recordando a MPB

História da MPB com biografias, cronologia dos sucessos e músicas cifradas.

  • Postagens

    maio 2017
    S T Q Q S S D
    « maio    
    1234567
    891011121314
    15161718192021
    22232425262728
    293031  
  • Categorias

  • Arquivos

  • Cifrantiga Fotos

    Carmélia Alves, a Rainha do Baião

    Adelaide Chiozzo provoca desastres ...

    Ângela Maria, a Revelação de 1952

    Zé da Conceição

    Minha palhoça

    Juracy

    Gago apaixonado

    Faustina

    Conversa de botequim

    Sobre as músicas que não tocam mais ...

    Mais fotos

Archive for the ‘herivelto martins’ Category

>Pery Ribeiro

Posted by everbc em 14/02/2007

>Pery Ribeiro

Pery Ribeiro (Peri de Oliveira Martins), cantor e compositor, nasceu no Rio de Janeiro RJ em 27/10/1937. Filho do compositor Herivelto Martins e da cantora Dalva de Oliveira, sua inclinação musical manifestou-se cedo.

Aos três anos de idade, gravava canções e vozes para as personagens dos filmes de Walt Disney (Bambi, Coelho Tambor e Anão Feliz, da Branca de Neve), traduzidos por João de Barro. Aos quatro anos apresentou-se no Teatro Municipal, do Rio de Janeiro. Em 1944 participou do filme Berlim na batucada, de Luís de Barros.

Em 1959 trabalhava como cameraman na TV Tupi, do Rio de Janeiro, quando Jaci Campos o apresentou cantando; ouvido por Paulo Gracindo, foi convidado a tomar parte no seu programa da Rádio Nacional. Essas apresentações chamaram a atenção de César da Alencar, que o tomou como afilhado, batizando-o Pery Ribeiro.

Em 1960 compôs sua primeira música, Não devo insistir (com Dora Lopes), gravada no mesmo ano por Dalva de Oliveira, na Odeon. Ainda em 1960 gravou seu primeiro disco, um compacto duplo na gravadora Iracema, com quatro musicas que incluíam Sofri você (Ricardo Galeno e Paulo Tito).

Sua primeira gravação em 78 rpm foi Manhã de Carnaval (Luiz Bonfá e Antônio Maria) e Samba do Orfeu (Luiz Bonfá e Antônio Maria), pela Odeon, no ano seguinte. Em 1961, também pela Odeon, gravou vários discos em 78 rpm, o Lamento da lavadeira (Monsueto, Nilo Chagas e João Violão), O barquinho (Ronaldo Bôscoli e Roberto Menescal) e Inteirinha (Luís Vieira).

Seu primeiro LP foi Pery Ribeiro e seu mundo de canções românticas, na Odeon, em 1962, acompanhado por Luiz Bonfá ao violão. Em 1963 compôs, com Geraldo Cunha, Moça de azul e Bossa na praia, gravadas por ele na Odeon. Ainda nesse ano lançou Garota de Ipanema (Tom Jobim e Vinícius de Moraes), sendo esta a primeira gravação da música, e seu maior sucesso.

Dois anos mais tarde, formou, com Leni Andrade e o conjunto Bossa Três, o grupo Gemini 5, apresentando-se na boate Porão 73 e no Teatro Princesa Isabel, no Rio de Janeiro. Do sucesso do grupo surgiu o convite para se apresentarem na boate El Señorial, na Cidade do México, México, onde estiveram por seis meses. Em seguida, formou novo grupo, desta vez com musicos mexicanos, apresentando-se na Cidade do México e Acapulco.

Em 1966 foi para os EUA, onde mais tarde formou com Sérgio Mendes o conjunto Bossa Rio, composto por Ronnie (Ronald Mesquita), Osmar Milito, Otávio Bailly Júnior, Manfredo Fest, Gracinha Leporace, Sergio Mendes e ele próprio. O conjunto excursionou por várias cidades norte-americanas, apresentando-se em shows, boates e universidades.

Em 1971, de volta ao Rio de Janeiro, participou do show Fica combinado assim, com Pedrinho Mattar e Agildo Ribeiro. Desde então tem trabalhado em shows, boates e apresentações em televisão. Em 1973 compôs, com Herivelto Martins, e gravou, na Odeon, Livre meu pai. No ano seguinte voltou ao México, apresentando-se em Acapulco ao lado de Eliana Pittman e Herivelto Martins.

Em 1975 gravou o LP Herança, na Odeon, homenageando Dalva de Oliveira, Herivelto Martins e Elisete Cardoso. Em 1997 lançou o CD A vida é só pra cantar (e dançar) e participou de um disco em tributo a Dalva de Oliveira, cantando inclusive duas canções em dueto com a mãe, graças à técnica especial usada.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira – Art Editora.

