recordando a MPB

História da MPB com biografias, cronologia dos sucessos e músicas cifradas.

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Archive for the ‘sec 19’ Category

>Candinho Trombone

Posted by everbc em 05/12/2006

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Candinho Trombone (Cândido Pereira da Silva), instrumentista e compositor nasceu no Rio de Janeiro RJ em 30/1/1879 e faleceu na mesma cidade em 12/12/1960. Viveu parte da infância no Asilo de Meninos Desvalidos (depois Instituto João Alfredo).
Integrou a banda de música da Fábrica de Tecidos Confiança, de Vila Isabel, chegando a contramestre. Depois serviu na Brigada Policial, na banda de música do Primeiro Batalhão de Infantaria, sendo também seu contramestre no posto de sargento. Alem de trombone, tocava bombardão e bombardino, ingressando mais tarde na orquestra do Teatro São José.
Começou a compor e participar dos chorões a partir de 19 anos, tendo como companheiros mais constantes Irineu de Almeida, Licas, Luís Gonzaga e Anacleto de Medeiros. Organizou e manteve, por muitos anos, grupos de músicos em Vila Isabel e outros bairros. Alguns membros desses grupos se tornaram famosos, como Amora Cavaquinho e Nolasco.
Conviveu com os grandes chorões das primeiras três décadas do século XX, entre os quais Carramona, Luís de Sousa, Mano Cavaquinho, Cupertino de Menezes, Quincas Laranjeiras, Juca Kalut, General Gasparino, Paulino Sacramento, Catulo da Paixão Cearense, Donga e Pixinguinha, fazendo parte dos grupos Carioca e Malaquias.
Em 1933 ingressou por concurso na orquestra do Teatro Municipal, do Rio de Janeiro, onde permaneceu até 1951, quando se aposentou. Compôs uma obra extensa, mas pouco editada, formada em sua maior parte por choros, entre os quais se tornou famoso O nó, tido como modelo no gênero por suas modulações imprevistas.
Obras:
Abigail, polca, s.d.; Aldeiazinha, valsa, s.d.; Aniversario do Alarico, polca, s.d.; Artur virou bode, polca, s.d.; Bismarck brincando, polca, s.d.; Brandão no choro, polca, s.d.; Brincando, valsa, s.d.; Brincando de escrever, choro, s.d.; Candinho no choro, polca, s.d.; Carioca, polca, s.d.; Chorando, polca, s.d.; Colar de pérolas, valsa, s.d.; Coralina, valsa, s.d.; Dalba, valsa, s.d.; Dança do urso, polca, s.d.; Deixai-os penar, polca, s.d.; Deliciosa, xotis, s.d.; Um dia em Petrópolis, polca, s.d.; Dulcinéia leal, valsa, s.d.; É isso mesmo, polca, s.d.; Edelvira, valsa, s.d.; Elazir, valsa, s.d.; Floriano brincando, polca, s.d.; Glorinha, polca, s.d.; Graças a Deus, valsa, s.d.; Gratidão de um beijo, valsa, s.d.; Isaura, polca, s.d.; Ivone, valsa, s.d.; Leonila, valsa, s.d.; O Licas procurando, polca s.d.; Martirizando, tango, s.d.; Nadir, polca, s.d.; Não chores, valsa, s.d.; Não digas, polca, s.d.; Não escapa, polca, s.d.; Não se meta, polca, s.d.; O nó, choro, s.d.; Preludiando, xotis, s.d.; Queixosa, valsa, s.d.; Raios de sol, valsa, s.d.; Sapeca, polca, s.d.; Uma saudade, valsa, s.d.; Sílvia, valsa, s.d.; Solicitando, polca, s.d.; Soluçando, polca-marcha, s.d.; Sonho divinal, valsa, s.d.; Súplica, valsa, s.d.; O teu sinal, polca, s.d.; Tinguaciba, polca, s.d.; Trinta janeiros, valsa, s.d.; Triste alegria, polca, s.d.; Uianinha, valsa, s.d.; Vai levando, polca, s.d., Violinista, valsa, s.d.; Ziza, polca, s.d.
Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira – Art Editora – PubliFolha.

