recordando a MPB

História da MPB com biografias, cronologia dos sucessos e músicas cifradas.

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Archive for the ‘regente’ Category

Moacir Santos

Posted by everbc em 13/12/2007

Moacir Santos Opus3_No1

Moacir Santos (Moacir José dos Santos), regente, arranjador, instrumentista, professor e compositor, nasceu em Vila Bela, Pernambuco, em 8/4/1924. Criado em Flores do Pajeú (PE), recebeu as primeiras noções de teoria musical do Mestre Paixão, iniciando carreira como instrumentista da banda local.

Em 1940 deixou a cidade e passou a acompanhar um circo pela região. Em seguida, passou pelas cidades de Recife (PE), Fortaleza (CE) e João Pessoa (PB), onde ingressou na Força Pública da Paraíba. Pouco depois, abandonou a carreira militar e passou a trabalhar na Rádio Clube de Pernambuco.

Em 1948 foi para o Rio de Janeiro, onde começou a tocar no clube Brasil Danças. Logo entrou para a orquestra da Rádio Nacional, na qual permaneceu por 18 anos, primeiro como saxofonista e depois como maestro e arranjador. Nesse período, estudou teoria musical com o maestro Guerra-Peixe e com o professor Hans Joachim Koellreutter de quem se tornou assistente.

Na década de 1950, firmou-se como um dos principais arranjadores do Brasil. Foi professor de Paulo Moura, Baden Powell, Nara Leão, Eumir Deodato, Dom Um, Airto Moreira, entre outros.

Em 1963 realizou os arranjos do disco Vinícius de Moraes e Odete Lara. Em 1965 lançou seu primeiro disco no Brasil: Coisas.

No final dos anos de 1960, pela trilha do filme Amor no Pacífico, recebeu do Itamaraty uma passagem para os EUA Fixou residência em Pasadena, onde deu aulas e tocou até ser descoberto pelo pianista Horace Silver, quando então passou a gravar para o mercado norte-americano: The Maestro (1971), Saudade (1973) e Carnaval dos espíritos (1975), todos pela etiqueta Blue Note, além de Opus 12 nr.1, pela Discovery.

Em 1985 esteve no Brasil e, com Radamés Gnattali, foi homenageado no Free Jazz Festival. Em 1992 esteve novamente no Brasil, participando do projeto Memória Brasileira, Série Arranjadores, lançado em CD.

Entre suas principais composições destacam-se Nanã (com Mário Teles), Coisas (nr.1 a 12), e, em parceria com Vinícius de Moraes, Menino travesso, Triste de quem, Lembre-se e Se você disser que sim.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira – Art Editora.

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Carramona

Posted by everbc em 13/12/2007

Albertino Ignácio Pimentel, instrumentista, regente e compositor (Rio de Janeiro RJ 12/4/1874 – id. 6/8/1929), foi o primeiro mestre militar da Banda de Música do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal, substituiu o maestro Agostinho Luiz de Gouvêa. Amigo particular de Anacleto de Medeiros e de Agostinho Pereira, fazia parte de orquestras e bandas civis do Rio de Janeiro.

Naquele tempo o chamavam de Carramona, alguns pesquisadores dizem que era apelido, hoje, esclarecemos que seu nome verdadeiro era Albertino Pimentel Carramona, e quando já estava no Corpo de Bombeiros, no boletim de 20 de novembro de 1903, pela ordem do dia Nº 116, foi mandando retificar em seus assentamentos, o nome de Albertino Pimentel Carramona, para Albertino Ignácio Pimentel.

Segundo o livro de Ary Vasconcelos, Albertino foi aprendiz dos Meninos Desvalidos de Vila Isabel, onde naturalmente aprendeu a tocar seu instrumento, que o faria mais tarde um dos maiores trompetistas e compositores do Rio de Janeiro.

Foi protegido pela Princesa Isabel, pois estando a Banda dos Meninos Desvalidos tocando um dia no Palácio Guanabara, a princesa ficou encantada pelo solo de trompete, mandado vir a sua presença, notou que ele tinha uma das vistas vazadas, que muito sentiu, e ordenou que fosse apresentado a um oculista que colocou uma prótese tão perfeita, que não se notava o defeito.

Na Banda do Corpo de Bombeiros, como dito anteriormente, realizou sua grande obra. No meio civil, em sua época, foi um grande compositor, com várias músicas gravadas, muitas destas composições com letras de Catulo da Paixão Cearense.

Faleceu no posto de segundo-tenente reformado da Banda do Corpo de Bombeiros. Deixou produção volumosa, especialmente polcas, que depois foram incorporadas ao repertório dos choros.

Alexandre Gonçalves Pinto fala ainda em seu livro O Choro: “Carramona mostrou competência e saber de um verdadeiro artista, seguindo com capacidade e respeito o querido amigo Anacleto. Tornando-se um exímio professor, compositor, e continuador do seu inesquecível mestre, tendo-lhe substituído no nível de igualdade. As músicas de Carramona, são disputadas pelo valor de elevada inspiração”.

