fonte: Wikipédia; Quem é Quem.

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Ernesto Nazareth

Posted by everbc em 05/07/2007

“Seu jogo fluido, desconcertante e triste ajudou-me a compreender melhor a alma brasileira”, disse o compositor francês Darius Milhaud sobre Ernesto Nazareth, carioca que fixou o “tango brasileiro” e outros gêneros musicais do Rio de Janeiro de seu tempo. Ernesto Júlio de Nazareth nasceu no Rio de Janeiro (RJ), em 20 de março de 1863, e estudou música com os professores Eduardo Madeira e Lucien Lambert. Intérprete constante de suas próprias composições, apresentava-se como “pianeiro em salas de cinema, bailes, reuniões e cerimônias sociais. Entre 1920 e 1924, muitos personagens ilustres iam ao cinema Odeon apenas para ouvi-lo. Compunha, lecionava e vivia do piano. Suas partituras era vendidas aos milhares, mas não lhe garantiam a sobrevivência, pela falta de ordenamento dos direitos autorais. Em 14 de julho de 1886, casou-se com Teodora Amália de Meireles, e a ela dedicou a valsa Dora, inédita até então.

Brejeiro, composto em 1893, uma de suas composições mais famosas, é considerado o marco do tango brasileiro. Em razão de dificuldades financeiras, Nazareth vendeu os direitos dessa peça para a Editora Fontes e Cia. por 50.000 réis, o qual chegou a ser gravado pela banda da Guarda Republicana de Paris. Embora tenha composto obras as quais denominou de tango-brasileiro, Nazareth fazia uma diferenciação entre o choro e o tango-brasileiro, esta por ele considerada música pura. Seus tangos-brasileiros têm a indicação metronômica de M.M. semínima igual a 80 batidas, já no choro, a indicação é de 100 batidas. Para mostrar essa diferença, Nazareth compôs o choro Apanhei-te cavaquinho. Foi uma das únicas composições que ele considerou como choro. O mesmo entendimento tinham Chiquinha Gonzaga, Antonio Calado, Alexandre Levy e outros.

Em 1898 realizou seu primeiro concerto no salão nobre da Intendência de Guerra, por iniciativa do Clube São Cristovão, do Rio de Janeiro. Trabalhou no Tesouro Nacional, como escriturário. Em 1917 morre sua filha, Maria de Lourdes, considerado o primeiro abalo dos inúmeros pelos quais passou em sua vida. Nesse mesmo ano, atuou como pianista na sala de espera do Cine Odeon, que foi por ele inaugurado. As pessoas lotavam para ouvi-lo tocar, mais do que propriamente para ver o filme. Em 1910 já compusera o tango-brasileiro Odeon, inspirado naquele cinema. Em 1919 começou a trabalhar na Casa Carlos Gomes (mais tarde Carlos Wehrs). Executava as partituras que os fregueses se interessavam em comprar.

Compôs fox-trots, sambas e até marchas de carnaval, por um breve período, em 1920. Em 1922 interpretou Brejeiro, Nene, Bambino e Turuna no Instituto Nacional de Música, por iniciativa de Luciano Gallet. Participou como pianista, em 1923 da inauguração da Rádio M.E.C. (antiga Rádio Sociedade do Rio de Janeiro). Durante quase todo o ano de 1926 apresentou-se em São Paulo, capital e interior. Seus admiradores se uniram e deram-lhe um piano italiano de cauda Sanzin, que faz parte do acervo do Museu da Imagem e do Som, no Rio de Janeiro. Nessa ocasião, Mário de Andrade fez uma conferência sobre sua obra na Sociedade de Cultura Artística, de São Paulo, SP. Retornou ao Rio de Janeiro em 1927, já apresentando sinais da surdez. Em 1929, morre sua mulher, o que lhe provocou profundo abalo.

Gravou para a fábrica Odeon, em 1930, o tango-brasileiro Escovando e o choro Apanhei-te Cavaquinho. Em 1932, fez várias excursões, principalmente para o sul do Brasil. Com o agravamento da surdez, tocava debruçado sobre o piano para conseguir ouvir sua própria música. Em 1933, apresentou graves perturbações mentais e foi internado no Instituto Neurosifilis da Praia Vermelha, sendo posteriormente transferido para a Colônia Juliano Moreira.

