recordando a MPB

História da MPB com biografias, cronologia dos sucessos e músicas cifradas.

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Archive for the ‘vinicius de moraes’ Category

>Chega de saudade

Posted by everbc em 18/04/2006

>

Embora considerada o marco zero da bossa nova, “Chega de Saudade” não é na opinião de Tom Jobim uma composição bossa nova. Em depoimento ao jornalista Tárik de Souza (para o livro Tons sobre Tom), ele esclareceu: “Minha mãe criou uma menina, que também se chamava Nilza (nome da mãe do Tom) e me pediu para comprar um método de violão para ela, que tinha boa voz. Comprei o método do Canhoto que trazia (…) aquele sistema antigo (de acordes) primeira, segunda, terceira. (…) Fui obrigado a explicar para ela naquele método (…) e acabei me envolvendo com aquela seqüência de acordes, completamente fáceis. Inventei uma sucessão de acordes, que é a coisa mais clássica do mundo, e botei ali uma melodia.
Mais tarde, Vinícius colocou a letra. De certa forma, sentindo a novidade da bossa nova, do João Gilberto e daquele meio em que a gente vivia, talvez Vinicius tenha sido levado a intitular a música ‘Chega de Saudade’. (…) Esse título é engraçado porque a música tem algo de saudade desde a introdução. Lembra aquelas introduções de conjuntos de violão e cavaquinho, tipo regional. (…).
Na segunda parte, passa para maior (modo maior). Acontecem todas aquelas modulações clássicas que você encontra na música antiga. Isso cria um absurdo: o ‘Chega de saudade’ já é uma saudade jogando fora a saudade!”.
Realmente, a bossa nova de “Chega de Saudade” está quase toda na harmonia, nos acordes alterados, pouco utilizados por nossos músicos da época, e na nova batida de violão executada por João Gilberto. A novidade rítmica fica muito clara, especialmente sob os versos “dentro dos meus braços os abraços / hão de ser milhões de abraços / apertado assim…”, com o violão indo na contramão da forma institucionalizada de se tocar samba. Aliás, a inovação já está presente na gravação de Elizeth Cardoso, a primeira de “Chega de Saudade”, feita para o elepê Canção do amor demais, que tem a participação de João Gilberto como violonista.
Esse disco, lançado pela pequena marca Festa, do produtor Irineu Garcia, é considerado por Tom Jobim (em depoimento a Zuza Homem de Mello, em outubro de 68) “um marco, um ponto de fissão, de quebra com o passado”. No dia 10.7.58, seis meses depois da gravação da Elizeth, aconteceu a do João, naturalmente repetindo a mesma batida de violão e apresentando o seu estilo bossa nova de cantar.
http://www.esnips.com//escentral/images/widgets/flash/guitar_test.swf

Agostinho dos Santos

Este disco histórico, que traz na outra face o baiãozinho “Bim-Bom” (classificado no selo como samba), provocaria a pitoresca e mal-humorada reação de Álvaro Ramos, gerente das Lojas Assunção, quebrando o disco, indignado com o que o Rio lhe mandava. Atribuída no anedotário da bossa nova a Osvaldo Gurzoni, diretor de vendas da Odeon em São Paulo (que também não gostara do disco), a verdadeira identidade do autor da façanha (Ramos) seria revelada por Ruy Castro no livro Chega de saudade. Esse episódio aconteceu em São Paulo, em agosto de 58, às vésperas do lançamento do disco de 78 rotações, que precedeu em alguns meses o elepê homônimo.
Fonte: A Canção no Tempo – Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello – Vol.2 – 1958-1985.

Chega de saudade (bossa nova, 1958) – Tom Jobim e Vinícius de Moraes

Dm7           Bº           Bbm6
Vai minha tristeza e diz a ela
Dm7 A7
Que sem ela não pode ser
Dm7 E7 Am7 Bb7
Diz-lhe numa prece que ela regresse
A7 A7/5+
Porque eu não posso mais sofrer
Dm7 Bº
Chega de saudade,
Bbm6 Am6 D7/9-
A realidade é que sem ela não há paz,
Gm7 A7 Dm7
Não há beleza, é só tristeza

e a melancolia que não sai de mim
Bbm6 Dm7 Em7 A7
Não sai de mim, não sai

D7+ E7
Mas se ela voltar, se ela voltar,
G/A A7 D7+
Qua coisa linda, que coisa louca
Fº Em7
Pois há menos peixinhos a nadar no mar
E7 Bbm6 A7
Do que os beijinhos que eu darei na sua bo .. ca