Obras

Albertina, polca, s.d.; Ameno Resedá, polca, s.d.; Amorosa, xótis, s.d.; Araci, valsa, s.d.; Arisca, xótis, s.d.; Arrufos, polca, s.d.; Botão de rosa, xótis, s.d.; Carnavalesca, polca, s.d.; Catita, valsa, s.d.; Cavação, polca, s.d.; Chininha, polca, s.d.; Choques e cheques, polca, s.d.; Chora, Jesus, polca, s.d.; Colúmbia, dobrado, s.d.; Coralina, polca, s.d.; Deixe-me viver, polca, s.d.; Dengos de moça, xótis, s.d.; Dezenove de abril, xótis, s.d.; Diva, polca, s.d.; Diva, valsa, s.d.; Emilia, gavota, s.d.; Encantadora, mazurca, s.d.; Espumas, valsa, s.d.; Esquecida polca, s.d.; Fagulhas, polca, s.d.; Fantasia ao luar (ou Templo ideal, c/versos de Catulo da Paixão Cearense), polca, s.d.; Felicidade, polca, s.d.; Os filhos da noite, polca, s.d.; Fio de ouro, polca, s.d.; Fogo vivo, polca, s.d.; Garbo e civismo, dobrado, s.d.; Gaúcho (ou Ondas, c/versos de Catulo da Paixão Cearense), tango, s.d.; Gueixas, xótis, s.d.; Helena, polca, s.d.; Iracema, polca, s.d.; Joaninha, polca, s.d.; Jorge, dobrado, s.d.; Juçara, polca, s.d.; Jurandi, polca, s.d.; Jurema, polca, s.d.; Lágrimas sinceras, valsa, s.d.; Marfisa, valsa, s.d.; Marília, polca, s.d.; Marília, xótis, s.d.; As mariposas, polca, s.d.; Mas que pagode, polca, s.d.; Meiga, polca, s.d.; Monteiro no sarilho, polca, s.d.; Morrer contente, polca, s.d.; Nanazinha, valsa, s.d.; Não perca a cabeça, polca, s.d.; Noêmia, tango, s.d.; Nonô, polca, s.d.; Olhos furtivos, polca, s.d.; Ouve as minhas súplicas, xótis, s.d.; Pairando no azul, valsa, s.d.; Patuscada, polca, s.d.; A pequena Maria, polca, s.d.; Pérola, polca, s.d.; Raios de luar, valsa, s.d.; Recordações de Lili, valsa, s.d.; Recordações de Paquetá, polca, s.d.; Recorda-te, valsa, s.d.; Sacuda-se, tango, s.d.; Saudades de Luísa, valsa, s.d.; Saudades do Anacleto, dobrado, s.d.; Sempre chegou, xótis, s.d.; A sombra da floresta, polca, s.d.; Sonhando, valsa, s.d.; O Sousa brincando, polca, s.d.; Suavidade, valsa, s.d.; Sugestiva, valsa, s.d.; Tapir, xótis, s.d.; Tinguagiva, polca, s.d.; Tiririca, polca, s.d.; Vaga-lume, paso-doble, s.d.; Yvette (suíte), valsa, s.d.

Fontes: Banda Maravilhosa de Luiz Viana; Enciclopédia da Música Brasileira – Art Editora.

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Luís Moreira

Posted by everbc em 13/12/2007

Luís Moreira, revistógrafo, compositor e regente, nasceu no Rio de Janeiro RJ em 13/5/1872 e faleceu em 31/5/1920. Fez os primeiros estudos no Instituto de Menores Desvalidos, do Rio de Janeiro, ingressando na banda do colégio e logo tornando-se seu regente. Deixou a escola para reger os coros da Companhia Infantil, onde iniciou carreira teatral.

Escreveu sua primeira partitura aos 15 anos, a opereta Amores de Psiquê, encenada pela Companhia Ismênia dos Santos. A seguir, compôs as operetas Mimi-bilontra e O Rio nu, e em 1898 musicou, com Paulino Sacramento, libreto de Artur Azevedo baseado em episódios da rebelião dos Canudos e publicado pela Imprensa Americana. Essa revista, que estreou com o nome de O jagunço, no Teatro Recreio, alcançou grande sucesso na época.

Ainda com Paulino Sacramento e Costa Júnior, compôs a música da revista O maxixe (libreto de Bastos Tigre), e com Nicolino Milano e Assis Pacheco, A capital federal, ambas de grande destaque.

Em 1905 regeu a protofonia de II Guarany (Carlos Gomes), sendo homenageado pelo público do Palace Teatro com uma corrente de ouro. Em 1906 musicou a revista Vem cá mulata, de José do Patrocínio Filho, Chicot e Thoreau, estreada em setembro no Palace Teatro.

Casado com a cantora Abigail Maia, fez com ela e João Foca várias tournées pelo país, encenando suas revistas. A 14 de fevereiro de 1916 estreou no Trianon a revista Carnaval no Trianon, de Fábio Aarão Reis, musicada em parceria com Raul Martins.

Algumas de suas composições foram impressas com relativo sucesso, como Olhos verdes, Súplica e Desiludida. Escreveu ainda arranjos para temas populares, entre os quais Inderê, Chico Manuel, Nicolau, Nhô Juca e Meu boi morreu.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira – Art Editora – PubliFolha.

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