recordando a MPB

História da MPB com biografias, cronologia dos sucessos e músicas cifradas.

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Archive for the ‘folclorista’ Category

Americano do Brasil

Posted by everbc em 13/04/2010

Americano do Brasil (Antônio Americano do Brasil), historiador e folclorista, nasceu na cidade de Bonfim-GO, hoje Silvânia (28/08/1892) e faleceu em Santa Luzia-GO (20/04/1932). Era filho legítimo do professor Antônio Eusébio de Abreu e de dona Elisa de Abreu.

Formou-se em 1917, pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro. Em 1919 deixou o cargo de secretário do Interior e Justiça em Goiás, ingressando no Corpo Médico do Exército, tendo sido promovido a capitão em 1922.

Voltou a exercer a secretaria estadual do Interior e Justiça, e mais tarde a da Fazenda, em Goiás, e em 1920 foi eleito deputado federal. Morreu assassinado em 1932. Como folclorista compendiou versos, desafios, abecês, danças tradicionais etc. Usou do psendônimo João Goiás.

Goiano de rara cultura

“Desde os bancos escolares, ou seja, no Colégio Bonfinense, fundado e dirigido pelo seu pai, revelou formoso talento, que tanto brilhou e tanto honrou à terra goiana. Foi aluno do Colégio Morel, do Rio de Janeiro; diplomou-se em medicina, mas era jornalista dotado de puríssimo estilo.

Sua pena foi das mais notáveis. Como orador, tinha a palavra fluente e irresistível, como um Padre Antônio Vieira. Como parlamentar, seus discursos ficaram célebres na Câmara Federal. Sua vida caracterizou-se por trabalho intenso, de mais de quatro lustros, num labor constante, que lhe assegurou o direito à auréola que circunda o seu nome. Foi um espírito primorosamente culto e relevantíssima é sua folha de serviço à terra goiana.

Foi um goiano de rara cultura, dotado de um talento fulgurante, tendo se dedicado integral e desinteressadamente ao serviço de seu Estado, revelando-lhe suas riquezas econômicas, o espírito de sua gente, e elevando-o sempre com segurança e brilhantismo .

Foi Secretário de Interior e Justiça do governo do desembargador João Alves de Castro, deixando nesta importante pasta política traços indeléveis de sua cultura e invulgar capacidade de trabalho.

Como médico, exerceu a nobre profissão com zelo, proficiência e grande desprendimento monetário.Foi político, poeta, historiador, jornalista e escritor dos mais privilegiados, em tudo deixando traços firmes e de sua brilhante mentalidade.

Quando faleceu, seus restos mortais foram transladados do cemitério da cidade de Santa Luzia, hoje Luziânia, para o de Bonfim, hoje Silvânia, em 10 de julho de 1938. O nome do saudoso Americano do Brasil, como intelectual goiano, transpôs as fronteiras de nossa terra, ocupando lugar de relevo quando o jornal “La Nacion”, de Buenos Aires, quis associar-se ao Brasil nos festejos comemorativos de nossa independência, convidando escritores brasileiros para colaborar nessa grandiosa obra de confraternização.

Assim, entre os trabalhos publicados naquela edição especial do jornal portenho, a monografia que Americano do Brasil escreveu sobre Goiás foi uma síntese magnífica de nossa história. É um repositório de informações seguras e preciosas sobre a nossa terra” (Fonte: José Ferreira de Souza Lobo, “Goianos ilustres”, ed. Oriente, p. 23-24).

Obras

A Doutrina Endocrinológica: (1917) Tese de doutorado da Faculdade de Medicina da Praia Vermelha no Rio de Janeiro – RJ; No Convívio com as Traças: (1920) Em polêmica com o tenente Marco Antônio Félix de Sousa, por questão genealógica, nasce à obra que esclarece os laços de sangue do general Joaquim Xavier Curado com Francisco Soares de Bulhões, irmãos uterinos; Questão de Limite Goiás – Pará: (1920) Estudo que refuta a coerência do delegado do Pará, Dr. Palma Diniz, no Congresso de Limites Interestaduais; Pela Terra Goiana: (1922) discursos; 05. Pela Terra Goiana II: (1923) discursos; Puericultura e A Cultura Nacional: (1923); Cunha Matos em Goiás (1823 – 1826): (1924) Memória – Escritos entregue ao Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro; Cancioneiro de Trovas do Brasil Central: (1925) editado por Monteiro Lobato. Este livro foi motivado por uma palestra assistida na Biblioteca Nacional, proferida por João Ribeiro sobre o sentimento folclorístico brasileiro; Súmula de História de Goiás: (1931) Trabalhou na adaptação da História de Goiás ao programa da Escola Normal que lhe foi mandado, nascendo a obra, que foi oferecida ao Estado sem nenhuma remuneração. Esta obra foi editada em 1932, após a sua morte; Nos Rosais do Silêncio: (1947) poemas; Romanceiro Trovas Populares: (1979) edição crítica de Basileu Toledo França; Mil Trovas Luzianas; Goiás – Província; Pela História de Goiás: (1980) A editora da UFG lança a obra com crônicas históricas de sua lavra, selecionadas pelo escritor Humberto Crispim Borges.

