recordando a MPB

História da MPB com biografias, cronologia dos sucessos e músicas cifradas.

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Posts Tagged ‘gal costa’

Abel Silva

Posted by everbc em 24/02/2011

O compositor Abel Ferreira da Silva nasceu em Cabo Frio (RJ), em 28 de fevereiro de 1943, mas foi criado no bairro do Catete, para onde se mudou com a família, aos dois anos de idade. Estudou na Faculdade Nacional de Filosofia e Direito, liderando nas décadas de 60 e 70 os movimentos estudantis. Formado em Letras, em 1969, atuou na Escola de Comunicação, tendo sido editor do jornal Opinião e da revista de cultura Anima, ao lado do poeta e amigo Capinam.


Nessa época morou no Solar da Fossa, onde conviveu com Torquato Neto, Caetano Veloso e Gal Costa. Enveredou-se pela poesia e, no auge da repressão militar, em 1971, lançou o romance O Afogado. Em 74 publicou o livro de contos Açougue das Almas e em 79 seu primeiro livro de poesias, intitulado Asas.

Sua carreira de compositor começou por acaso. De sua amizade com Fagner surgiu a primeira parceria, Bodas de Sangue e depois Asa partida. Já como poeta-letrista, Abel marcou presença junto a compositores e intérpretes nordestinos, como João do Vale, Luiz Gonzaga, Dominguinhos, Marinês, Robertinho do Recife e Amelinha.

Entres suas composições mais famosas encontramos: Festa do Interior e Espírito Esportivo (parcerias com Moraes Moreira), Brisa do Mar e Simples Carinho (com João Donato), Quando o amor acontece e Desenho de giz (com João Bosco), Água na boca (com Tunai) e Transparências (com Roberto Menescal).

Sua parceira mais constante foi a compositora Suely Costa, com quem Abel Silva criou obras-primas, como Jura secreta, Alma, O primeiro jornal, entre outras. Os melhores intérpretes de suas canções foram Elis Regina, Simone, Gal Costa, Maria Bethânia, Nara Leão, Fagner, Cauby Peixoto, entre outros. Atualmente é Diretor Administrativo da União Brasileira de Compositores (UBC).

Fonte: Abel Silva – samba & choro

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Doces Bárbaros

Posted by everbc em 28/12/2007

Doces Bárbaros

Doces BárbarosCaetano Veloso nasceu em Santo Amaro, Bahia, em 7 de agosto de 1942 e, ainda pequeno, mudou-se para Salvador e por ali ficou até ingressar na Universidade para concluir os estudos de Arte. Seu primeiro album, entitulado Caetano Veloso, teve um grande repercussão fora do Brasil e em 1968 conseguiu vários prêmios internacionais.

Em 1969 junto com seu amigo Gilberto Gil gravou um disco o qual recebeu o título de Barra 69. Os dois cantores tiveram que se exilar em Londres por causa da ditadura militar no Brasil e partiram para Londres na Inglaterra onde foram influenciados pelos rítmos que soavam pela Europa.

Dessa experiência, novos discos foram lançados com a colaboraçao de vários amigos como Chico Buarque, Gal Costa e sua irmã Maria Bethânia. Com estas duas cantoras e contando ainda com a participação de Gilberto Gil, – expoentes máximos do Tropicalismo (Movimento cultural do fim da década de 60 que, usando deboche, irreverência e improvisação, revoluciona a música popular brasileira) Caetano e os demais resolveram formar o grupo Doces Bárbaros em 1976, no Anhembi (São Paulo).

A turnê do espetáculo durou menos de um mês, já que Gil e o baterista Chiquinho Azevedo foram presos por porte de maconha, em Florianópolis. Pouco depois, o show foi retomado e bateu o recorde de bilheteria do Canecão (RJ), onde permaneceu por dois meses.

Em seguida, foi lançado o álbum Doces Bárbaros Ao Vivo, fortemente influenciado pela contemporânea fusão do jazz-funk, com um toque brasileiro. As letras, poéticas e cheia de paixão são um verdadeiro documento de uma era, escritas com maestria numa atmosfera pesada marcada pela ditadura militar.

