recordando a MPB

História da MPB com biografias, cronologia dos sucessos e músicas cifradas.

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Archive for the ‘escola de samba’ Category

Noca da Portela

Posted by everbc em 29/01/2009

Noca da Portela (Osvaldo Alves Pereira), compositor, instrumentista e cantor, nasceu no Rio de Janeiro RJ em 12/12/1932. Filho do professor de violão Ernesto Domingos de Araújo, já aos 14 anos compôs o samba-enredo Independência ou morte, para a extinta escola de samba Unidos do Catete, onde permaneceu por três anos.

Em 1958, atuou como compositor e cantor no Trio Tropical, com o qual viajou por Minas Gerais, Pernambuco e Bahia. Nessa época, ingressou na escola de samba Paraíso do Tuiuti, onde compôs diversos sambas-enredo vencedores em concursos da escola, entre os quais Apoteose da Academia Militar de Agulhas Negras, Os imortais da MPB, gravado por ele mesmo na RCA Victor, Rio, Carnaval e batucada e Vida e obra de Cecília Meireles (com Poliba), gravado por Jamelão, na Continental.

Mais tarde, conheceu Paulinho da Viola, em uma festa na igreja da Penha, recebendo dele convite para atuar como violonista no show Carnaval para principiantes, no Teatro Opinião, do Rio de Janeiro. Em 1967, Paulinho da Viola levou-o para o G.R.E.S. da Portela, ingressando na sua ala dos compositores e no Trio ABC, com Colombo e Picolino, também da escola, apresentando-se em festivais e shows.

O trio inscreveu duas composições no II Concurso de Música de Carnaval, em 1968: Portela querida, defendida por Elza Soares, que a gravou na Odeon, e É bom assim, cantada por Gasolina. Classificou-se em primeiro lugar no Concurso de Carnaval do Teatro Municipal, do Rio de Janeiro, em 1969, com Chorei, sofri, penei (com Picolino).

Entre suas composições gravadas em 1974 e 1975 com sucesso estão Isto tem que acabar (com Mauro Duarte), gravada por Ataulfo Alves Júnior pela RCA Victor; Capital do samba, lançada em disco RCA Victor por Eliana Pittman; Condição (com Barbosa da Silva), lançada pela Fontana na interpretação do MPB-4; e A queda (com Délcio Carvalho), gravada por Sonia Lemos, pela Continental.

Já foi feirante, sendo depois produtor e diretor musical da gravadora RCA Victor, tendo também estudado violão e teoria na Ordem dos Músicos, do Rio de Janeiro.

Em 1971, compôs Festa no arraiá, em parceria com Jackson do Pandeiro. Ganhou em 1976 o primeiro samba-enredo na Portela, O homem do Tacoval (com Colombo e Edir). Em 1978, compôs com Martinho da Vila Nem a lua; e com Nelson Gonçalves, Aos pés do altar. Venceu novamente a disputa do samba da escola em 1985, com Recordar é viver (com Edir, Jorge Careca e Poli).

No ano seguinte, Alcione gravou Vendaval da vida (com Délcio Carvalho). Voltou a ganhar a disputa do samba-enredo da Portela em 1995, com Gosto que me enrosco (com Colombo e Gelson). No mesmo ano, Maria Bethânia gravou Ilumina.

Apresentou-se em 1997 na Casa de Noca, casa noturna carioca do Baixo Gávea. Nesse ano, teve duas músicas gravadas por Luís Carlos da Vila e uma por Paulinho da Viola: Peregrino (com Toninho Nascimento). Ainda em 1997 comemorou 65 anos de idade e 50 de carreira na Casa de Noca, Baixo Gávea, Rio de Janeiro, com a presença de amigos como Nelson Sargento, Zé Keti, Délcio Carvalho, Guilherme de Brito e outros.

Na ocasião declarou que tem mais de 300 músicas gravadas por quase todos os artistas brasileiros, cantou sucessos como Celular e sambas inéditos. Foi um dos autores do samba de 1998 da Portela, Os olhos da noite (com Colombo, J. Rocha e Darcy Maravilha).

Obras

A alegria continua (c/Mauro Duarte Oliveira), 1974; Gosto que me enrosco (c/Colombo e Gelson), samba-enredo, 1995; O homem do Tacoval (c/Colombo e Edir), samba-enredo, 1976; Portela querida (c/Picolino e Colombo), samba, 1968; Recordar é viver (c/Edir, J. Rocha e Poli), samba-enredo, 1985; Tudo é diferente (c/Colombo e Edir Gomes), samba, 1972.

Fonte: Enciclopédia da Música Popular – Art Editora e PubliFolha.

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Babaú

Posted by everbc em 29/01/2009

Babaú (Waldemiro José da Rocha), compositor, nasceu no Rio de Janeiro RJ em 23/1/1914 e faleceu na mesma cidade em 02/07/1993. Nascido no Buraco Quente, no morro da Mangueira, viu a fundação da Escola de Samba Estação Primeira de Mangueira quando ainda era menino.

Em 1928 fez parte do Bloco dos Arengueiros e, em 1930, começou a aprender cavaquinho e a fazer samba, observando os mestres Cartola, Aluísio do Violão, Nelson Cavaquinho e Carlos Cachaça. Participou da fundação da Escola de Samba Unidos do Tuiuti, compondo o primeiro samba-enredo da escola, As riquezas do Brasil.

