recordando a MPB

História da MPB com biografias, cronologia dos sucessos e músicas cifradas.

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Archive for the ‘músicas séc. XIX’ Category

Na casa branca da serra

Posted by everbc em 04/08/2007

Segundo Almirante “se há uma modinha que se possa considerar tradicional no Brasil, esta é chamada “Na Casa Branca da Serra”, da autoria de Miguel Emílio Pestana, com versos de Guimarães Passos. Há dezenas de anos que “Na Casa Branca da Serra” tem sido ao mesmo tempo do repertório dos seresteiros de rua como das mais graciosas senhoritas nos elegantes saraus, já em desuso” (O Pessoal da Velha Guarda, 14-12-1950).
Na casa branca da serra – 1880 – (Guimarães Passos, Miguel E. Pestana)

C ——–G7——— C
Na casa branca da serra
Dm———-———– CC#º
Onde eu ficava horas intei-ras
Bbº———–—— F7MF#º
Entre as esbeltas palmei- ras
G7————–C C7
Ficaste calma e feliz
F7M————F#º—— C C#º
Tudo em meu peito me des- te
Dm —————–C C#º
Quando eu pisei na tua ter- ra
——F7M—- F#º——– CC#º
Depois de mim te esqueces- te
——G7——— G/B —-CC#º Dm G7
Quando eu deixei teu país.

C———- G7——- C
Nunca te visse oh! formo-sa
—-Dm —–—-C C#º
Nunca contigo falas- se
——Bbº—- ——– F7M F#º
Antes nunca te encontras- se
—-G7——-—— C—- C7
Na minha vida enganosa
—-F7M———— F#º C C#º
Por que não se abriu a ter- ra
Dm——– ———- C C#º
Por que os céus não me puni- ram
——F7M ————F#º C C#º
Quando os meus olhos te vi- ram
G7——– G/B—— C —-C#º Dm G7
Na casa branca da serra.

(Instrumental)

—–C—— G7 C
Embora tudo bendi-go
—-Dm—-—— C C#º
Desta ditosa lembran- ça
Bbº————-—– F7MF#º
Que sem me dar esperan- ça
G7———–—— C—- C7
De unir-me ainda contigo
——F7M —-F#ºCC#º
Bendigo a casa da ser- ra
——Dm—– ——- CC#º
Bendigo as horas faguei- ras
—-F7M ——-F#º—– CC#º
Bendigo as belas palmei- ras
——G7 —–G/B C—– C#º Dm G7 C
Queridas da tua terra.

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Gondoleiro do amor

Posted by everbc em 04/08/2007

A paixão concreta e ardente pela atriz portuguesa Eugênia Câmara influenciou o poeta Castro Alves em sua visão poética do amor. Essa visão pode ser classificada não só como sentimental, mas também como sensual, entendida como uma poesia que apela aos sentidos (sensorial). É desse período o poema O Gondoleiro do Amor, em que a descrição da amada é carregada de uma sensualidade sem precedentes no Romantismo brasileiro.

Inspirado por Eugênia, Castro Alves escreveu seus mais belos poemas de esperança, euforia, desespero e saudade, como É Tarde. Pela primeira vez, a poesia é motivada pela paixão e pelo envolvimento amoroso, e a dor não se traduz em lamentos e queixas. Seu sentimentalismo amoroso é maduro, adulto e se realiza em sua plenitude carnal e emocional.

Gondoleiro do Amor – (Castro Alves e Salvador Fábregas) clique para ouvir amostra da música

D———— A7———– D———— —A7——— D D7
Teus olhos são negros, negros, como as noites sem luar…
G——– E7———– A7—— D——— A7——– D D7
São ardentes, são profundos, como o negrume do mar…
G——– B7——— Em ——–A7———- D
Sobre o barco dos amores, da vida boiando à flor,
G———- E7 ——-A7——– D——- A7—– D
doiram teus olhos a fronte do Gondoleiro do amor…
—-A7————- D———– A7————- D
Tua voz é a cavatina dos palácios do Sorrento.

—–G——– E7 ———-A7——– D ——A7——— D D7
Quando a praia beija a vaga, quando a vaga beija o vento.
—–G———B7——- Em ———A7 ———–D D7
E como em noites de Itália, ama um canto o pescador
—–G ——–E7 ————-A7 ——-D—— A7—– D A7
Bebe a harmonia em teus cantos o Gondoleiro do Amor.

—–D———– A7——– D—— A7—- D—- A7—- D D7
Teu amor na treva é um astro, no silêncio, uma canção
G—- E7———- A7——- D—- A7—- D D7
É brisa nas calmarias, é abrigo no tufão
—–G ———-B7—– Em———- A7————– D D7
Por isso eu te amo, querida, quer no prazer, quer na dor.
—–G —-E7 —–A7—— D———– A7———– D
Rosa! Canto! Sombra! Estrela! Do Gondoleiro do Amor.

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Quem sabe?

Posted by everbc em 04/08/2007

Carlos Gomes ficou reconhecido internacionalmente como compositor de óperas. O que pouca gente sabe é que ele compôs a partir de um universo bastante diversificado, bem próprio de seu estilo, influências e contexto histórico. No seu repertório encontramos música sacra, modinhas, cantatas e operetas. Quando ouvimos suas modinhas nos lembramos de sua origem interiorana, das festas de salões em volta do piano, dos saraus lítero-musicais tão freqüentes no Rio e São Paulo do século XIX.

Nas modinhas e canções de Carlos Gomes encontramos um pouco do lirismo francês e muito dos tons humorísticos das canções italianas, sobretudo a forte presença do estilo verdiano, tão em voga no ensino musical da época. Da sua primeira fase, ainda como estudante de música, destacamos os títulos mais famosos: Hino acadêmico e Quem Sabe? ambas de 1859. A grande parte dos textos musicados por Carlos Gomes eram de caráter romântico, realçando o estilo melodramático, típico das árias de salão.

Quem sabe? – Carlos Gomes e Bittencourt Sampaio clique para ouvir amostra da música

———C ——————————————————-G7
Tão longe de mim distante / Onde irá, onde irá teu pensamento
—————————————————————–C
Tão longe de mim distante / Onde irá, onde irá teu pensamento
—–E7————– Am—— G7———– C
Quisera, saber agora / Quisera, saber agora
————–F————– C———- G7————— C
Se esqueceste, se esqueceste / Se esqueceste o juramento.
———–G————— D7——————————– G
Quem sabe se és constante / Se ainda é meu teu pensamento
———–G7———– C————- D7—————————- G G7
Minh’alma toda devora / Dá a saudade dá a saudade agro tormento
———C——————————————————- G7
Tão longe de mim distante / Onde irá onde irá teu pensamento
—————————————————————–C
Quisera saber agora / Se esqueceste se esqueceste o juramento.

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