recordando a MPB

História da MPB com biografias, cronologia dos sucessos e músicas cifradas.

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Archive for the ‘quarteto’ Category

Secos e Molhados

Posted by everbc em 29/05/2007

Secos e Molhados. Conjunto vocal formado em 1971 por Ney Matogrosso, cantor; Gérson Conrad (São Paulo SP 1952-), cantor e compositor; João Ricardo (João Ricardo Carneiro Teixeira Pinto, Ponte do Lima, Portugal 1949-), cantor e compositor.
Ney já havia se apresentado como amador em Brasília DF, onde morava, e tentara o rádio e a televisão, além de cantar em boates. O grupo surgiu no início de 1973 em São Paulo SP, e em agosto do mesmo ano gravou o LP Secos e Molhados, pela Continental, com Sangue latino (João Ricardo e Paulo Mendonça), O vira (João Ricardo e Luli) e Rosa de Hiroshima (Gérson Conrad e Vinícius de Moraes).
O disco foi sucesso nacional, possibilitando ao conjunto apresentar-se numa série de espetáculos, entre os quais se destacam os shows no Maracanãzinho, no Rio de Janeiro RJ, e no Ginásio Presidente Médici, em Brasília.
No ano seguinte, o grupo exibiu-se na televisão mexicana, gravou seu segundo LP, Secos e Molhados, com Flores astrais (João Ricardo e João Apolinário), e Tercer mundo (João Ricardo e Julio Cortázar). Ainda em 1974 o conjunto se desfez, passando seus integrantes a atuar individualmente.
João Ricardo lançou um disco em 1975, João Ricardo, pela Philips, com suas composições Vira safado, Janelas verdes e Salve-se quem puder; apresentou-se no Teatro Bandeirantes, de São Paulo; e tentou depois ressuscitar o Secos e Molhados pelo menos quatro vezes, com diferentes formações, nenhuma incluindo qualquer outro membro original do grupo.
Gérson Conrad ligou-se ao letrista Paulo Mendonça, à atriz e cantora Zezé Mota e a uma banda de oito elementos e gravou pela Som Livre Gérson Conrad e Zezé Mota, com Trem noturno e A dança do besouro (ambas com Paulo Mendonça). Gravou outros discos solo e continua compondo e fazendo shows.
Algumas músicas cifradas
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MPB-4

Posted by everbc em 10/05/2007

MPB-4

Rui Alexandre Faria, nascido em Cambuci, em1938, Milton Lima dos Santos Filho, de Campos, 1944, Antônio José Waghabi Filho, de Itaocara, 1945, e Aquiles Rique Reis, de Niterói, 1949, todas cidades do Estado do Rio de Janeiro, formam o mais antigo conjunto de que se tenha notícia, no mundo, a manter, desde a criação, os mesmos integrantes.
Rui, Miltinho e Aquiles criaram o grupo em 1962, em Niterói, e a eles juntou-se, em seguida, Waghabi – que, pelo tipo físico, tinha o apelido de Magro, que mantém ainda hoje. No início, eram o Quarteto do CPC, pois apresentavam-se nos espetáculos promovidos pelo Centro Popular de Cultura da União Nacional dos Estudantes.
Foi Sérgio Porto, o Stanislaw Ponte Preta, que os batizou de MPB-4 – e nascia, aí, a sigla MPB, para designar aquele tipo de música popular brasileira voltada para a história urbana da constituição da música popular.
O primeiro disco, um compacto – aqueles disquinhos com uma música de cada lado – saiu em 1964. No ano seguinte eles juntaram as quatro vozes com as das meninas baianas, descobertas por Aloísio de Oliveira, do Quarteto em Cy, num espetáculo montado em São Paulo por Chico de Assis.
Chico de Assis foi um dos incentivadores do jovem Chico Buarque de Hollanda e entra nessa história não só por haver aproximado o xará Buarque do MPB-4 quanto por haver dado o ultimato aos meninos fluminenses: ou vocês largam a faculdade e resolvem fazer música profissionalmente, em tempo integral, ou é melhor desistir. Eles largaram a faculdade, depois de uma reunião – que varou a noite – realizada ali no então célebre bar Redondo, na Av. Ipiranga, em São Paulo.
Começava uma das histórias mais bonitas e íntegras da canção brasileira. Com uma formação de extrema simplicidade – o violão de Miltinho, a tumbadora do Magro, um eventual chocalho de Aquiles e a voz de Rui (inicialmente era só isso), o grupo alcançou um grau de sofisticação que poucas vezes um quarteto vocal conseguiu.
O uníssono é perfeito, as vocalizações (quase sempre escritas por Magro) mudaram o conceito de arranjo vocal e ainda hoje constituem a fórmula em que se baseiam os arranjos vocais. Trabalharam – em shows, peças de teatro, comícios, ou que manifestação tenha sido importante para nossa história recente – com os maiores artistas de seu tempo (houve época em que Chico Buarque não entrava em palco sem eles) e o conjunto de seus discos memoráveis forma uma antologia do que melhor se produziu na MPB – afinal, eles são homônimos da sigla e de certa forma responsáveis por ela – nos últimos 40 anos.
Mauro Dias / MPB ESPECIAL / 4/6/1973