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Gal Costa

Posted by everbc em 26/06/2007

Gal Costa

Maria da Graça Costa Pena Burgos, cantora, nasceu em Salvador BA em 26/9/1945. Criada no bairro da Graça, desde cedo se interessou por música. O pai tocava violão, e a família a incentivou a tornar-se cantora. Antes dos 15 anos começou a tocar e cantar, apresentando-se em festas escolares. Era a época da bossa nova, e seu estilo de interpretação recebeu influência de João Gilberto.
Através de Dedé, em 1963 conheceu Caetano Veloso e, no ano seguinte, foi convidada para participar do show Nós, por exemplo, encenado em junho de 1964 no Teatro Vila Velha, que marcou a estréia do grupo dos baianos (ela, ainda com o nome de Maria da Graça, mais Gilberto Gil, Maria Bethânia e Tom Zé). Juntos apresentaram-se em outros shows em Salvador, e em 1965, quando Maria Bethânia gravou seu primeiro LP, participou da faixa Sol negro (Caetano Veloso).
Já em São Paulo SP, no segundo semestre desse ano estreou no palco com Gilberto Gil, Caetano Veloso, Maria Bethânia e Tom Zé, no espetáculo Arena canta Bahia, dirigido por Augusto Boal no T.B.C., de São Paulo. Ainda em 1965, gravou um compacto interpretando Eu vim da Bahia (Gilberto Gil) e Sim, foi você (Caetano Veloso). No ano seguinte, no I FIC, da TV Rio, do Rio de Janeiro RJ, interpretou Minha senhora (Gilberto Gil e Torquato Neto) e, por sugestão de Guilherme Araújo, seu empresário, adotou o nome Gal Costa.
Em 1967, ao lado de Caetano Veloso, gravou o LP Domingo. Em 1968 gravou duas canções de Caetano Veloso no LP Tropicália ou Panis et circensis, Mamãe coragem e Baby, que se tornaram seus primeiros sucessos e marcas do movimento tropicalista. No mesmo ano, firmou-se como cantora junto ao grande público no IV FMPB, da TV Record, de São Paulo, ìnterpretando Divino maravilhoso (Gilberto Gil e Caetano Veloso), que alcançou o terceiro lugar. Seu primeiro LP individual foi lançado no ano seguinte pela Philips, e logo depois a cantora apresentou-se no Teatro de Arena, de São Paulo, em show produzido por Guilherme Araújo. Depois de uma temporada na boate Sucata, do Rio de Janeiro, realizou uma série de espetáculos em várias cidades do país.
Ainda em 1969, gravou na Philips o LP Meu nome é Gal e, no ano seguinte, esteve na Inglaterra. De volta ao Brasil, apresentou-se novamente na boate Sucata, lançando com grande sucesso a canção London, London (Caetano Veloso). Juntamente com o frevo-canção Deixa sangrar(Caetano Veloso), London, London foi destaque no LP Legal, gravado na volta de uma viagem da cantora a Portugal.
Em 1971 obteve êxito com o show Deixa sangrar, de Paulo Lima, Duda e Hélio Oiticica, estreado no Teatro Opinião, no Rio de Janeiro, e, depois, apresentado em São Paulo, no Teatro Vereda, e em outras capitais. Em 1971, quando João Gilberto visitou o Brasil, participou de programa com ele e Caetano Veloso, gravado pela TV Tupi, de São Paulo. O show seguinte, Gal a todo vapor, dirigido por Wally Sailormoon e gravado em álbum duplo pela Philips, lançado em 1972, marcou seu amadurecimento como cantora. Nesse ano, com a volta de Caetano Veloso e Gilberto Gil da Europa, os três participaram de espetáculos no Rio de Janeiro e em São Paulo.
Em 1973 foi a Cannes, França, com Gilberto Gil, apresentando-se no MIDEM. No mesmo ano, realizou o show Índia, estreado no TUCA, de São Paulo, e gravou o LP de mesmo nome. Em 1976 reencontrou Caetano, Gil e Bethânia no show e disco Doces bárbaros. Nesse ano, gravou canções de Dorival Caymmi no LP Gal canta Caymmi. Ainda na década de 1970, lançou pela Polygram Caras e bocas (1977), Água viva (1978), Gal tropical (1979) e Meu nome é Gal (1979).
Na década de 1980 consagrou-se como uma das maiores intérpretes da música brasileira, prosseguindo a carreira internacional. Entre os discos desse período destacam-se: Aquarela do Brasil (1980), Gal Costa (1981), que incluiu um dos maiores sucessos de sua carreira, Festa do interior (Morais Moreira e Abel Silva), Baby Gal (1983), Bem bom (1985).
O início dos anos de 1990, ampliou seu repertório com o disco e show Plural (BMG, 1990), que incluiu composições de Carlinhos Brown, Jorge Ben Jor e Cole Porter, além de clássicos como Noel Rosa. Em 1994 apresentou-se no polêmico espetáculo O sorriso do gato de Alice, dirigido por Gerald Thomas, que recebeu os prêmios Sharp e APCA do ano. Em 1995, lançou Mina d’água do meu canto, com oito músicas de Chico Buarque e oito de Caetano Veloso, além de uma parceria dos dois homenageando Tom Jobim. Foi lançado em 1996 o CD duplo Doces bárbaros.
Em 1997 comemorou 30 anos de carreira com o lançamento do CD e vídeo Acústico MTV (BMG), gravado em julho do mesmo ano no Memorial da América Latina, em São Paulo. Entre os pontos altos do espetáculo, estão os encontros com convidados como Luís Melodia (Pérola negra), Herbert Víana(Lanterna dos afogados) e as novas interpretações para Camisa amarela(Ary Barroso), Sua estupidez (Erasmo e Roberto Carlos) e Vapor barato (Jards Macalé). Em janeiro de 1998 a Polygram lançou a caixa-antologia 30 anos de barato, com 3 CDs incluindo gravações do período 1967-1983.
Algumas músicas

Acontece, Aquarela do Brasil, Arrastão, Assum preto, Até quem sabe, Atrás da porta, Baby, Bôto, Camisa amarela, Canto triste, Carolina, Como dois e dois, Coração vagabundo, Corcovado, Deixa sangrar, Dindi, É luxo só, Espinha de bacalhau, Eu te amo, Faceira, Falsa Baiana, Festa de rua, Flor de maracujá, Flor do cerrado, Folhetim, Força estranha, Inquietação, Já era tempo, Joana Francesa, João Valentão, Jogada pelo mundo, London, London, Modinha para Gabriela, Mucuripe, Na Baixa do Sapateiro, Na batucada da vida, Nada será como antes, Nem eu, Nova estação, O cantador, O ciúme, O que tinha de ser, Os argonautas, Paula e Bebeto, Pérola negra, Pra dizer adeus, Retrato em branco e preto, São Salvador, Sua estupidez, Tatuagem, Trem das onze, Vaca profana, Vapor barato, Você não entende nada, Volta.

Veja também:

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