recordando a MPB

História da MPB com biografias, cronologia dos sucessos e músicas cifradas.

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Posts Tagged ‘francisco alves’

Boa noite, amor

Posted by everbc em 04/09/2007

A presença de Francisco Alves no rádio está marcada por esta valsa, prefixo e sufixo de suas audições. Além de gravada por ele duas vezes – em 1936 e 1950 -, a canção tem, na condição de prefixo, outras gravações suas de programas radiofônicos, como o realizado no Largo da Concórdia em São Paulo, em 26.09.52, que foi o último de sua vida.
No dia seguinte, um sábado, um caminhão que trafegava pela Via Dutra, à altura de Pindamonhangaba, chocou-se violentamente com seu automóvel, um Buick azul, tendo o cantor morte instantânea.
Chico, que não gostava de viajar de avião, estava com uma certa pressa de chegar ao Rio, a fim de se apresentar descansado em seu programa na Rádio Nacional, domingo ao meio-dia. (Curioso o horário desse programa, sempre anunciado pomposamente pela locutora Lúcia Helena: “Ao se encontrarem os ponteiros na metade do dia…”).
“Boa Noite Amor” é a mais conhecida composição da dupla José Maria de Abreu e Francisco Matoso, sendo típica de um pianista (Abreu), como se percebe pelo detalhe harmônico nos compassos 13 a 16 (“Se eu souber que o sonho teu / foi o mesmo sonho meu…”) de preparação à idéia principal, que é explorada de três maneiras diferentes. Tem também uma introdução cantada, o recitativo, marcante na obra de José Maria de Abreu e provavelmente herdada da música americana.
Já a letra, de Francisco Matoso, sobre uma despedida apaixonada, não foge ao trivial romântico da época. “Boa Noite Amor” teve uma gravação importante em 1972, que encerra emocionalmente o disco do ano de Elis Regina, em brilhante arranjo de César Camargo Mariano (ao piano), com orquestra de cordas. Embora pouca gente saiba, “Boa Noite Amor” possui uma letra em inglês, de Maria C. Rego, editada pela Vitale (“Good-night sweetheart / my love divine / my dreams belong to you…”).
Boa noite amor (valsa) – 1936 – José M. de Abreu e Francisco Matoso clique para ouvir amostra da música
Gbm——– B7 —–E
Quando a noite descer
Dbm—– Gbm —–B7——— E—- Dbm
Insinuando —–um triste adeus
Gbm ——B7——— E
Olhando nos olhos teus
Gb7———- B——— Gb7—- B7
Hei de, beijando teus dedos, dizer:
———Am —-B7
Boa noite, amor
———–D ——B7
Meu grande amor
——-E —-Db7—- Gbm
Contigo eu sonharei
———Bm —-Ab7 Dbm
E a minha dor esquecerei
————-Gb7
Se eu souber que o sonho teu
—-C7—————— B7
Foi o mesmo sonho meu . . .

———Am—- B7
Boa noite, amor
——-D——- B7
E sonha, enfim,
———E ——-E7 ——-A ——Db7
Pensando sempre em mim,
———-A———– B7
Na carícia de um beijo
———E——— Db7
Que ficou no desejo
——–Am ———-B7 —–E—- C7—- E
Boa noite, meu grande amor !

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Grau Dez

Posted by everbc em 03/09/2007

Apesar do predomínio do samba enredo a partir da década de 1970, há em quase todo baile carnavalesco um momento em que a orquestra toca antigos sucessos, sempre presentes na memória dos foliões. Desse repertório fazem parte obrigatória as marchinhas de exaltação a tipos femininos, como “Grau Dez”, a nota que Ary Barroso e Lamartine Babo deram à morena no carnaval de 35. Eleita nos versos “rainha da cabeça aos pés”, a morena recebe ainda galanteios de vários gringos, como o inglês, o francês e o alemão, que diz “iá corraçon”, uma tirada típica de Lamartine.

Grau Dez (marcha/carnaval) – 1935 – Lamartine Babo e Ary Barrosoclique para ouvir amostra da música

                      D   Ebº   A7                    D        D7
A vitória de ser tua, tua, tua, moreninha prosa
G D7 G
Lá no céu a própria lua, lua, lua não é mais formosa
A7 D
Rainha da cabeça aos pés
E7 A7 D
Morena eu te dou grau 10

Ebº A7 Ebº A7 D
O inglês, diz: "yes, my baby!"
G Gb7 Gb7 Bm
O alemão, diz: "Yá, corraçon!"
G D
O francês, diz: "Bonjour, mon amour!"
A7 A7 D
Trés bien! Trés bien! Trés bien!
Ebº A7 Ebº A7 D
O argentino, ao te ver tão bonita
G Gb7 Gb7 Bm
Toca um tango e só diz: "Milonguita"
G D
O chinês diz que diz, mas não diz
A7 A7 D
Pede bis, pede bis, pede bis!

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Por teu amor

Posted by everbc em 03/09/2007

Por Teu Amor (valsa – 1934) – Francisco Alves e Orestes Barbosaclique para ouvir amostra da música

Ordena, fala, insinua / Diz o que queres de mim
Jardineiro da amargura / Eu tenho um triste jardim
As rosas nascem na mágoa / Só estas posso colher
Banhadas sempre na água / Do pranto do meu viver

Outras mulheres no meu cantar
Pensam que é delas a minha dor
Mas se tu queres manda calar
Tudo o que eu canto por teu amor
Só nesta valsa eu te diria
Como é tão falsa minha alegria
Como é mentira o meu cantar
Quando o teu nome vivo a ocultar

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