D7+ E7 F#7
Dentro dos meus braços os abraços
Bm7 Bbm7 Am7
hão de ser milhões de abraços
D9 G7+ Gm7 F#m7
Apertado assim, calado assim, colado assim
Fº E7 A7 F#7
Abraços e beijinhos e carinhos sem ter fim
B7/5+ E7
Que é prá acabar com esse negócio
A7 D7+/9
de você viver sem mim
Dm7BºBbm6A7E7
Am7Bb7A7/5+Am6D7/9-
Gm7Em7D7+G/AFº
F#7Bm7Bbm7D9G7+
F#m7B7/5+D7+/9

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>Toquinho

Posted by everbc em 10/04/2006

>toquinho

Toquinho (Antônio Pecci Filho), compositor, instrumentista e cantor, nasceu em São Paulo em 6/7/1946. Aos 12 anos começou a estudar violão com Paulinho Nogueira. Em 1963 conheceu Chico Buarque, que também iniciava sua carreira, compondo juntos, no ano seguinte, Lua cheia, música que seria lançada no segundo LP de Chico Buarque, na RGE.

Em 1964, Toquinho iniciou carreira profissional, atuando como violonista nos shows do Teatro Paramount, a convite do produtor e radialista Walter Silva. No mesmo ano, como solista, gravou seu primeiro disco, um compacto da RGE que incluía Primavera (Carlos Lyra e Vinícius de Moraes) e Só tinha de ser com você (Tom Jobim e Aloysio de Oliveira). Ainda em 1964, conheceu Baden Powell, com quem se apresentou em diversas ocasiões.

Em 1965 foi para o Rio de Janeiro RJ, e estudou harmonia com Oscar Castro-Neves. Por essa época, novamente por intermédio de Chico Buarque, começou a participar de apresentações de cantores como Sylvia Telles, Alaíde Costa, Nara Leão e Sérgio Ricardo, fazendo o acompanhamento, e dirigiu a parte musical da peça Liberdade, liberdade, de Millor Fernandes e Flávio Rangel, em sua encenação no Teatro Cacilda Becker, em São Paulo. Na mesma época, participou várias vezes do programa de Walter Silva, na TV Tupi.

Em 1966 lançou seu primeiro LP, O violão de Toquinho. No ano seguinte foi contratado pela TV Excelsior de São Paulo, para atuar no programa Ensaio Geral, onde se apresentou pela primeira vez como cantor venceu em 1968 a eliminatória paulista do FNMP da TV Excelsior, com Na boca da noite, parceria de Paulo Vanzolini.

Em 1969 foi para Roma, Itália, apresentando-se com Chico Buarque em shows e em televisão. Ainda ao lado de Chico Buarque, e da cantora norte-americana Josephine Baker, excursionou por várias cidades italianas. No mesmo ano, sua música Que maravilha (com Jorge Ben Jor) alcançou grande sucesso numa gravação da RGE em que os dois compositores apareciam cantando e tocando violão.

Em fins de 1969, iniciou sua parceria com Vinícius de Moraes e, no ano seguinte, ao lado de Marília Medalha, fizeram show no Teatro Castro Alves, em Salvador BA. Logo depois se apresentaram em Buenos Aires, Argentina, na boate La Fusa. Ainda em 1970, foi o responsável pela parte musical da peça Castro Alves pede passagem, de Gianfrancesco Guarnieri.

Em 1971 foi lançado um LP, pela RGE, com as primeiras composições da dupla com Vinícius, entre as quais Como dizia o poeta e Tarde em Itapoã. Estava consolidada a parceria e, juntos, iniciaram intensa atividade artística, fazendo show por todo o país e lançando cerca de 20 LPs. Maria-vai-com-as-outras (1971), Testamento (1971) e Regra três (1972) foram alguns de seus sucessos.

Em 1973 trabalhou mais uma vez com Gianfrancesco Guarnieri, compondo as músicas das peças Botequim e Um grito parado no ar, lançadas em LP pela RGE. No mesmo ano apresentou-se com Clara Nunes e Vinícius de Moraes, no show O poeta, a moça e o violão, no teatro Castro Alves, em Salvador

Em 1974, As cores de abril e Como é duro trabalhar (ambas com Vinícius de Moraes), foram incluídas na trilha sonora da novela Fogo sobre terra, da TV Globo, é lançadas pela Philips em LR No mesmo ano, gravou um LP individual, pela RGE, no qual, além de interpretar composições antigas, como Na boca da noite, solou ao violão Ingênuo (Pixinguinha e Benedito Lacerda).