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>Alfredo da Rocha Viana

Posted by everbc em 05/12/2006

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Alfredo da Rocha Viana (circa 1860, Rio de Janeiro RJ – 1917, Rio de Janeiro RJ), flautista e compositor, era o pai de Pixinguinha e funcionário da Companhia de Correios Telégrafos. Consta ter sido uma pessoa de grande coração, tendo acolhido muitos amigos em sua casa.
Reunia em sua casa, conhecida como a Pensão Viana, os grandes chorões da época, como Irineu de Almeida, Candinho Trombone, Viriato Figueira da Silva, Neco, Bonfiglio de Oliveira, Heitor Villa-Lobos, Quincas Laranjeiras e Mário Cavaquinho.
Abandonou sua flauta de cinco chaves por uma Boehm, que deu ao filho. Tocava de primeira vista e deixou a Pixinguinha um grande arquivo musical de choro.
Obras: Tristezas não pagam dívidas (ou Serenata).
Reminiscencias dos chorões antigos – Por Alexandre Gonçalves Pinto:
“Melodioso flauta que podiase comparar com os acima descriptos. Tocava de primeira vista, a principio, na sua flauta amarella, de cinco chaves e ultimamente em uma, de novo systema. Deixou elle um grande archivo de musicas antigas e modernas que deve achar-se em poder de seu filho Pixinguinha, maestro e talentoso flauta que repercutiu as nossas glorias musicaes no Estrangeiro, e que, deixo de innumeral-as pois, que o publico conhece-a todas não só pelo Radio, como tambem em muitas festas de Chôros que se exhibem nesta Cidade Maravilhosa onde é apreciado e ovacionado pela maneira admiravel com que sabe executar o que é nosso, quero dizer com isto que é um filho que sabe honrar a tradição de seu pae no circulos dos Chorões”.

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>Hilário Jovino Ferreira

Posted by everbc em 01/10/2006

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Participante ativo da comunidade baiana do Rio de Janeiro, Hilário Jovino Ferreira — na foto com seus filhos — na realidade era pernambucano, criado em Salvador. Líder nato, iria fixar-se já adulto no Rio e não demoraria a se envolver com as coisas da música, transmitindo sua experiência aos novos amigos do Morro da Conceição, onde se instalou.

Aproximou-se do Rancho Dois de Ouro mas não gostou e fundou o Rei de Ouro, um dos muitos que criaria em sua vida de “ranchista”, dentro de moldes nordestinos e fez muito sucesso desde sua estréia, no Carnaval. Figura donjuanesca, indispôs-se com Tia Ciata por ter namorado sua filha Mariquita e fugido com Tia Amélia Kitundi, bonita mulata. amiga da baiana.

Hilário Jovino Ferreira, compositor, chegou ao Rio de Janeiro em 1872, trabalhando depois no Arsenal da Marinha, tendo comprado patente de tenente na Guarda Nacional. Morador do bairro da Saúde, reduto dos baianos no Rio de Janeiro, foi vizinho de Leôncio de Barros Lins, que fundara o Dois de Ouro, embrião de rancho.

Com a colaboração de Atanásio Calisto, Cleto Ribeiro Noela e Gracinda, fundou o Rei de Ouro, baseado na estrutura dos ranchos baianos. Foi ele quem sistematizou as figuras do mestre-sala e da porta-bandeira, adotadas depois pelas escolas de samba. Ajudou a fundar ainda o Rosa Branca e, mais tarde, o Botão de Rosa.

Freqüentador da casa de Tia Ciata, participou da formação do samba urbano, tendo entrado na famosa polêmica entre Sinhô e os baianos. Quando Sinhô escreveu Quem são eles?, respondeu com Não és tão falado assim; ao Fala meu louro, de Sinhô, retrucou com Entregue o samba a seus donos, pois considerava aquele samba ofensivo à Bahia, além de plágio.

Fontes: Enciclopédia da Música Brasileira – Art Editora PubliFolha; História do Samba – Editora Globo.

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