recordando a MPB

História da MPB com biografias, cronologia dos sucessos e músicas cifradas.

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Nat King Cole

Posted by everbc em 13/04/2010

Nat King Cole, nome artístico de Nathaniel Adams Cole (Montgomery, 17 de março de 1919 — Santa Mônica, 15 de fevereiro de 1965) foi o primeiro vocalista negro a ter um programa na televisão norte-americana. Nessa época (1956), o movimento pelos direitos civis não estava suficientemente mobilizado para influenciar a opinião pública do país na luta contra a segregação. Sua presença no vídeo comandando um show artístico representava importante passo no combate ao odioso preconceito racial.

No início dos anos cinqüenta os negros ainda eram impedidos de freqüentar escolas, restaurantes, teatros e hotéis utilizados por brancos, principalmente no sul do país. Por dois anos Cole liderou um programa semanal de grande audiência na rede NBC, transmitido de Los Angeles para todo o país, tendo de investir seus próprios recursos econômicos, por absoluta falta de patrocinadores. Inúmeros artistas negros e brancos, amigos de Nat, contribuíram financeiramente, entre eles, Sammy Davis Jr., Stan Kenton, Peggy Lee, Ella Fitzgerald e Johnny Mercer, além de não cobrarem por suas participações.

A exemplo de outros vocalistas negros, Cole começou cantando no coro da igreja batista onde seu pai era pastor, em Montgomery no Alabama. Aos quatro anos de idade muda-se com a família para Chicago – Illinois; seu pai fora transferido para uma paróquia da cidade. A partir dos cinco anos orientado por sua mãe que era pianista, aprende a tocar piano e órgão. Aos doze inicia estudos formais de música clássica e se envolve com o jazz estimulado por seu irmão mais velho, Eddie.

No início dos anos trinta, ouvir jazz em Chicago não era tarefa difícil. Lá estava o pai dos pianistas modernos Earl “Fatha” Hines que exerceria grande influência em sua formação musical. No limiar de 1936, depois de participar do trio formado por seus irmãos e de trabalhar, como pianista em clubes noturnos da cidade, é contratado pela revista musical “Suffle Along”, percorrendo todo o país. Durante a “tournée” conhece uma das dançarinas da revista, Nadine Robinson, apaixonando-se por ela e casando-se em seguida. Anos mais tarde Cole casar-se-ia, pela segunda fez, com a vocalista da Big Band de Duke Ellington, Maria Ellington que não era parente de Duke. A revista chega a Los Angeles, um ano depois, em estado pré-falimentar. Desempregado, Cole decide fixar-se na cidade onde ganha a vida tocando seu piano em restaurantes e clubes noturnos.

As coisas começam a mudar ao conhecer os músicos Oscar Moore e Wesley Prince, convencendo-os a formarem um trio de jazz inovador com piano, guitarra e contra-baixo, iniciando as apresentações sob contrato no clube “Swanee Inn” de Hollywood, tocando um repertório de jazz e blues. Em poucos meses recebem propostas para apresentações em locais cada vez mais sofisticados. No ano seguinte (1939) gravam com a denominação de “King Cole Swingsters”, acompanhando a cantora Bonnie Lake. Mais um ano de atividade e o trio é batizado, definitivamente, como “King Cole Trio”, assinando contrato com o selo DECCA (hoje MCA), onde grava sua primeira faixa “Sweet Lorraine” com vocal de Cole. Em 1942, o prestígio do trio se consolida definitivamente e muda de gravadora, passando para a Capitol, selo no qual Cole permanece pelo resto de sua carreira.

Nos sete anos seguintes, as atividades de Cole se concentraram exclusivamente no trio, até que, por volta de 1946, faz sua primeira experiência cantando acompanhado por uma secção de cordas, ao gravar a composição de Mel Tormé “Christmas Song” no lado A e “For Sentimental Reasons” no lado B. Esse disco de 78 rotações alcançou a surpreendente marca de um milhão de cópias vendidas. A partir daí, a carreira como cantor solista começa a se delinear, abandonando a faceta de pianista de jazz, assumindo a de cantor. Cole emerge como grande intérprete – uma voz suave, quente e melodiosa, apoiado por arranjadores e maestros como Nelson Riddle, Gordon Jenkins, Ralph Carmichael, Pete Rúgolo e Billy May.

