recordando a MPB

História da MPB com biografias, cronologia dos sucessos e músicas cifradas.

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Archive for the ‘maxixe’ Category

Jura

Posted by everbc em 13/08/2007

“Jura” é o maior sucesso de Sinhô. Bem representativo da última e melhor fase do compositor, mostra algumas características marcantes de seu estilo, como a repetição de palavras no início do estribilho- “Jura, jura, jura…” -, com orações que trausbordam de um verso para outro, e o decantado pernosticismo, presente, mais uma vez, na atrevida imagem do “beijo puro da catedral do amor”. Tudo isso sobre um fraseado musical simples, original, ao mesmo tempo alegre e sentimental, entrecortado de síncopes, uma herança do maxixe.
Lançado por Araci Cortes na revista Microlândia, reprisado em Miss Brasil, e gravado simultâneamente por Araci e Mário Reis, em fins de 1928, “Jura” foi uma das músicas mais cantadas no Brasíl nos anos seguintes. O jornalista Jota Efegê (João Ferreira Gomes), que assistiu a estréia de “Jura” no teatro, relembrou o fato em interessante artigo publicado em O Jornal, muitos anos depois. Conta Efegê que a platéia exigiu a repetição do número várias vezes, tendo Sinhô subido ao palco onde, abraçado a Araci, recebeu do público verdadeira consagração, Detalhe pitoresco ressaltado pelo jornalista foi a maneira como o espanhol Antônio Rada, maestro do espetáculo, “conduzia a orquestra, dançando e fazendo vibrar uma espécie de chocalho, comunicando aos músicos seu allegro molto vivo”.

Jura – 1928 – José Barbosa da Silva (Sinhô)—-clique para ouvir amostra da música

A6 Bm6 E7(9)——- A6 —————-E/B
Jura, jura, jura pelo Senhor / Jura pela imagem
—————B7 ——–E7/B————- E7
Da Santa Cruz do Redentor / Pra ter valor a tua…

A6—- Bm6E7(9) ——-A6 A7
Jura, jura, jura de coração / Para que um dia
—————-D ——-Dm7 A —————E7——— A
Eu possa dar-te o amor / —–Sem mais pensar na ilusão

———–E7———– A ————Bm7—— E7——— A
Daí então dar-te eu irei / O beijo puro da catedral do amor
——————-E7—————— A
Dos sonhos meus / Bem junto aos teus
————Bm7———- E7—— A
Para fugirmos das aflições da dor

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Cristo nasceu na Bahia

Posted by everbc em 12/08/2007

Maxixe de Sebastião Cirino e Duque (1926) gravado na Casa Edison por Arthur Castro. Fez parte da revista Tudo preto, representada pela Companhia Negra de Revistas, no teatro Rialto:
Cristo nasceu na Bahia (Sebastião Cirino e Duque) – 1926clique para ouvir amostra da música

Dizem que Cristo / Nasceu em Belém

A história se enganou / Cristo nasceu na Bahia, meu bem
E o baiano criou
Na Bahia tem vatapá / Na Bahia tem caruru
Moqueca e arroz-de-auçá / Manga, laranja e caju
Cristo nasceu na Bahia, meu bem / Isto sempre hei de crer
Bahia é terra santa, também / Baiano santo há de ser.

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Café com leite

Posted by everbc em 12/08/2007

Poucos textos políticos seriam capazes de explicar de modo tão claro e com tanto talento como eram armadas as eleições para presidente na República Velha como “Café com Leite”, música da peça de teatro de revista do mesmo nome que foi encenada no início de 1926.
O mestre cuca, ou seja, o ocupante do Palácio do Catete, convocava os chefes dos executivos estaduais ao Distrito Federal ou mandava emissários aos estados, propunha os nomes dos candidatos a presidente a vice e, ao final desse processo, indicava a chapa oficial. Geralmente, ela era vitoriosa. Apenas em algumas oportunidades, cozinheiros dissidentes opuseram-se frontalmente ao esquema do “café com leite” (São Paulo com Minas) e lançaram chapas alternativas.
Café com leite (maxixe – 1926) – Freire Júnior

Nosso Mestre Cuca movimentou / O Brasil inteiro,
Pois cada um Estado pra cá mandou / O seu cozinheiro.
Mexeu-se a panela, fez-se a comida / Com perfeição.
Assim foi a bóia, bem escolhida / Com precaução

Café paulista, / Leite mineiro,
Nacionalista / Bem brasileiro.

Preto com branco, / Café-com-leite,
Cor democrata , / É preto com branco, meu bem, aceite.
Cor da mulata / O leite é bem grosso, café é forte
Agüenta a mão. / As novas comidas têm que dar sorte
Na situação”.

Fonte: Franklin Martins – Site Oficial

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