recordando a MPB

História da MPB com biografias, cronologia dos sucessos e músicas cifradas.

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Archive for the ‘valsa’ Category

>Valsas brasileiras

Posted by everbc em 15/04/2006

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A valsa chegou ao Brasil no final da década de 1830 e imitou inicialmente o modelo europeu. A partir de 1870, com o surgimento do choro, os músicos brasileiros imprimiram novas características às composições e a valsa tornou-se um gênero da música popular. Entre os primeiros compositores de valsas estão Alfredo da Rocha Viana, pai de Pixinguinha, e Ernesto Nazareth.

Sob a influência da modinha, a valsa tomou-se também uma forma de canção sentimental. No final da década de 1920, o cinema trouxe a moda das valsas americanas. A partir de 1934, iniciou-se a fase de maior brilho da valsa brasileira, com a dupla de compositores Francisco Alves e Orestes Barbosa.

Até meados da década de 1940, todos os compositores famosos tinham valsas entre suas obras: Pixinguinha, Ary Barroso, Joubert de Carvalho, Lamartine Babo, Custódio Mesquita e muitos outros. O gênero entrou em declínio no Brasil a partir da década de 1950.

Algumas músicas

A pequenina cruz do teu rosário, A última estrofe, A voz do violão, Adeus amor (Tristesse), Ao luar (Dileta), Arranha-céu, Ave Maria, Baile da saudade, Boa noite, amor, Bodas de prata, Boneca, Branca, Cabelos cor de prata, Cantiga por Luciana, Caprichos do destino, Célia, Dorme que eu velo por ti, Dúvida, Elegia ao seresteiro (João Chaves), E o destino desfolhou, Eu sonhei que tu estavas tão linda, Fascinação, Gondoleiro do amor, Lábios que beijei, Lágrimas, Lua branca, Luar de Vila Sônia, Mãezinha querida, Mais uma valsa, mais uma saudade, Mimi (1a. parte), Minha casa, Nancy, Ontem ao luar (Choro e poesia), Pierrot, Por ti, Quase que eu disse, Rapaziada do Brás, Rosa, Salão Grenat, Saudades de Matão (Francana), Se ela perguntar, Serenata, Seresta, Sorris da minha dor, Suburbana, Súplica, Tardes de Lindóia, Valsa da despedida, Valsa de uma cidade, Velho realejo.

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>José Maria de Abreu

Posted by everbc em 06/04/2006

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José Maria de Abreu, compositor, instrumentista e regente, nasceu em Jacareí SP, em 12/11/1911, e faleceu no Rio de Janeiro em 15/11/1966.Iniciou-se na música com o pai, o maestro Juvenal Roberto de Abreu, que lhe ensinou os rudimentos musicais no violão, piano, trompete e violino. Em 1917, mudou-se com a família para São Paulo SP, e em 1921 para Itapetininga SP. Em 1922 era o primeiro trompete da banda da escola, tendo nessa época composto sua primeira música, o Hino do grupo escolar.

Em 1926 começou a trabalhar na orquestra do Cine Íris, de Itapetininga, tocando trompete, violino e, logo depois, piano. No ano seguinte ingressou na Escola de Farmácia de Itapetininga, abandonando-a logo em seguida para substituir o maestro da companhia de revistas de Otília Amorim, Sebastião Arruda e Abílio Meneses. Ainda em 1927 atuou como maestro no Teatro Boa Vista, em São Paulo, onde passou a viver em 1928, trabalhando como pianista nas casas Sotero e Di Franco. Nesse mesmo ano apareceu uma de suas primeiras músicas gravadas – Recordando (com Salvador de Morais) -, valsa interpretada por Francisco Alves.

Por ocasião da revolução de 1932, compôs o hino Vencer ou morrer, com versos de Ari Kerner. Quando se transferiu para o Rio de Janeiro, em 1933, inscreveu Promessa (com Ari Kerner) num concurso de músicas juninas promovido pelo jornal A Noite, obtendo o primeiro lugar. Logo depois a canção foi gravada por Gastão Formenti.

De 1933 a 1938 atuou como pianista contratado da Rádio Mayrink Veiga e em 1934 escreveu a opereta Sonho Azul, com libreto de Ciro Ribeiro e Raul Sena. Ainda nesse ano tornou-se parceiro de Francisco Matoso, com quem fez alguns dos maiores clássicos do gênero romântico da década de 1930.

