recordando a MPB

História da MPB com biografias, cronologia dos sucessos e músicas cifradas.

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Archive for the ‘músicas 1911-20’ Category

Pé de anjo

Posted by everbc em 07/08/2007

Sinhô apreciava tanto a valsa francesa “Geny (C’Est Pas Dificile)” que acabou plagiando-a na marchinha “O Pé de Anjo”. E deu certo, pois “O Pé de Anjo” caiu nas graças do povo, tornando-se o maior sucesso do carnaval de 1920 e até originando uma revista musical que adotou o seu título.
Foi, ainda, a primeira música gravada por Francisco Alves, sendo lançada juntamente com “Fala meu Louro” no suplemento inaugural do selo Popular, de efêmera duração. Quanto ao título, tratava-se de uma zombaria aos pés enormes do China, dando assim continuidade à interminável rixa entre Sinhô e seus desafetos preferidos: os irmãos China e Pixinguinha.
O pé de anjo (Sinhô)—- clique para ouvir amostra da música
C———-——- Dm– ———-———– C/E
Eu tenho uma tesourinha / Que corta ouro e marfim
C———-———– G——D7—————— G7
Serve também para cortar / Línguas que falam de mim

C———— Dm—————- G7—– C
Ó pé de anjo, ó pé de anjo / És rezador, és rezador
A7——————- Dm———————— D7
Tens um pé tão grande / Que és capaz de pisar
G7———— C
Nosso Senhor, Nosso Senhor

C——- C#º——-Dm————-———– C/E
A mulher e a galinha / São dois bichos interesseiros
C—– ———– G——- D7————– G7
A galinha pelo milho / E a mulher pelo dinheiro.

Fonte: A Canção no Tempo – Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello – Editora 34

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Fala meu Louro

Posted by everbc em 07/08/2007

Uma sátira à derrota de Rui Barbosa na eleição presidencial de 1919 em que obteve menos da metade dos votos do vencedor, Epitácio Pessoa -, “Fala Meu Louro” é o melhor samba da fase inicial de Sinhô. Mas a letra referindo-se à terra de Rui ( “A Bahia não dá mais coco / pra botar na tapioca…” e ao súbito mutismo do conselheiro, sempre tão falante ( “Papagaio louro / do bico dourado / tu falavas tanto / qual a razão que vives calado…”), acabou por irritar os baianos ligados ao samba, que se julgaram atingidos.
Assim, o revide foi imediato através de “Entregue o Samba aos Seus Donos”, composição de Hilário Jovino Ferreira, que já havia alfinetado Sinhô no ano anterior com “Não És Tão Falado Assim”. Só que agora Mestre Hilário partia para o ataque direto, acusando-o de plagiário. Naturalmente nada impede, e é até provável, que ao fazer “Fala Meu Louro”‘, Sinhô tenha pretendido provocar ao mesmo tempo Rui e os baianos liderados por Jovino, um pernambucano criado em Salvador.

Fala meu Louro – 1919 (Sinhô)—–clique para ouvir amostra da música

A Bahia não dá mais coco
para botar na tapioca
Pra fazer o bom mingau
para embrulhar o carioca

Papagaio louro do bico dourado
Tu falavas tanto
qual a razão que vives calado

Não tenhas medo
coco de respeito
Quem quer se fazer não pode
Quem é bom já nasce feito

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Tristeza de caboclo

Posted by everbc em 07/08/2007

Tristeza de Caboclo é um tanguinho, a primeira música que Marcelo Tupinambá compôs sob o contrato com Campassi & Camin, editores de São Paulo.
Com letra de Arlindo Leal, ela se tornou um sucesso instantâneo, vendendo o número fenomenal de 120.000 partituras para piano em um ano.

Tristeza de Caboclo (1919) —–clique para ouvir amostra da música

– Letra de Arlindo Leal e música de Marcelo Tupinambá
Quando na roça anoitece / Fico sempre a meditá!.. / (Coro) Fica sempre a meditá!… (bis) / Meu coração, que padece, / Não me deixa sossegá!… / (Coro) Não o deixa sossegá!.. (bis)
Estribilho: Minh’arma, com fervô, / Quando ha lua / Chora o seu amo / E sem podê se aconsolá / Garra logo a suspirá!… / (Coro) Quem ama, com fervô, etc.

Meu coração, com tristeza, / Quando surge o bom luá. / (Coro) Quando surge o bom luá… (bis) / Sabe, com muita firmeza, / Seus queixumes disfarçá!… / (Coro) Seus queixumes disfarçá!.. (bis)

Estribilho: Minh’arma, com fervô, etc.

Quem sabe amá, com ternura, / Nunca deixa de sonhá… / (Coro) Nunca deixa de sonhá! (bis) / Não sofre a negra amargura / Que me anda a acabrunhá! (Coro) Que o anda a acabrunhá!.. (bis)

Estribilho: Minh’arma, com fervô, etc.

Quando eu pego na viola, / Com vontade de cantá, / (Coro) Com vontade de cantá!… (bis) / Meu coração se aconsola, / Alliviando seus pená!…/ (Coro) Alliviando seus pená!… (bis)</div

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