No ano seguinte fugiu e foi encontrado, 4 dias depois, afogado em uma represa. Há uma lenda segundo a qual ele teria sido encontrado morto debaixo de uma cachoeira. A sua postura era impressionante. Estava sentado, com a água lhe correndo por cima, com as mãos estendidas, como se estivesse tocando algum choro novo, que nunca mais poderemos ouvir… (Juvenal Fernandes, in Ernesto Nazareth, Antologia, Ed. Arthur Napoleão Ltda. AN-2087/88). Dele, disse Villa-Lobos: “Suas tendencias eram francamente para a composição romântica, pois Nazareth era um fervoroso entusiasta de Chopin.” Querendo compor à maneira do mestre polonês e não possuindo a capacidade necessária para uma perfeita assimilação técnica, fez, sem o querer, coisa bem diferente e que nada mais é do que o incontestável padrão rítmico da música social brasileira. De qualquer maneira, Nazareth é uma das mais notáveis figuras da nossa música.

Entre os grandes admiradores da obra e da atuação como intérprete de Ernesto Nazareth, citam-se Arthur Rubinstein, o russo Miercio Orsowspk, Schelling (que levou suas composições, exibindo-as nos Estados Unidos e Europa), Henrique Oswald e Francisco Braga. Serviu de tema e de inspiração a Luciano Gallet, Darius Milhaud, Enani Braga, Villa-Lobos, Lorenzo Fernandez, Francisco Mignone e Radamés Gnatalli.

Faz parte do repertório de Eudóxia de Barros, Arnaldo Rebelo, Homero Magalhães, Ana Stella Schic, Roberto Szidon e Artur Moreira Lima, cujas interpretações eruditas dão à sua obra uma nova dimensão. Maria Tereza Madeira (piano) e Pedro Amorim (bandolim), lançaram, em 1997 o CD Sempre Nazareth, pela Kuarup. Ainda nesse ano foi lançado o CD-Rom Ernesto Nazaré, o Rei do Choro (selo CD-Arte), com mais de 300 imagens do compositor, depoimentos, notas, discografia, músicas, além de um álbum com 11 partituras para piano das suas principais obras.

Ernesto Nazareth significa uma caso raro de ligação entre o erudito e o popular: não é um erudito, na acepção da palavra, nem é um compositor apenas popular. Ora se percebe em sua obra um toque chopiniano, especialmente nas valsas, ora a vibração de uma polca ou de um choro entranhados do espírito brasileiro.

Somente uma pequena parte das mais de 200 peças para piano compostas por Ernesto Nazareth foi gravada. Suas composições mais conhecidas são: Apanhei-te cavaquinho (clique para escutar o midi), Ameno resedá (polcas), Confidências, Coração que sente, Expansiva, Turbilhão de beijos (valsas), Bambino, Brejeiro, Odeon (clique para o midi) e Duvidoso (tangos brasileiros).