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Quarteto em Cy

Posted by everbc em 10/05/2007

Quarteto em Cy

Quarteto em Cy – Conjunto vocal formado em Salvador BA pelas irmãs Cyva (Cyva de Sá Leite, Ibirataia BA 1939-), Cybele (Cybele de Sá Leite, Ibirataia 1940-), Cynara (Cynara de Sá Leite, Ibirataia 1945-) e Cylene (Cylene de Sá Leite 1946-).
Inicialmente Cynara e Cylene, Cyva e Cybele cantavam em duplas em Salvador. Depois, uniram-se, formando o quarteto, que estreou na TV Itapoã, em Salvador. Em 1959, Cyva foi para o Rio de Janeiro RJ tentar carreira artística, e depois as outras a seguiram. Conheceram, então, Vinícius de Moraes, que sugeriu o nome para o quarteto.
Em maio de 1963, o conjunto gravou com Catulo de Paula a trilha sonora do filme Sol sobre a lama, de Alex Viany. Em 1964 o quarteto fez o primeiro show, na boate carioca Bottle’s, e em seguida acompanhou Vinícius de Moraes e Dorival Caymmi em show produzido por Aluísio de Oliveira na boate carioca Zum-Zum, gravando o primeiro LP – Quarteto em Cy – pela Forma, onde se destacaram suas interpretações de Reza (Edu Lobo e Rui Guerra) e Berimbau (Baden Powell e Vinícius de Moraes).
Em 1965 lançou, também pela Forma, o LP Som definitivo, com, entre outras, Arrastão (Edu Lobo e Vinícius de Moraes) e Das rosas (Dorival Caymmi); e, em 1966, gravou o LP Quarteto em Cy, pela Elenco, com Pedro pedreiro (Chico Buarque de Hollanda) e Canto de Ossanha (Baden Powell e Vinícius de Moraes).
Sem Cylene, que saiu do grupo para casar e foi substituída por Regina, cantora carioca que mudou seu nome para Cyregina, o quarteto foi aos EUA, ainda em 1966, apresentando-se em televisão. Na volta, participou do Show do crioulo doido, de Sérgio Porto, no Teatro Toneleros, no Rio de Janeiro.
A partir de 1967, Cynara e Cybele, sem se desligarem do quarteto, começaram a cantar em dupla, defendendo Carolina (Chico Buarque de Hollanda), no II FIC, da TV Globo, do Rio de Janeiro, em que foram classificadas em terceiro lugar. Ainda no mesmo ano, o grupo lançou o LP Marré em Cy pela Elenco.
Em 1968, Cynara e Cybele cantaram a música vencedora do III FIC: Sabiá (Chico Buarque de Hollanda e Tom Jobim); e o quarteto gravou, nesse mesmo ano, o LP Em Cy maior, pela Elenco, com Samba do crioulo doido (Sérgio Porto) e Juliana (Dorival Caymmi).
Através do produtor Aluísio de Oliveira, casado com Cyva, o quarteto foi contratado para atuar nos EUA. Cynara e Cybele deixaram o conjunto nessa ocasião e foram substituídas por Cynthia e Cymíramis, ficando apenas Cyva, do quarteto original. No entanto, em janeiro de 1970, ainda nos EUA, o grupo se desfez, sendo reestruturado em 1972, quando Cyva voltou ao Brasil. A partir de então o quarteto foi formado por Cyva e Cynara e mais Soninha (Sônia Maria Ferreira de Medeiros Albuquerque, Rio de Janeiro 1947-) e Dorinha (Dora Tapajós Gomes, Rio de Janeiro 1950-).
O conjunto gravou, em 1972, pela Odeon, o LP Quarteto em Cy, com Quando o carnaval chegar (Chico Buarque de Hollanda) e Tudo o que você podia ser (Lô e Márcio Borges). Em 1975, lançou pela Philips o LP Antologia do samba-canção, com pot-pourri de Ary Barroso, Lupicínio Rodrigues, Herivelto Martins e outros, e em 1979 saiu Cobra de vidro, LP gravado com o MPB-4. No ano seguinte Cybele voltou ao grupo em lugar de Dorinha, e essa formação permanece há 18 anos, sempre sob a direção musical de Célia Vaz.
Na década de 1980 gravaram os discos Quarteto em Cy interpreta Caetano, Milton, Gonzaguinha e Ivan (1981, Philips); Pontos de luz (1983, Som Livre); A arte do Quarteto em Cy (1984, Philips); e Para fazer feliz a quem se ama (1989, CBS).
Em 1989 o quarteto apresentou-se em Tóquio, participando de um festival de bossa nova, de shows na boate Kay e de um especial para a TV japonesa, juntamente com Carlos Lyra e Leila Pinheiro. Em 1992 viajou pela Espanha, com Carlos Lyra, Gilson Peranzetta e Maria Creuza, participando das comemorações dos 500 anos do descobrimento da América a convite do governo espanhol.
O quarteto voltou a se apresentar no Japão em 1997. No mesmo ano, recebeu o Prêmio Sharp de Música como o melhor grupo vocal do ano e lançou pela Polygram o CD Bate boca, em que interpreta músicas de Chico Buarque e Tom Jobim ao lado do MPB-4. Na década de 1990 foram lançados os discos Chico em Cy (1991, CID); Vinícius em Cy (1993, CID); Trinta anos (1994, Polygram) e Brasil em Cy (1996, CID).
Fonte: Adaptado da Enciclopédia da música brasileira: erudita, folclórica e popular. São Paulo, Art Editora, 2000.

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