Nos anos seguintes saíram os LPs Vinícius/Toquinho (1975, Philips), Le Brésíl de Vinicius de Moraes avec Maria Creusa et Toquinho (França, 1975, EMI/IPathé Marconi), Toquinho e Vinícius – O poeta e o violão (1975, RGE), Deus lhe pague (1976, EMI), com músicas de Edu Lobo e Vinícius de Moraes, Ornella Vanoni, Vinícius de Morais, Toquinho – ta voglia, La pazzia, t`inconscíenza, L’allegria (Itália, 1976, RCA Victor), Toquinho & Vinícius (1977, RGE), Tom, Vinícius, Toquinho e Miúcha (1977, Som Livre), gravado ao vivo no Canecão do Rio de Janeiro, Vinícius-Antologia poética (1977. Phonogram) e Amália/Vinícius (1978, Chantecler).

A parceria Toquinho e Vinícius de Moraes comemorou dez anos em 1979, com shows e o LP 10 anos de Toquinho e Vinícius (Philips). Em 1980 saíram os LPs Vinicius de Moraes – Poeta y amígo, Philips, em castelhano; Marcus Vinícius da Cruz de Melo Moraes, álbum duplo, Som Livre; Toquinho/Vinícius – Um pouco de ilusão, Ariola, último disco da dupla, e A arca de Noé (Ariola), seguido por A arca de Noé 2 (1981). Os dois últimos foram depois lançados na Itália, para onde excursionou em seguida e onde lançou seu primeiro disco após a morte de Vinícius, Doce vida, no qual inaugurava parceria com Francis Hime e Cacaso.

Em 1982 teve sucesso na Itália com o disco Acquarello (com Guido Morra e Maurizio Fabrizio), tornando-se o primeiro brasileiro a receber um disco de ouro nesse país. Em 1986, em parceria com Elifas Andreto, compôs dez músicas inspiradas na Declaração Universal dos Direitos da Criança, da Unicef, junto com a peça de teatro Canção dos Direitos da Criança.

Em 1991 foi lançado o álbum triplo A história dos shows inesquecíveis – Poeta, moça e violão; Vinícius; Clara e Toquinho, pela Collector’s Editora e, em 1993, foi publicado o Songbook Vinícius de Moraes, em três volumes (Lumiar Editora, Rio de Janeiro). Completou 30 anos de carreira, em 1995, com o lançamento de um CD comemorativo.

Músicas cifradas:

Veja também:

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>Vinícius de Moraes

Posted by everbc em 10/04/2006

>

Consagrado no movimento da bossa, Vinícius compôs, junto com Tom Jobim a música Garota de Ipanema, símbolo de uma época. Dentre outras suas parcerias musicais temos Baden Powell (Samba em prelúdio), Carlos Lyra (Minha namorada), Ary Barroso (Rancho das namoradas), Chico Buarque (Valsinha), e o seu amigo Toquinho, onde costumava dizer que tinham a melhor relação possível entre eles, e que “só não havia sexo!”.

Com ele, Vinícius compôs diversas canções como A tonga da mironga do kabuletê, Tarde em Itapoã, Samba da Rosa, dentre outras. A banheira de sua casa era onde gostava de dar algumas entrevistas quando estava de muita preguiça, e sempre com um copo de uísque ao lado (onde tinha o carinhoso jeito de dizer que o uísque era o melhor companheiro do homem, era “um cachorro engarrafado”).

A obra poética de Vinícius de Moraes é dividida habitualmente em duas fases: uma de sentido místico e lírico, e outra mais sensual e de linguagem mais simples, que ele mostra também nas composições populares. Seu domínio da linguagem culta foi decisivo para conferir qualidade literária à música popular brasileira, enriquecida com suas letras.

Vinícius de Moraes nasceu no Rio de Janeiro RJ em 19 de outubro de 1913. Devido a uma brincadeira de Manuel Bandeira, num de seus poemas de circunstância, muitos acreditam que seu nome completo fosse Marcus Vinícius da Cruz de Melo Moraes, o que não é verdade.

Formou-se em direito em 1933, ano em que lançou seu primeiro livro de poemas. Nessa época já era amigo dos poetas Manuel Bandeira, Mário de Andrade e Oswald de Andrade. Em 1938 foi para Oxford, na Inglaterra, com uma bolsa de estudos em língua e literatura inglesas. De volta ao Brasil, trabalhou em jornais como crítico de cinema até 1943, quando ingressou na carreira diplomática, da qual foi afastado pelo governo militar em 1968. Serviu em Los Angeles, Paris e Montevidéu.

Obra poética – A carreira literária de Vinícius de Moraes começou com o livro de poemas O caminho para a distância (1933) que, como Forma e exegese (1935) e Ariana, a mulher (1936), revela as preocupações místicas e transcendentais do autor, de estilo poético ainda indefinido. O quarto livro, Novos poemas (1938), também se inclui nessa primeira fase.