Posted in bossa nova, cantor, compositor, dalva de oliveira, herivelto martins, peri ribeiro, pery ribeiro | Leave a Comment »

>Trio de Ouro

Posted by everbc em 03/12/2006

>

O conjunto vocal Trio de Ouro originou-se da Dupla Preto e Branco, formada em 1934 por Herivelto Martins e Francisco Sena (? – Rio de Janeiro RJ 1935), depois substituído por Nilo Chagas (Barra do Piraí RJ 1917 – Rio de Janeiro RJ 1973).
Em 1936 conheceram a cantora Dalva de Oliveira, quando ensaiavam para se apresentar no Cine Pátria, em São Cristóvão. Passaram, então, a se apresentar como Dupla Preto e Branco com a cantora Dalva de Oliveira, embora mantendo o nome da dupla.
Depois foram batizados por César Ladeira de Trio de Ouro, que lançou, em 1937, o primeiro sucesso, com o batuque Itaquari e a marchinha Ceci e Peri (ambas de Príncipe Pretinho), gravadas na Victor. Nesse ano, contratado pela Radio Mayrink Veiga, o trio atuou no programa de César Ladeira.
Em 1938, cantou na Rádio Tupi, do Rio de Janeiro. Nesse mesmo ano, casavam-se Dalva e Herivelto. Em 1940, o conjunto transferiu se para a Rádio Clube do Brasil, atingindo nessa década o auge do sucesso, com o lançamento de músicas como Ave Maria do morro (Herivelto Martins), em 1942, na Odeon, e Praça Onze (Herivelto Marfins e Grande Otelo), gravada para o Carnaval de 1942, na Columbia, com o cantor Castro Barbosa.
Em 1950, com o desquite do casal, o trio se desfez. Herivelto refez o trio com a cantora Noemi Cavalcanti (Cachoeiro de Itapemirim ES 1926 ), mas no ano de 1952 Noemi e Nilo Chagas passaram a atuar em dupla. Nesse ano, o Trio de Ouro reapareceu com nova formação: Herivelto, Raul Sampaio (Raul Coco, Cachoeiro de Itapemirim 1928—) e Lourdinha Bittencourt (Lourdes Bittencourt, Campinas SP 1928—Rio de Janeiro RJ 1979).
Sua estréia foi marcada pela regravação de antigo sucesso, Ave Maria no morro, na Victor. Assinou contrato com a Rádio Nacional, do Rio de Janeiro, onde permaneceu por dois anos. Excursionou pelo Norte do país, Minas Gerais e São Paulo. Fez temporadas na Argentina, Chile, Uruguai e Peru.
O trio atuou também, por longo tempo, como atração da Rádio Clube de Pernambuco e lançou, na Victor, musicas carnavalescas, como os sambas Noite enluarada (Herivelto Martins e Heitor dos Prazeres) e Sereno (Herivelto Martins e Nelson Gonçalves), gravado na Victor, em 1952, ao lado do cantor Nelson Gonçalves.
Gravou ainda a guarânia Índia (J. A. Flores e M. O Guerrero, versão de José Fortuna); o baião Caboclo abandonado (Herivelto Martins e Benedito Lacerda), a catira História cabocla (Herivelto Martins e Jose Messias), a rancheira Festa no Sul (Raul Sampaio e Rubens Silva), Negro telefone (Herivelto Martins e David Nasser), todos na Victor, em 1953; Saudades de Mangueira (Nelson Trigueiro e Bartolomeu Silva), Me deixa em paz (Jovelino Marques), ambas na Victor, para o Carnaval de 1954, e Boca fechada (Lupicínio Rodrigues), também na Victor em 1954.
Em 1957 o trio foi novamente dissolvido, por problemas de saúde da cantora.
CD Trio de Ouro, 1994, Revivendo RVCD 054.

Posted in dalva de oliveira, francisco sena, herivelto martins, trio de ouro | Leave a Comment »

>Dupla Preto e Branco

Posted by everbc em 14/09/2006

>

Francisco Sena e Herivelto

Dupla Preto e Branco – Dupla vocal formada por Herivelto Martins e Francisco Sena seu colega no Conjunto Tupy . Inicialmente ensaiaram a música Preto e Branco, e em 1933 fizeram uma apresentação no Cine Odeon chamando a atenção de todos, sendo contratados logo em seguida pelo diretor do cinema, que escolheu o nome para a dupla: A Dupla Preto e Branco.

Em 1934, a dupla gravou o primeiro disco, pela Odeon interpretando os sambas Quatro horas e Preto e branco, de Herivelto Martins e Francisco Sena, com acompanhamento de Bonfiglio de Oliveira e sua embaixada. No mesmo ano, a dupla gravou a marcha Vamos soltar balão, de Herivelto Martins e Francisco Sena, e o samba Como é belo, de Gastão Viana e Pereira Filho, que também contou com acompanhamento de Bonfíglio de Oliveira e sua embaixada.

Apesar das gravações e apresentações solo a dupla continuou atuando no Conjunto Tupy, em locais como o circo Dudu, na Praça da Bandeira, Rio de Janeiro. Em 1935, a dupla gravou as marchas Bronzeada, de Moisés Friedman e Pedro Paraguassu, e Passado, presente, futuro, de Herivelto Martins e Francisco Sena com acompanhamento da Orquestra Odeon.

Ainda em 1935, a dupla gravou na Columbia as marchas Um pouquinho só e Bela morena, ambas de Príncipe Pretinho, com acompanhamento da Orquestra Columbia, naquele que seria o último disco com a participação de Francisco Sena, que faleceria no mesmo ano, o que acarretou no fim da dupla.

Fonte: Revivendo Músicas – Biografias.

Posted in dupla preto e branco, francisco sena, herivelto martins | Leave a Comment »