A confirmação absoluta de seu talento veio em 1950, quando acompanhado pela orquestra de Les Baxter e arranjos de Nelson Riddle, grava “Mona Lisa” (oito semanas consecutivas como a mais vendida), somando-se aos temas; “Too Young”, “Because” You´re Mine”, “Unforgettable”, “Pretend”, “When I Fall In Love” e “Stardust”. Seguem-se retumbantes sucessos; “Walkin´My Baby, Back Home”, “Ballerina”, “Hajji Baba”, “Nature Boy”, “Blue Gardenia” e “Again”.

Cole participou de várias películas produzidas em Hollywood, entre as quais destacamos, “Saint Louis Blues” de 1958 e “Cat Ballou” de 1965, ao lado de Lee Marvin e Jane Fonda.

Em 1959. Cole veio ao Brasil, apresentando-se na Televisão Record Canal 7 de São Paulo, recebendo verdadeira consagração de seus admiradores. Durante sua permanência em São Paulo, esteve acompanhado pelo homem de rádio, televisão e disco Roberto Corte Real que serviu de intérprete e cicerone em seus deslocamentos pela cidade. Segundo depoimento que o saudoso amigo Roberto me fez, Cole ficou tão agradecido pela atenção recebida que, jamais esqueceu de enviar-lhe um afetuoso cartão de boas festas por ocasião do Natal.

Em 1991, a filha Natalie gravou o tema “Unforgettable”, cantando em dueto, uma mixagem tecnicamente perfeita a partir da gravação original feita por Nat no início dos anos 50.

Nat “King” Cole, a grande voz surgida após a segunda guerra mundial, nos legou respeitável acervo de belas gravações realizadas para o selo Capitol. Destacado pianista de jazz e um vocalista inesquecível, Cole faleceu a 15 de fevereiro de 1965, aos 48 anos de idade, de câncer pulmonar.

Fontes: Jornal Livre – Biografia de Nat King Cole ; Wikipédia.

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Eydie Gormé

Posted by everbc em 13/04/2010

Eydie Gormé

Edith Gormenzano, conhecida no mundo musical como Eydie Gormé, nasceu em 16 de agosto de 1931, em Nova York, EUA. Seus pais eram imigrantes de origem sefardita (judeus ibéricos), sendo ela a mais nova de três irmãos. Posto que o espanhol fosse língua de sua família, ela cresceu conhecendo e falando fluentemente, assim como também escrevendo nesse idioma. Graduou-se na William Howard Taft High School em 1946 (a mesma escola onde também se graduou, naquela época, Stanley Kubrick).


Ao mesmo tempo em que era considerada “a mais bonita animadora” de sua escola no Bronx cantando com seu amigo Ken Greengrass nos finais de semana, iniciou carreira artística na rádio, num programa infantil. Ao terminar os estudos trabalhou como intérprete de espanhol no Theatrical Supply Export Company e a seguir voltou a cantar.

Seu primeiro disco foi gravado em 1950, com a Orquestra de Tommy Tucker, e um segundo com Dick Noel. A MGM produziu essas gravações em vinil de 78 rpm. Ela também trabalhou como cantora contratada em grandes bandas, como a de Glenn Miller e o do cantor Tex Beneke.

Em 1951 Eydie realizou várias gravações de audições radiofônicas que se lançaram como discos long-play de vinil e, recentemente como CD. Em 1952 lançou-se como cantora solista, e suas gravações foram distribuídas pelo selo Coral.

A cantora teve a grande oportunidade e conheceu o seu companheiro de toda a vida quando ela e o cantor Steve Lawrence foram chamados para o The Tonight Show, que era conduzido por Steve Allen.

Em fevereiro de 1956, substituiu, por um curto espaço de tempo, Billy Daniela, no famoso clube noturno Copacabana de Nova York, e nele atuou muito bem, tendo sido aclamada por sua performance pelos freqüentadores, que fez com que voltasse em julho para atuar com sua própria equipe de trabalho.