Dois livros – Cinco elegias (1943) e Poemas, sonetos e baladas (1946) – marcam a transição para uma nova fase, mais voltada para a participação política e social, além da sensualidade. São desse período a Antologia poética (1955), o Livro dos sonetos (1957) e Novos poemas II (1959), que traz o poema “Receita de mulher”. Na década de 1960 publicou mais três livros: Procura-se uma rosa, Para viver um grande amor (ambos de 1962) e Para uma menina com uma flor (1966), de crônicas. A Arca de Noé (1970) é um livro de poesia para crianças.

Um dos grandes representantes do lirismo amoroso dos tempos atuais, Vinícius conseguiu, como poucos, exprimir com realismo característico a relação de amor entre o homem e a mulher. Após a primeira fase, mais mística e de individualismo nostálgico, assumiu por completo o papel de poeta do amor, da matéria, do mundo e da mulher, em versos altamente musicais.

Especialmente apreciados, os sonetos de Vinícius surpreendem pela capacidade de atualizar a lírica de Camões. O “Soneto da fidelidade”, de Poemas, sonetos e baladas, figura entre os melhores momentos do autor nessa forma. A preocupação política e social se revela em poemas como “Operário em construção”, de Novos poemas II.

Música popular – O interesse de Vinícius pela música data de 1927, quando começou a compor com Paulo e Haroldo Tapajós, mas só se firmou a partir da década de 1950. Em 1956 Antônio Carlos Jobim (Tom Jobim) musicou sua peça Orfeu da Conceição, premiada no concurso de teatro do IV Centenário de São Paulo. Montada no mesmo ano no Rio de Janeiro, a peça ajudou a popularizar composições de Tom e Vinícius, como Se todos fossem iguais a você. A versão cinematográfica Orphée noir (Orfeu do carnaval, de Marcel Camus, ganhou a Palma de Ouro em Cannes em 1959 e o Oscar de melhor filme estrangeiro.

Cada vez mais voltado para a música, escreveu letras para músicas inéditas de Tom Jobim, como Lamento no morro e Mulher, sempre mulher, gravadas em 1956. Dois anos depois, o disco Canção do amor demais, de Elizeth Cardoso, com canções de Tom e Vinícius, marcou o início da bossa nova.

Em 1961, no Teatro Santa Rosa, no Rio de Janeiro, estreou sua peça Procura-se uma rosa. No mesmo ano, Vinícius conheceu Carlos Lyra, seu parceiro em Minha namorada (1964) e outras canções. A parceria com o violonista Baden Powell, a partir de 1962, rendeu mais de cinqüenta músicas, entre elas sucessos como Berimbau e Samba em prelúdio. Com Pixinguinha, Vinícius fez a música do filme Sol sobre a lama (1962), de Alex Viany, e com Francis Hime compôs, entre outras canções, Sem mais adeus (1963).

O maior sucesso de Vinícius foi Garota de Ipanema (1963), em parceria com Tom Jobim. Em 1965, Arrastão, de Edu Lobo e Vinícius, venceu o I Festival de Música Popular Brasileira da TV Excelsior. Edu seria seu parceiro em outro sucesso, Canção do amanhecer. Seu último parceiro, a partir de 1970, foi o violonista Toquinho (Antonio Pecci Filho), com quem compôs Morena flor, Tarde em Itapoan, Essa menina etc.

Vinícius também fez música para poemas seus, como Serenata do adeus e Medo de amar. Vinícius de Moraes morreu no Rio de Janeiro, em 9 de julho de 1980.

——————-Foto:Vinícius com Toquinho, seu último parceiro.