Seu primeiro êxito foi também a primeira música da dupla, Boa noite, amor, valsa gravada em 1936 por Francisco Alves, que mais tarde passou a ser prefixo do cantor na Rádio Nacional. Dessa parceria surgiriam ainda outros sucessos, como o samba-canção Fui feliz (1936), a canção Cancioneiro (1936) e as valsas Ao ouvir esta canção hás de pensar em mim (1940) e Horas iguais (1937).

Em 1938 ingressou na Rádio Clube (hoje Mundial) como pianista, tendo feito, nessa época, várias versões de música popular estrangeira. Com a morte de Francisco Matoso em 1941, tornou-se parceiro de Jair Amorim em 1942, com quem, durante dez anos, compôs seus sucessos mais conhecidos, como Um cantinho e você (1948), Ponto final (1949), Alguém como tu (1952) e Sempre teu. Grande melodista, seu slogan era “Rei da Valsa”.

Obras

Ainda uma vez (c/Francisco Matoso), fox-canção, 1938; Alguém (c/Francisco Matoso), valsa, 1938; Alguém como tu (c/Jair Amorim), samba, 1952; Ao ouvir esta canção hás de pensar em mim (c/Francisco Matoso), valsa, 1940; Boa noite, amor (c/Francisco Matoso), valsa, 1936; Brigamos outra vez (c/Jair Amorim), fox-canção, 1946; Cancioneiro (c/Francisco Matoso), canção, 1936; Um cantinho e você (c/Jair Amorim), samba, 1948; Eu, você e mais ninguém (c/Saint-Clair Sena), fox-trot, 1942; Horas iguais (c/Francisco Matoso), valsa, 1937; Italiana (c/Paulo Barbosa e Osvaldo Santiago), valsa, 1936; Mais uma valsa, mais uma saudade (c/Lamartine Babo), valsa, 1937; Naná (c/Jair Amorim), fox-trot, 1946; Não me pergunte (c/Jair Amorim), samba, 1949; Pegando fogo (c/Francisco Matoso), marcha, 1939; Solidão (com Francisco Matoso), samba-canção, 1937; Torre de marfim (c/0svaldo Santiago e Paulo Barbosa), valsa, 1938; Uma valsa azul (c/Lamartine Babo), valsa, 1944; Valsa da formatura (c/Lamartine Babo), valsa, 1952; Vingança (c/Francisco Matoso), canção regional, 1936; Você de mim não tem dó, toada, 1949.

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>Francisco Matoso

Posted by everbc em 06/04/2006

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Francisco Matoso (Francisco de Queirós Matoso), compositor e instrumentista, nasceu em Petrópolis RJ em 8/4/1913, e faleceu no Rio de Janeiro RJ, em 18/12/1941. Aos cinco anos, usando apenas um dedo, tocava no piano as músicas que ouvia num gramofone. Formou- se em direito, mas preferiu a carreira de compositor, escrevendo tanto músicas quanto letras.

Em 1933 lançou na Columbia sua primeira música, o samba Esquina da vida (com Noel Rosa), gravado por Mário Reis com acompanhamento de Nonô. Em 1934, o Bando da Lua gravou seu samba Eu me lembro de você (com Oldemar Gomes Pereira), lançado em 1935.

Ainda no Carnaval de 1935, Jaime Vogeler gravou a marcha Tão boa (com Nonô) e Gastão Formenti o samba Eu jurei (com José Maria de Abreu). Depois, o Bando da Lua lançou o samba Abandona o preconceito (com Maércio de Azevedo). Nesse ano, gravou com Francisco Alves a valsa Reminiscência e com Silvinha Melo o samba-canção Perto do céu (ambas com Nonô).

No Carnaval de 1936, lançou o samba Vai-te embora (com Nonô), em gravação de Mário Reis, e as marchas Em primeira audição, por Aurora Miranda, e Esquina do pecado, por Almirante. Com José Maria de Abreu, apenas melodista, com quem iniciou em 1935 uma fértil parceria, foram gravadas pelo menos 37 músicas, dentre elas a canção Vingança, por Gastão Formenti (1936); a célebre valsa Boa noite, amor, por Francisco Alves, seu prefixo musical (1936); as valsas Horas iguais, por Orlando Silva, e Mari, por Carlos Galhardo (1937); a valsa Barcarola, por Francisco Alves (1938); a marcha Onde está o dinheiro?, por Aurora Miranda (Carnaval de 1938); a marcha Pegando fogo, pelo Bando da Lua (Carnaval de 1939); a valsa Ao ouvir esta canção hás de pensar em mim, por Francisco Alves (1940).

