recordando a MPB

História da MPB com biografias, cronologia dos sucessos e músicas cifradas.

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Posts Tagged ‘joubert’

Os Garridos

Posted by everbc em 28/12/2007

Os Garridos – Dupla formada pelos atores de teatro de revista Alda Palm Garrido (São Paulo SP 1896 – Rio de Janeiro RJ 1970) e seu marido, Américo Garrido, fazendo duetos até 1920, em São Paulo.

Mudam-se para o Rio de Janeiro e organizam uma companhia para o Teatro América, estreando com Luar de Paquetá, de Freire Júnior, 1924, que permanece seis meses em cartaz com sucesso.

A dupla recebe convite para trabalhar com o empresário Pascoal Segreto, e na sua companhia atuam, entre outras, em Ilha dos amores, Quem paga é o Coronel, ambas de Freire Júnior, Francesinha do Bataclan, de Gastão Tojeiro, todas em 1926.

A temporada projeta Alda Garrido, que é contratada pelo empresário de teatro de revista Manoel Pinto, pai de Walter Pinto, para atuar na Companhia Nacional de Revistas, no Teatro Recreio.

O sucesso que a atriz obtém no gênero a faz manter desde então uma dupla atuação profissional – de um lado as comédias de costume que monta em sua própria companhia com produção do marido, de outro, os contratos com os empresários do teatro de revista.

Mas aos poucos os espetáculos de sua companhia acabam se rendendo ao sucesso do teatro musicado, como em Brasil pandeiro, 1941, com texto de seu autor favorito, Freire Júnior, em parceria com Luiz Peixoto, uma dupla das mais requisitadas no gênero revisteiro.

Em 1939, o empresário Walter Pinto faz com que, no espetáculo Tem marmelada, de Carlos Bittencourt e Cardoso de Meneses, Garrido e Araci Cortes dividam o palco pela primeira e última vez, no Teatro Recreio.

Entre as revistas de maior sucesso de sua carreira estão Maria Gasogênio – sátira à falta de gasolina nos anos da Segunda Guerra – e Da Favela ao Catete, de Freire Júnior e Joubert de Carvalho, 1935.

Fonte: Enciclopédia Itaú Cultural – Teatro – Alda Garrido

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Pierrot

Posted by everbc em 13/08/2007

O teatrólogo Pascoal Carlos Magno procurava uma canção inédita para a abertura de sua peça “Pierrô”, prestes a estrear. Além de romântica, a canção deveria explorar o timbre agudo de Jorge Fernandes, o cantor escolhido para interpretá-la. Todos esses requisitos seriam preenchidos por Joubert de Carvalho, que compôs a tempo, sobre uma letra de Pascoal, a dramática canção “Pierrô” ( “Arranca a máscara da face, Pierrô / para sorrir do amor / que passou…”), sucesso no palco e no disco.
Pierrot (valsa-canção) – 1932—-clique para ouvir amostra da música
– Joubert de Carvalho e Paschoal Carlos Magno

(Em)————————– Am
Há sempre um vulto de mulher
——Em——————– B7——- E
Sorrindo / Em desprezo à nossa mágoa
——————– Gbm—- B7
Que nos enche os olhos d’água

(E)——– E———————— B7
Pierrot, Pierrot ! … / Teu destino tão lindo
—————————–Gbm
É sofrer, é chorar toda a vida
—————-B7———— B7/5——— B
Por amor, do amor, de alguém … de alguém
——–E7—————– A——- Db°
Arranca a máscara da face, Pierrot,
————E ——-B7—- E—– Em
Para sorrir do amor / Que passou

—————————-Am——- Em———– B7—– E
Deixar de amar não deixarei / Porque o amor feito saudade
————— GbmB7—– (E)——- E
É a maior felicidade /——- Pierrot, Pierrot ! ….

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Maringá

Posted by everbc em 13/08/2007

É comum no mundo inteiro cidades emprestarem seus nomes a canções. Difícil é uma canção inspirar o nome de uma cidade, como foi o caso de “Maringá”. O fato ocorreu em 1947, quando Elizabeth Thomas, esposa do presidente da Companhia de Melhoramentos do Norte do Paraná, sugeriu que a composição desse nome a uma cidade recém-construída pela empresa, e que em breve se tornaria uma das mais prósperas do estado.

O curioso é que a canção jamais teria existido se seu autor Joubert de Carvalho (foto ao lado) não fosse, quinze anos antes, um freqüentador assíduo do gabinete do então ministro da viação, José Américo de Almeida.

Joubert, formado em medicina, pleiteava uma nomeação para o serviço público. Numa dessas visitas, aconselhado pelo oficial de gabinete Rui Carneiro, o compositor resolveu agradar o ministro, que era paraibano, escrevendo uma canção sobre o flagelo da seca que na ocasião assolava o Nordeste.

Surgia assim a toada “Maringá”, uma obra-prima que conta a tragédia de uma bela cabocla, obrigada a deixar sua terra numa leva de retirantes. Em tempo: alguns meses após o lançamento vitorioso de “Maringá”, Joubert de Carvalho foi nomeado para o cargo de médico do Instituto dos Marítimos, onde fez carreira chegando a diretor do hospital da classe.

Maringá (toada, 1932) – Joubert de Carvalhoclique para ouvir amostra da música

Tom: A
A Dm
Foi numa leva que a cabocla Maringá
G7 C
Ficou sendo a retirante que mais dava o que falar
E7 Am
E junto dela veio alguém que suplicou
F Dm E7 A
Pra que nunca se esquecesse de um caboclo que ficou

E7 A
Maringá, Maringá
A7+ Bb0
Depois que tu partiste tudo aqui ficou tão triste
Bm
Que eu garrei a imaginar
E7
Maringá, Maringá

Para haver felicidade é preciso que a saudade
A
Vá bater noutro lugar
G7 Gb7
Maringá, Maringá
Bm B7 E7
Volta aqui pro meu sertão pra de novo o coração
A
De um caboclo a sossegar

Dm
Antigamente uma alegria sem igual
G7 C
Dominava aquela gente na cidade de Pombal
E7 Am
Mas veio a seca, tudo a chuva foi-se embora
F Dm
Só restando então as águas
E7 A
Dos meus óio quando chora
E7 A
Maringá, Maringá
Recebi hoje, dia 3 de fevereiro, um e-mail comentando o artigo acima que coloquei faz alguns anos no site de músicas antigas da MPB “cifrantiga” e que reproduzo abaixo:

“O seu artigo sobre a ligação entre a música e a cidade de Maringá-PR., está muito próximo do correto. Realmente, José Américo (Ministro da Viação e Obras), tinha como chefe de gabinete o senhor Ruy Carneiro , que mais tarde viria a governador e senador do seu Estado (a Paraíba).
Joubert de Carvalho gostava da boemia e naquele ambiente veio a conhecer e se tornar amigo do senhor Alcides Carneiro(irmão de Ruy Carneiro e também funcionário do Ministério da Viação e Obras), que solteiro e apaixonado por uma namorada chamada Maria, residente na cidade do Ingá(60 km de João Pessoa – PB), compôs a música “Maringá”, narrando o flagelo da seca no nordeste, principalmente na cidade de Pombal, localizada na alto sertão paraibano.
Gostaria de cumprimentá-lo pela narrativa, eis que mesmo na cidade de Maringá, poucas pessoas conhecem a origem do nome da cidade.”

Silvano Almeida – Londrina-PR (um grande abraço pra ti Silvano!)

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