Algumas músicas

Obra completa

A um passarinho, 1980; A uma mulher, s.d.; As abelhas (c/Bacalov), 1980; Acalanto da rosa (c/Cláudio Santoro), 1969; Água de beber (c/Tom Jobim), 1963; Ai de quem ama (c/Nilo Queirós), s.d.; Ai quem me dera, 1963; Além do tempo (c/Edu Lobo), 1976; Algum lugar (c/Marília Medalha), 1972; Amei tanto, 1963; Amigo amado (c/Alaíde Costa), s.d.; Amigos meus (c/Toquinho), 1980; Amor e lágrimas (c/Cláudio Santoro), s.d.; Amor em paz (c/Tom Jobim), 1961; O amor só traz tristeza (c/Tom Jobim), s.d.; Andam dizendo (c/Tom Jobim), 1962; Apelo (c/Baden Powell), 1966; O ar (O vento) (c/Bacalov e Toquinho), 1981; A arca de Noé (c/Toquinho), 1980; Arrastão (c/Edu Lobo), 1965; O astronauta (c/Baden Powell), 1964; Até rolar pelo chão (c/Mutinho), 1980; Aula de piano (c/Toquinho), 1980; Ausência (c/Marília Medalha), 1972; Bachiana (c/Baden Powell), 1972; Balada do mangue, 1978; Bate, coração (c/Antônio Maria), samba-canção, 1960; O beijo que você não quis dar, 1933; O bem-amado (c/Toquinho), 1977; A bênção, Bahia (c/Toquinho e Marília Medalha), 1971; Berceuse (c/Baden Powell), 1972; Berimbau (c/Baden Powell), 1964; Os bichinhos e o homem (c/Toquinho), 1981; Blues para Emmet (c/Toquinho), 1971; Bocoxe (c/Baden Powell), 1965; Bom dia, amigo (c/Baden Powell), 1962; Bom-dia, tristeza (c/Adoniran Barbosa), 1957; Brasília, sinfonia da alvorada (c/Tom Jobim), 1961; Brigas nunca mais (c/Tom Jobim), 1959; Broto maroto (c/Carlos Lira), s.d.; Broto triste (c/Carlos Lira), 1964; A cachorrinha (c/Tom Jobim), 1981; Cala, meu amor (c/Tom Jobim), 1959; Calmaria e vendaval (c/Toquinho), s.d.; Caminho de pedra (c/Tom Jobim), 1958; Caminhos sem fim (c/Tom Jobim), s.d.; Canção da canção que nasceu (c/Marília Medalha), 1972; Canção da eterna despedida (c/Tom Jobim), 1959; Canção da noite (c/Paulo Tapajós), 1955; Canção de amor e paz (c/Tom Jobim), 1967; Canção de enganar tristeza (c/Baden Powell), 1966; Canção de ninar meu bem (c/Baden Powell), 1966; Canção de nós dois, 1961; Canção do amanhecer (c/Edu Lobo), 1965; Canção do amor amigo (c/Baden Powehl), 1966; Canção do amor ausente (c/Baden Powell), 1963; Canção do amor demais (c/Tom Jobim), 1958; Canção do amor que chegou (c/Carlos Lira), 1964; Canção do homem só (c/Carlos Lira), 1966; Canção em modo menor (Coração em prece) (c/Tom Jobim), 1962; Canção para alguém (c/Haroldo Tapajós), valsa, 1933; Canção para o grande amor (c/Marília Medalha), 1972; Canta, canta mais (c/Tom Jobim), 1959; Cântico, s.d.; Canto de lemanjá (c/Baden Powell), 1966; Canto de Ossanha (c/Baden Powell), 1966; Canto de Oxalufá (c/Toquinho), 1972; O canto de Oxum (c/Toquinho), 1971; Canto de pedra (c/Baden Powell), 1966; Canto de pedra preta (c/Baden Powehl), 1966; Canto de Xangô (c/Baden Powell), 1966; Canto do Caboclo Pedra Preta (c/Baden Powell), 1966; Canto e contraponto (c/Baden Powell), 1966; Canto em contraponto (c/Toquinho), 1974; Canto triste (c/Edu Lobo), 1967; Cara de pau (c/Edu Lobo), 1976; Carioca (c/Carlos Lira), 1966; Caro Raul (c/Toquinho), 1980; Carta ao Tom 74 (c/Toquinho), 1974; Carta do Tom (c/Chico Buarque, Tom Jobim e Toquinho), 1977; A carta que não foi mandada (c/Toquinho), 1974; Cartão de visita (c/Carlos Lira), 1964; A casa, s.d.; Cavalo-marinho (c/Baden Powell), 1966; Cem por cento, s.d.; Certa Maria (c/Ciro Monteiro), 1969; Chanson d’hiver (c/Baden Powell), 1972; Chega de saudade (c/Tom Jobim), 1958; A chegada dos candangos (c/Tom Jobim), 1961; Chora, coração (c/Tom Jobim), 1973; Chorando