Obra completa: Adieu, romance sem palavras, 1898; Adorável, valsa, inédita, s.d.; Alaor Prata, hino, inédito (com letra de Maria Mercedes Mendes Teixeira), 1924; Albíngia, valsa, inédita, s.d.; Alerta, polca, 1909; O alvorecer, tango de salão (no manuscrito original figura o título Ensimesmado), 1925; Ameno Resedá, polca, 1912; Apanhei-te, cavaquinho, polca, 1915; Arreliado, tango, inédito, s.d.; Arrojado, samba, 1920; Arrufos, xótis, anterior a 1900; Até que enfim, fox-trot, s.d.; Atlântico, tango, 1921; Atrevidinha, polca, 1889; Atrevido, tango, 1912; Bambino, tango, anterior a 1909; Batuque, tango característico, 1906; Beija-flor, polca, 1884; Beija-flor, tango brasileiro (com letra do autor), s.d.; Beijinho de moça, tango, inédito, s.d.; A bela Melusina, polca, 1888; Bernardo de Vasconcelos (Escola), hino, inédito, s.d.; Bicyclette Club, tango, 1899; Bom-bom, polca, anterior a 1900; Brejeira, valsa brasileira, inédita (extraída do tango Brejeiro), s.d.; Brejeiro, tango, 1893; Caçadora, polca, s.d.; Cacique, tango, 1899; Capricho, fantasia, inédito, s.d.; Cardosina, valsa, inédita, s.d.; Carioca, tango, 1913; Carneiro Leão (dr.), hino, inédito (com letra de Maria Mercedes Mendes Teixeira), 1924; Catrapuz, tango, 1910; Cavaquinho, por que choras?, choro, 1926; Celestial, valsa, s.d.; Chave de ouro, tango, s.d.; Chile-Brasil, quadrilha, 1889; Comigo é na madeira, tango, inédito, 1930; Confidências, valsa, 1910; Coração que sente, valsa, 1905; Corbeille de fleurs, gavotte, 1889; Correta, polca, s.d.; Crê e espera, valsa, 1896; Crises em penca, samba brasileiro carnavalesco, inédito (letra e música de Toneser, anagrama de Ernesto), 1930; Cruz, perigo!!, polca, 1879; Cruzeiro, tango, inédito, s.d.; Cubanos, tango, inédito, s.d.; Cuera, polca-tango, 1913; Cutuba, tango, 1912; Cuiubinha, polca-lundu, 1893; De tarde, canção, inédita, (com versos de Augusto de Lima), s.d.; Delícia (Delight-fulness), fox-trot, 1925; Dengoso, maxixe, 1912; Desengonçado, tango, s.d.; Digo, tango característico, 1902; Dirce, valsa capricho, s.d.; Divina, valsa, 1910; Dor secreta, valsa, inédita, s.d.; Dora, valsa, inédita, 1900; Duvidoso, tango, anterior a 1910; Elegantíssima, valsa capricho; anterior a 1926; Elegia, morceau de salon para mão esquerda, inédita, s.d.; Elétrica, valsa rápida, 1913; Elite Club, valsa brilhante, 1900; Encantada, xótis, 1901; Encantador, tango brasileiro, inédito, s.d.; Eponina, valsa, anterior a 1912; Escorregando, tango brasileiro, s.d.; Escovado, tango, 1904; Espalhafatoso, tango, 1912; Españolita, valsa espanhola, s.d.; Está chumbado, tango, 1898; Ester Pereira de Melo (Escola), hino, inédito, s.d.; Eulina, polca, 1887-1888; Expansiva, valsa, 1912, Êxtase, romance, 1926; Exuberante, marcha carnavalesca, inédita, 1930; Faceira, valsa, 1920-1925; Fado brasileiro, inédito, 1925-1930; Famoso, tango, 1910; Fantástica, valsa brilhante, inédita, s.d.; Favorito, tango, anterior a 1909; Feitiço, tango, s.d.; Feitiço não mata, , chorinho carioca (letra de Ari Kerner), s.d.; Ferramenta, tango-fado português, 1905; Fidalga, valsa lenta, 1910; A flor dos meus sonhos, quadrilha, s.d.; Floraux, tango, 1909; Floriano Peixoto (Escola), hino, inédito (com letra de Maria Mercedes Mendes Teixeira), 1922; A florista, cançoneta (com letra de Francisco Teles), 1909; Fon-fon, tango, anterior a 1910; A fonte de Lambari, polca, 1887; Fonte do suspiro, polca, 1882; Fora dos eixos, tango carnavalesco, 1926; Fraternidade, hino infantil, inédito, s.d.; Furinga, tango, 1898; O futurista, tango,1922; Garoto, tango, 1916; Gaúcho, tango (no manuscrito original figura o título São Paulo-Minas), s.d.; Gemendo, rindo e pulando, tango, 1921; Genial, valsa, 1900; Gentes, o imposto pegou?, polca, 1880; Gentil, xótis, 1898; Gotas de ouro, valsa, 1916; Gracietta, polca, 1880; As gracinhas de Nhonhô, polca, anterior a 1910; Guerreiro, tango, 1917; Helena, valsa, 1896; Henriette, valsa, 1901; Ideal, tango, 1905; If I Am not Mistaken, fox-trot, inédito, s.d.; Improviso, estudo para concerto, 1931; Insuperável, tango, 1919; Iolanda, valsa, 1925; Ipanema, marcha brasileira, s.d.; Íris, valsa, 1899; Jacaré, tango carnavalesco, 1921; Jangadeiro, tango, s.d.; Janota, choro brasileiro, s.d.; Julieta, quadrilha, anterior a 1910; Julieta, valsa, anterior a 1910; Julita, valsa, 1889; Labirinto, tango, 1917; Laço azul, valsa, anterior a 