Em 1941, já doente, tocou ao piano para seu amigo Lamartine Babo uma valsa ainda sem título. Lamartine, cativado pela música, então escreveu uma letra sob o título de Eu sonhei que tu estavas tão linda, até hoje um clássica do gênero, que Francisco Matoso comovido ainda teve tempo de ouvir na gravação de Francisco Alves, pouco antes de falecer com apenas 28 anos de idade.

Obras

Abandona o preconceito (c/Maércio de Azevedo), samba, 1935; Ainda uma vez (c/José Maria de Abreu), fox-canção, 1938; Amor não vale um tostão (c/José Maria de Abreu), samba, 1939; Ao ouvir esta cançao hás de pensar em mim (c/José Maria de Abreu), fox, 1940; Ave Maria, 1942; Barcarola (c/José Maria de Abreu), valsa, 1938; Boa-noite amor (c/José Maria de Abreu), valsa, 1936; Boa vizinhança (c/Nonô), choro, 1939, A canção que eu fiz para você (c/José Maria de Abreu), valsa, 1936; Cancioneiro (c/José Maria de Abreu), canção, 1936; Crioula (c/José Maria de Abreu), rumba, 1937; Dois corações em tempo de valsa (c/José Maria de Abreu), valsa, 1938; Duas cigarras (c/José Maria de Abreu), canção, 1937; Em primeira audição, marcha, 1936; Erre, se há proveito (c/José Maria de Abreu), marcha, 1936; Esquina do pecado, marcha, 1936; Estou cansado de sofrer (c/José Maria de Abreu), samba, 1938; Eu jurei (c/José Maria de Abreu), samba, 1935; Eu me lembro de você (c/Oldemar Gorfies Pereira), samba, 1935; Eu sonhei que tu estavas tão linda (c/Lamartine Babo), valsa, 1941; Fui feliz (c/José Maria de Abreu), samba-canção, 1936; Golpe errado, samba, 1940; Hei de ver-te um dia (c/ Cabral), fox-trot, 1935; Horas iguais (c / José Maria de Abreu), valsa, 1937; Jardim de flores raras (c/Nonô), valsa, 1938; Longe do teu coração (c/José Maria de Abreu), valsa, 1935; Mari (c/José Maria de Abreu), canção, 1937; Maria Barafunda (c/José Maria de Abreu), marcha, 1938; Minha vida tão bonita!, canção, 1937; Na esquina da vida (c/Noel Rosa), samba, 1933; Napolitana (c/José Maria de Abreu), canção, 1938; Noite sem luar (c/José Maria de Abreu), valsa, 1938; Onde esta o dinheiro? (c/José Maria de Abreu), marcha, 1938; Pegando fogo (c/José Maria de Abreu), marcha, 1939; Pequena futurista, samba, 1936; Perto do céu (c/Nonô), samba-canção, 1935; Recolhimento (c/José Maria de Abreu), valsa, 1936; Recordando (c/José Maria de Abreu), valsa, 1935; Reminiscência (c/Nonô), valsa, 1935, São João há de sorrir (c/José Maria de Abreu), marcha, 1936; Se alguma vez (c/José Maria de Abreu), valsa, 1936; Se o nosso amor ainda existisse (c/José Maria de Abreu), valsa, 1940; O segredo dos teus olhos (c/José Maria de Abreu), valsa, 1937; Seus olhos são verdes (c/José Maria de Abreu), marcha, 1936; Sevilhana (c/Jose Maria de Abreu), valsa, 1938; Só pode ser pra você, samba, 1936; Só você (c/José Maria de Abreu), valsa, 1935; Solidão (c/José Maria de Abreu), samba-canção, 1937; Sombras ao luar (c/José Maria de Abreu), fox-canção, 1941; Tão boa (c/Nonô), marcha, 1935; Vai te embora (c/Nonô), samba, 1936; Valsa da saudade (c/José Maria de Abreu), valsa, 1937; Velho amor (c/José Maria de Abreu), valsa, 1935; Vingança (c/José Maria de Abreu), canção, 1936.

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