pedia, s.d.; Chorando pra Pixinguinha (c/Toquinho), 1972; Choro chorado para Paulinho Nogueira (c/Paulinho Nogueira eToquinho), 1975; Choro para metrônomo (c/Baden Powell), 1966; Cidadão da Gávea (c/Tom Jobim), 1980; Coisa mais linda (c/Carlos Lira), 1961; Com você é pior (c/Carlos Lira), s.d.; Como dizia o poeta (c/Toquinho), 1971; Como é duro trabalhar (c/Toquinho), 1974; Conjugação da ausente, 1975; Consolação (c/Baden Powell), 1967; Coral (c/Tom Jobim), 1961; As cores de abril (c/Toquinho), 1974; A corujinha (c/Toquinho), 1980; Cotidiano (c/Toquinho), 1970; Cotidiano n 2 (c/Toquinho), 1972; Decididamente (c/Edu Lobo), 1976; Deixa (c/Baden Powell), 1966; Derradeira primavera (c/Tom Jobim), 1962; Desalento (c/Chico Buarque), 1970; O desespero da piedade, s.d.; Deve ser amor (c/Baden Powell), 1966; Dia da criação, 1976; Dialética, 1980; Diálogo (c/Toquinho), 1977; Diga, moreninha (c/Haroldo Tapajós), 1934; Distante (c/Marília Medalha), 1972; Dobrado de amor a São Paulo (c/Antônio Maria), 1954; Doce ilusão (c/Haroldo Tapajós), 1934; Dor de uma saudade (c/José Medina), fox, 1933; É hoje só (c/Baden Powell), 1962; É preciso dizer adeus (c/Tom Jobim), 1958; Ela é carioca (c/Tom Jobim), 1963; Essa menina (c/Toquinho), 1971, Estrada branca (c/Tom Jobim), 1958; Eu agradeço (c/Edu Lobo), 1976; Eu e o meu amor (c/Tom Jobim), 1956; Eu não existo sem você (c/Tom Jobim), 1957; Eu não tenho nada a ver com isso (c/Toquinho), 1971; Eu sei que vou te amar (c/Tom Jobim), 1959; Eu te amo, amor (c/Francis Hime), 1967; Eurídice, 1988; Exaltação ao amor (c/Tom Jobim), s.d.; Fala, meu amor (c/Tom Jobim), 1967; O falso mendigo, s.d.; Favela (c/Tom Jobim), 1963; A felicidade (c/Tom Jobim), 1959; O filho que eu quero ter (c/Toquinho), 1974; A flor e a noite (c/Toquinho), 1971; Fluido de saudade (c/Baden Powell), 1972; A foca (c/Toquinho), 1980; Fogo sob terra (c/Toquinho), 1974; A formiga (c/Paulo Soledade), 1981; Formosa (c/Baden Powell), 1967; Frevo (c/Tom Jobim), 1959; Frevo de Orfeu (c/Tom Jobim), 1996; A galinha d’Angola (c/Toquinho), 1981; Garota de Ipanema (c/Tom Jobim), 1960; Garota prerongondon (c/Baden Powell), 1966; O gato (c/Bacalov e Toquinho), 1980; Gente humilde (c/Chico Buarque e Garoto), 1970; Gente do morro (c/Carlos Lira), 1972; Gilda (c/Toquinho), 1980; O girassol (c/Toquinho), 1981; Golpe errado (c/Toquinho), 1980; O grande amor (c/Tom Jobim), 1960; O grande apelo (c/Marília Medalha), 1971; O haver, 1980; Hendulu, 1934; História antiga (c/Baden PoweIl), 1966; O homem (c/Tom Jobim), 1961; Honolulu (c/Paulo Tapajós), s.d.; Iemanjá (c/Baden PowelI), 1969; Ilhéus (c/Tom Jobim), 1983; Improviso em bossa nova (c/Baden Powell), 1972; Indiscretion (c/Baden Powell), 1972; Insensatez (c/Tom Jobim), 1960; Insônia (c/Baden Powell), 1972; Io so che ti amero (c/Tom Jobim e Sérgio Bardotti), 1991; Já era tempo (c/Ari Barroso), 1962; Janelas abertas (c/Tom Jobim), 1958; João Não-tem-de quê (c/Edu Lobo), 1976; Labaredas (c/Baden PoweII), 1972; Labirinto (c/Edu Lobo), 1976; Lamento (c/Pixinguinha), 1962; Lamento de Exu (c/Baden Powell), 1966; Lamento de João (c/Edu Lobo), 1976; Lamento no morro (c/Tom Jobim), 1956; O leão (inspirado em William Blake) (c/Fagner), 1981; Lembre-se (c/Moacir Santos), s.d.; Linda baiana (c/Baden Powell), 1966; Loura ou morena (c/Haroldo Tapajós), fox-trot, 1932; Luar de meu bem (c/Cláudio Santoro), 1969; Luciana (c/Tom Jobim), 1958; O mais-que-perfeito (c/Macalé), 1973; Mais um adeus (c/Toquinho), 1971; Marcha da Quarta feira de Cinzas (c/Carlos Lira), 1962; Marcha do amanhecer (c/Carlos Lira), 1964; Maria (c/Francis Hime), 1966; Maria da Graça (c/Tom Jobim), 1958; Maria Moita (c/Carlos Lira), 1964; Maria-vai-com-as-outras (c/Toquinho), 1971; Medo de amar, 1962; Melancia e coco verde, 1971; Melhor era tudo se acabar (c/Baden Powell), 1966; Menina (c/Toquinho), 1980; Menina das duas tranças (c/Toquinho), 1972; Menino travesso (c/Moacir Santos), s.d ; Mensagem, 1978; Meu pai Oxalá (c/Toquinho), 1970; Meu tempo (c/Marília Medalha), 1972; Minha desventura (c/Carlos Lira), 1964; Minha namorada (c/Carlos Lira), 1964; Mister Toquinho (c/Marília Medalha), 1972; Modinha (c/Tom Jobim), 1958; Moinho d’agua (c/Marília Medalha), 1972; Monólogo de Orfeu (c/Tom Jobim), 1956; Morena flor (c/Toquinho), 1971; O morro não tem vez (c/Tom Jobim), 1963; Morte de Orfeu (Macumba) (c/Tom Jobim), 1956; Mulher carioca (c/Baden Powell), 1966; Mulher, sempre mulher (c/Tom Jobim), 1956; Mundo melhor (c/Pixinguinha), 1967; Na hora do adeus (c/Tom Jobim), 1960; Nada como ter amor (c/Carlos Lira), 1961; Namorado da lua (c/Haroldo Tapajós), 1934; Ninguém é melhor do que…, 1980; No colo da serra (c/Toquinho), 1972; No more blues (c/Tom Jobim e Jessei Hendricks), 1962; Um nome de mulher (C/Tom Jobim), 1956; O nosso amor (c/Tom Jobim), 1959; O nosso amor de criança (c/Haroldo Tapajós), 1934; Olha, Maria (Amparo) (c/Tom Jobim e Chico Buarque), 1970; Onde anda você (c/Hermano Silva), 1975; Onde andará o amor? (c/Tom Jobim), s.d.; O que é que tem sentido nesta vida? (c/Edu Lobo), 1976; O que tinha de ser (c/Tom Jobim), 1959; Orfeu da Conceição (Overture) (c/Tom Jobim), 1956; Outra vez (c/Tom Jobim) 1958; Paiol de pólvora (c/Toquinho), 1970; Para fazer um bom café (c/Baden Powell), 1966; Para viver um grande amor (c/Toquinho), 1972; Paris toute grise (c/Baden Powell), 1972; O pato(c/Toquinho), 1980; Pátria minha, 1980; Pau-de-arara (c/Carlos Lira), 1964; Pedro, meu filho, 1975; Pela luz dos olhos seus (c/Toquinho), 1975; Pelos caminhos da vida (c/Tom Jobim), 1959; O peru (c/Toquinho e Paulo Soledade), 1981; O pingüim (c/Toquinho e Paulo Soledade), 1981; O pintinho (c/Gilda Matoso, Pipo Caruso, Sérgio Bardotti e Toquinho), 1980; O planalto deserto (c/Tom Jobim), 1961; Planta baixa (c/Toquinho), s.d.; Pobre de mim (c/Edu Lobo), 1976; Pobre menina rica (c/Carlos Lira), 1964; Poema dos olhos da amada (c/Paulo Soledade), 1954; O poeta aprendiz (c/Toquinho), 1971; Porque será? (c/Toquinho e Carlinhos Vergueiro), 1980; Por toda a minha vida (c/Tom Jobim), 1959; O porquinho (c/Toquinho), 1981; A porta (c/Toquinho), 1980; Pour toi, Marie (c/Baden Powell), 1966; Pra que chorar (c/Baden Powell), 1966; Praia branca (c/Tom Jobim), 1958; Precedented (c/Baden Powell), 1972; Pregão da saudade (c/Cláudio Santoro), 1969; Prelúdio ao coração (c/Baden Powell), sd.; A primavera (c/Carlos Lira), 1964; Primeira namorada (c/Carlos Lira), 1961; A pulga, 1980; Quando tu passas por mim (c/Antonio Maria), samba, 1953; Quarta-feira de Cinzas (c/Amauri), sd.; Quarto soneto de meditação, s.d.; Que trouxe essa canção? (c/Baden Powell), 1972; As razões do coração (c/Toquinho), 1975; Regra-três (c/Toquinho), 1972; O relógio (c/Paulo Soledade), 1980; Rosa de Hiroshima (c/João Ricardo), 1975; A rosa desfolhada (c/Toquinho), 1971; Uma rosa em minha mão (c/Toquinho), 1974; Rua das Acácias, 1980; Sabe você (c/Carlos Lira), 1964; Sagarana (c/Marília Medalha), 1972; Samba Belo Horizonte (c/Tom Jobim), s.d.; Samba da bênção (c/Baden Powell), 