Em 1937, Araci de Almeida gravou um de seus sambas mais conhecidos, Tenha pena de mim (com Ciro de Sousa), que seria regravado por vários intérpretes. São também da década de 1930 os sambas Eu vou pra roça (com Chiquinho Tuiuti) e Sofro demais.

Em 1940, Araci de Almeida gravou o samba Eu dei; por essa época compôs com João Taú Silva Encontro saudoso e Ela me abandonou, gravadas por Gilberto Alves. Em 1945 participou da fundação da Unidos do Cabuçu, integrando a ala de compositores da escola. Foi também um dos fundadores da Unidos do Outeiro, para a qual compôs o primeiro samba-enredo, Brasil gigante, em 1946. Em 1966 compôs, com Bira Sargento, Não me abandone.

Afastado por algum tempo das atividades artísticas, voltou aos palcos em 1972 para cantar no Teatro Opinião, de São Paulo SP. Três de seus sambas de partido-alto foram então gravados: Pedra 90, por Jorginho do Império, em 1972; Brincadeira tem hora, por ele próprio; e Por que você não foi, em 1974, por Xangô. Ainda em 1972, concorreu pela Unidos de Jacarepaguá com o samba Sete portas da Bahia.

Na década de 1980, conheceu Eraldo de Carvalho na Rádio Roquete Pinto e formou com ele parceria responsável por O galo canta, Flores e mulheres e Mostra o pau. Em 1990 gravou os sambas Quem fala mais alto e Chinelo velho, no disco Raízes brasileiras.

Já cego pelo glaucoma, fundou em 1993 a Unidos de Vila Valqueire. Em 1994, com o patrocínio da Secretaria de Estado da Cultura, do Rio de Janeiro, foi lançado o livro Tempos de outrora, vida e obra de Babaú da Mangueira, de autoria de Andréia Ribeiro Alves.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira – Art Editora e PibliFolha.

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Monarco

Posted by everbc em 13/12/2007

Monarco (Hildemar Diniz), compositor e cantor, nasceu no Rio de Janeiro (RJ) em 17/8/1933. Criado no subúrbio de Osvaldo Cruz, onde o pai trabalhava como marceneiro, estudou apenas até o terceiro ano primário. Quando criança conheceu Paulo da Portela e, desde cedo, freqüentou rodas de sambistas, compondo aos 11 anos seus primeiros sambas para os blocos do subúrbio.
Sua primeira música gravada foi Vida de rainha (com Alvaiade), por Risadinha. A segunda música foi O lenço (com Chico Santana), na gravadora Sinter. Integrante da ala dos compositores do G.R.E.S. da Portela desde 1950, tem composições gravadas por Paulinho da Viola (O lenço e Passado de glória), Clara Nunes (Vai amor, com Walter Rosa), Martinho da Vila (Tudo menos amor, com Walter Rosa), Roberto Ribeiro (Proposta amorosa) e Beth Carvalho (Fim de sofrimento), entre outros.
Toca cavaquinho e instrumentos de percussão. Como integrante da Velha Guarda da Portela, apresentou-se em shows no Teatro Opinião, do Rio de Janeiro, e no teatro da Escola de Administração de Empresas da Fundação Getúlio Vargas, em São Paulo SP.
Mesmo sendo o mais jovem integrante da Velha Guarda da Portela, depois da morte de Manacéia foi escolhido para ser o chefe do grupo. Desempenha as funções de diretor de harmonia da escola de samba da Portela. Após a morte de seus parceiros da Velha Guarda (Alcides, Chico Santana, Manacéia), seus parceiros mais constantes são Ratinho (Alcino Correia) e seu filho, Mauro Diniz.
Gravou seu primeiro LP como cantor em 1974, na Continental. O segundo LP, em 1980, foi gravado na Eldorado: Monarco com participação da Velha Guarda da Portela, reeditado em CD pela mesma gravadora. Em 1991 seu primeiro CD — Monarco, a voz do samba, produzido por Henrique Cazes — foi lançado no Japão.
Em 1994-1995 foi lançado no Brasil, pela Kuarup, o CD A voz do samba, no qual saudava portelenses históricos, destacando- se o samba-enredo que compôs para a escola Unidos do Jacarezinho, em homenagem a Geraldo Pereira. Esse disco lhe rendeu um prêmio Sharp de melhor cantor na categoria samba. No mesmo ano, apresentou-se em São Paulo, no bar Vou Vivendo.
Outras composições de destaque são Amor de malandro (com Alcides Lopes), Coração em desalinho (com Zeca Pagodinho), Falsa alegria (com Ratinho), 1995, Vou procurar esquecer (com Ratinho), 1996, Presença incerta (com Ratinho), 1997.
Obras: Falsa alegria (c/Ratinho), 1995; O lenço (c/Chico Santana), 1970; Passado de glória, samba, 1970; Presença incerta (c/Ratinho), 1997; Tudo menos amor (c/Walter Rosa), 1974; Vai amor (c/Walter Rosa), 1975; Vou procurar esquecer (c/Ratinho), 1996.
Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira – Art Editora e PubliFolha.

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