1910; Lamentos, meditação sentimental, inédita, s.d.; Magnífico, tango brasileiro, s.d.; Máguas, meditação, inédita, s.d.; Maly, tango-habanera, inédito, s.d.; Mandinga, tango, s.d.; Marcha fúnebre, 1927; Marcha heróica aos 18 do Forte, marcha, inédita, 1922; Mariazinha sentada na pedra, samba carnavalesco, inédito (com letra de Ernesto Nazareth), s.d.; Marieta, polca, anterior a 1889; Matuto, tango, 1917; Meigo, tango, 1921; Menino de ouro, tango, s.d.; Mercedes, mazurca de expressão, 1917; Mesquitinha, tango característico, 1910; 1922, tango brasileiro (no original manuscrito Samba para o Carnaval), 1922; Miosótis, tango, 1895; Não caio noutra!!!, polca, 1881; Não me fujas assim, polca, 1884; Nazaré, polca, anterior a 1900; Nenê, tango, 1895; No jardim, marcha infantil, inédita (1. A caminho, 2. Preparando a terra, 3. A semente, 4. O plantio, inacabado), s.d.; Noêmia, valsa, 1911; O nome dela, grande valsa brilhante, 1878; Noturno, inédito, 1914; Noturno, inédito, 1920; Nove de Julho, tango argentino, 1917; Nove de Maio, fox-trot, inédito, s.d.; O que há?, tango, 1921; Odeon, tango (com letra de Vinicius de Moraes, 1968), 1910; Onze de Maio, quadrilha, anterior a 1908; Orminda, valsa, 1897; Ouro sobre azul, tango, 1916; Pairando, tango, 1920; Paraíso, tango (estilo milonga), inédito, 1926; Pássaros em festa, valsa lenta, 1922; Paulicéia, como és formosa!, tango, 1921; Pedro II (Escola), hino, inédito (com letra de Maria Mercedes Mendes Teixeira), 1920; Pereira Passos (Escola), hino, inédito (com letra de Leôncio Correia), s.d.; Perigoso, tango brasileiro, anterior a 1909; Pierrot, tango, 1915; Pingüim, tango brasileiro, inédito (sua última composição), 1932; Pipoca, polca, 1895; Pirilampo, tango, 1903; Plangente, tango brasileiro, 1925; Plus ultra, fox-trot, inédito, s.d.; Podia ser pior, tango, 1916; Polca para mão esquerda (vide Tango para mão esquerda); Polonaise, inédita, 1908; Por que sofre?, tango meditativo, 19211; Primo-rosa, valsa, inédita, s.d.; Proeminente, tango brasileiro, s.d.; Quebra-cabeças, tango, s.d.; Quebradinha, polca, 1899; Ramirinho, tango, 1896; Ranzinza, tango, 1917; Rayon d’or, polca-tango, anterior a 1889, Rebuliço, tango, 1912; Recordações do passado, valsa, inédita, s.d.; Remando, tango, 1896; Resignação, valsa lenta, inédita, 1930; Respingando, tango, inédito, s.d.; Ressaca, tango, inédito, s.d.; Retumbante, tango, 1910; Rio de Janeiro, canção cívica (in Canto orfeônico, 1o. volume) (com letra de Leôncio Correia), arranjada para três vozes por Villa-Lobos, s.d.; Rosa Maria, valsa lenta, inédita, 1930; Sagaz, tango brasileiro, 1914; Salve, nações reunidas, hino (in Brasil cantando, por frei Pedro Sinzig) (com letra de Maria Mercedes Mendes Teixeira), s.d.; Samba carnavalesco, peça manuscrita não identificada, s.d.; Sarambeque, tango, 1916; Saudade, valsa, 1913; Saudades dos pagos, marcha-canção, inédita (com letra de Maria Mercedes Mendes Teixeira), s.d.; Saudades e saudades, marcha, 1921; Segredo, tango, 1896; Segredos de infância, valsa, inédita, s.d.; Sentimentos d’alma, valsa, inédita, s.d.; Soberano, tango, 1912; Suculento, samba brasileiro (com letra de Netuno) (no riginal Tango carnavalesco), 1919; Sustenta a nota, tango, 1919; Sutil, tango brasileiro, s.d.; Talismã, tango, 1914; Tango-habanera, peça manuscrita não identificada, s.d.; Tango para mão esquerda, inédito (no original, figura na 1a. parte a designação Polca para mão esquerda), s.d.; Tenebroso, tango, 1908; Os teus olhos cativam, polca, 1883; Thierry, tango, 1912; Time is Money, fox-trot, inédito, s.d.; Topázio líquido, tango, 1914; Travesso, tango, anterior a 1910; Tudo sobe, tango carnavalesco (com letra de Ernesto Nazareth), s.d.; Tupinambá, tango, 1916; Turbilhão de beijos, valsa lenta, 1908; Turuna, grande tango característico, 1899; Vem cá, Branquinha, tango, 1910; Vésper, valsa, 1901; Vitória, marcha aos aliados, inédita (com letra de José Moniz de Aragão), 1918; Vitorioso, tango, 1913; Você bem sabe, polca-lundu (sua primeira composição), 1877; Xangô, tango, 1921; Zica, valsa, 1899; Zizinha, polca, 1899.

Fonte: Encyclopaedia Britannica do Brasil; Enciclopédia da Música Brasileira, Art Editora-PubliFolha, 1998; Ernesto Nazareth, Antologia, Ed. Arthur Napoleão Ltda; Nova História da Música Popular Brasileira, Abril Cultural, 1977.

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