1966; Samba da rosa (c/Toquinho), 1971; Samba da volta (c/Toquinho), 1974; Samba de Gesse, 1971; Samba de Maria (c/Francis Hime), 1967; Samba de nós dois (c/Baden PoweIl), só.; Samba de Orly (c/Toquinho e Chico Buarque), 1969; Samba de Oxóssi (c/Baden Powell), 1966; Samba do avião (c/Tom Jobim), 1963; Samba do carioca (c/Carlos Lira), sd.; Samba do jato (c/Toquinho), 1974; Samba do Veloso (c/Baden Powell), 1966; Samba em chá-cha-chá (c/Baden PoweIl), 1966; Samba em prelúdio (c/Baden Powell), 1962; Samba fúnebre (c/Pixinguinha), 1972; Samba pra Endrigo (c/Toquinho), 1980; Samba pra Vinícius (c/Chico Buarque e Toquinho), 1977; Samba saravá (c/Baden Powell), 1966; Samba triste (c/Baden Powell), só.; Samblues do dinheiro (c/Edu Lobo), 1976; São demais os perigos desta vida (c/Toquinho), 1972; São Francisco (c/Paulo Soledade), 1956; Saravá (c/Baden Powell), s.d.; Saudade de amar (c/Francis Hime), s.d.; Saudades do Brasil em Portugal (c/Homem Cristo), 1978; Se ela quisesse (c/Toquinho), 1975; Se o amor pudesse (c/Marília Medalha), 1972; Se todos fossem iguais a você (c/Tom Jobim), 1956; Se você disser que sim (c/Moacir Santos), s.d.; Sei lá… a vida tem sempre razão (c/Toquinho), 1971; Seja feliz (c/Baden Powell), 1962; Sem mais adeus (c/Francis Hime), 1963; Sem medo (c/Toquinho), 1974; Sem razão de ser (c/Marília Medalha), 1972; Sem você (c/Tom Jobim), 1959; Sempre a esperar (c/Osvaldo Coghiano), s.d.; Separação, 1975; Serenata do adeus, 1958; Simplesmente (c/Baden Powell), s.d.; Só amor (c/Carlos Lira), s.d.; Só danço samba (c/Tom Jobim), 1962; Só me fez bem (c/Edu Lobo), 1967; Só por amor (c/Baden Powell), 1962; Sob o Trópico de Câncer, s.d.; Soneto a K. Mansfield, sd.; Soneto à Lua, 1980; Soneto da intimidade, s.d.; Soneto da separação (c/Tom Jobim), 1959; Soneto de contrição, 1980; Sonho de amor e paz (c/Baden Powell), 1966; Tá difícil (c/Edu Lobo), 1976; Tarde em Itapoã (c/Toquinho), 1971; Tatamircs (cf/Toquinho), 1972; Telecoteco, 1961; Tem dó (c/Baden Powell), 1966; Tempo da flor (c/Francis Hime), 1967; Tempo de amor (c/Baden Powell), 1966; Tempo de paz (c/Baden Powell), 1966; Tempo feliz (Vê o sol raiar) (c/Baden Powell), 1967; Ternura, sd.; A terra prometida (c/Toquinho), 1971; Testamento (c/Toquinho), 1971; This happy madness (c/Tom Jobim e Ray Gilbert), 1971; Toi, ma blonde (c/Baden Powell e Eduardo Bacri), 1966; Toma meu coração (c/Eduardo Bacri e Baden Powell), 1966; Tomara, 1971; A tonga da mironga do cabuletê (c/Toquinho), 1971; O trabalho e a construção (c/Tom Jobim), 1961; Triste de quem (c/Moacir Santos), s.d.; Triste sertão (c/Toquinho), 1974; Tristeza e solidão (c/Baden Powell), 1965; Tudo na mais santa paz (c/Toquinho), 1974; Um homem chamado Alfredo (c/Toquinho), 1975; Um novo dia (c/Edu Lobo), 1976; Un altro addio (c/Tom Jobim e Sérgio Bardotti), 1991; Valsa da Tunísia, 1975; Valsa de Eurídice, valsa, 1956; Valsa do amor de nos dois (c/Tom Jobim), 1962; Valsa do amor que não vem (c/Baden Powell) 1965; Valsa do bordel (c/Toquinho), 1975; Valsa dueto (c/Carlos Lira), 1964; Valsa para o ausente (c/Marilia Medalha), 1971; Valsa para uma menininha (c/Toquinho), 1972; Valsa sem nome (c/Baden Powell), 1964; Valsinha (c/Chico Buarque), 1971; Veja você (c/Toquinho), s.d.; Velho amigo (c/Baden Powell), 1966; O velho e a flor (c/Toquinho e E. Bacalov), 1971; A vez do Dombe (c/Toquinho), 1971; Vida bela (c/Tom Jobim), 1958; Você e eu (c/Carlos Lira), 1961; Zambi (c/Edu Lobo), 1965.

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