Fontes: Antonio Americano do Brasil – Poesia dos Brasil – Goiás; Enciclopédia da Música Brasileira – Art Editora e publiFolha.

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>Waldemar Henrique

Posted by everbc em 06/12/2006

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O compositor e pianista Waldemar Henrique (Waldemar Henrique da Costa Pereira) nasceu em Belém do Pará (15/2/1905) e faleceu na mesma cidade em 28/3/1995. Depois de passar a infância na cidade do Porto, Portugal, regressou ao Brasil e iniciou-se na música.
Começou a estudar solfejo e piano com Nicote de Andrade, em 1918, em Belém. Em seguida, fez cursos de violino, harmonia, composição e canto. Seu primeiro sucesso, Minha terra, é de 1923. Em 1929 ingressou no Conservatório Carlos Gomes, onde foi aluno de Filomena Brandão Baars e do maestro Ettore Bosio e de Beatriz Simões.
Em fins de 1933 transferiu-se para o Rio de Janeiro, onde estudou piano, composição, orquestração e regência com Barroso Neto, Newton Pádua, Athur Bosmans, Lorenzo Fernandez e Outros. Dedicou-se especialmente à composição, sobretudo de canções, de inspiração folclórica principalmente amazônica, mas também indígena, nordestina e afro-brasileira.
Trabalhou em rádios, teatros e cassinos do Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, além de haver realizado excursões por todo o Brasil, Argentina, Uruguai, França, Espanha e Portugal. Nessas viagens, apresentava-se com sua irmã, a cantora Mara Costa Pereira (Mara Henrique Ferraz, 1916—1975).
Durante alguns anos, no Rio de Janeiro, dedicou-se ao magistério e produziu programas para diversas emissoras, como a Rádio Roquette Pinto, de que foi diretor da seção de música orquestral. Por comissionamento do Itamaraty, realizou excursões artísticas pela França, Espanha e Portugal, em 1949 e 1955, e pelo Paraguai, Uruguai e Argentina, em 1953 e 1954.
Em 1956 gravou seu primeiro LP, com interpretaçao vocal de Jorge Fernandes. Em 1958, sua música-tema para Morte e vida Severina, poema dramático de João Cabral de Meio Neto (1920—), obteve o prêmio Jornal do Comércio, como o melhor do ano. Dirigiu por mais de dez anos o Teatro da Paz, de Belém.
Até 1967 trabalhou no Departamento de Cultura e no Teatro Municipal, do Rio de Janeiro. Em 1978 a Funarte publicou Waldemar Henrique: o canto da Amazônia, de José Claver Filho, volume 2 da Coleção MPB. Foi eleito em 1981 para a Academia Brasileira de Música.
Ao completar 80 anos, em 1985, foi homenageado em desfile de escola de samba, em Belém, cidade onde há um teatro que leva seu nome. Escreveu mais de 120 canções ao longo de sua carreira.
Obras
Abá-Logum, 1948; Abaluaiê, 1947; Adeus, 1961; Boi-bumbá, 1934; Cabocla malvada, 1932; Canção dos remadores, 1938; Cobra grande, 1934; Coco peneruê, 1934; Curupira, 1934; Essa negra fulô, 1935; Eu me agarro na viola, 1936; Matintaperera, 1933; Meu boi vai-se embora, 1936; Meu último luar, 1934, Minha terra, 1923; Morena, 1935; No jardim de Oeira, 1948; Rolinha, 1935; Sem seu, 1952; Senhora dona Sancha, 1932; Sonho de curumim, 1937; Tamba-Tajá, 1934, Trem de Alagoas, 1939; Uirapuru, 1934; A vela que passou, 1936.
CD
O canto da Amazônia, Projeto Uirapuru vol. 2, 1997, Secult Pará PA0010.

Algumas letras do compositor:

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