Em janeiro de 1957, ela fez sua primeira apresentação na Broadway juntamente com Jerry Lewis no chamado “palácio dos teatros”. Em dezembro se casou com o cantor Steve Lawrence em Las Vegas. Tiveram dois filhos, um dos quais faleceu. Alcançaram fama por seus famosos diálogos em cena, nos quais brincavam e riam da vida de casados.

O sucesso de Eydie Gormé nos Estados Unidos se estendeu, se popularizou e se consolidou dada a versatilidade de seu talento e da bela voz que possuía. Escolhe para cantar, nesse período, temas como Demasiado cerca para la comodidad, Mama, me enseña a bailar (mambo 1956), Me ama por siempre (1957) e Te necesitan mis manos (1958).

No verão de 1958 é contratada para um programa de variedades na TV, como substituta de Steve Allen. Pouco tempo depois, seu marido serve no exército americano por dois anos. Durante este período empreende uma turnê nacional para se apresentar em clubes noturnos até 1960, quando se une a Lawrence no Copacabana e na Arboleda del Coco, em Los Angeles, assim como em salões do Hotel Sahara em Las Vegas.

Em duo com seu esposo, seu show se chamava “Steve and Eydie”. Em 1960, Steve and Eydie ganhou um prêmio Grammy por “melhor performance de um grupo vocal”, por sua canção We Got Us que foi seguido por vários outros, incluindo os que continham tema das apresentações que haviam realizado na Broadway e nos filmes em que haviam atuados juntos

Em 1963 Gormé obtém grande sucesso em Blame it on the Bossa Nova, que a conduziu ao ranking de “os 40 melhores”. Ganha um Grammy Award como melhor voz feminina em 1967, por sua interpretação de If He Walked Into My Life, do musical Mame.

Em 1968, o casal apareceu na Broadway em Arco-íris de ouro, uma adaptação musical de Arnold Schulman (Um buraco na cabeça), com letra e música de Walter Marks. Em 1969, Eydie e Lawrence apresentam seu primeiro musical, intitulado Era amor, escrito para eles por Gordon Jenkins.

Uma de suas melhores canções como duo foi a canção israelense Hallelujah, ganhadora do concurso Festival da Canção de Eurovisão em 1979. A tinham gravado com o pseudônimo de Parker e Penny.

Durante os anos 70 e 80, o casal continuou suas atividades artísticas, incluindo aparições regulares na televisão. Vários de seus especiais se dirigiram a comemorar e ressaltar a música de reconhecidos compositores, e foi de tal qualidade esses trabalhos que os fizeram ganhadores de grande número de prêmios como inúmeros Emmys.

Em 1987, realizaram uma grandiosa produção para a televisão da obra infantil Alice no país das maravilhas, escrita por Steve Allen, fazendo as partes de Tweedledum e de Tweedledee. Em 1989, lançaram juntos, de sua autoria, GL, uma realização musical que recebeu uma grande aceitação do público e considerável volume de vendas.

Durante os anos 80, apareceram em prestigiosos lugares tais como Carnegie Hall em 1981 e 1983, no Amphitheatre Universal, em Los Angeles, Harrah, Tahoe, e 1.400 apresentações em Las Vegas, já que diariamente faziam mais de duas.

Em 1995 Gormé e Lawrence foram distinguidos pela contribuição que durante sua vida fizeram pela música pelo Songwriters Hall of Fame.

Desde a década de 1970 o casal centralizou seu trabalho quase exclusivamente no repertório da música pop norte-americana, gravando vários álbuns com temas de compositores norte-americanos. Com a chegada do século XXI, o infatigável casal anunciou seus planos de reiniciar suas turnês, lançando a denominada “One More For The Road” em 2002.

Cabe destacar que Eydie Gorme interpretou grandes temas românticos, especificamente inclinados ao bolero, ao gravar com o Trío los Panchos vários discos com canções muito conhecidas e em outras oportunidades, como solista desses temas e da música norte-americana, ganhando seu próprio espaço dentro de nosso mundo romântico, de nosso mundo do bolero.

Discografia

1951 – Tex Beneke & The Glenn Miller Orchestra (Grabaciones de la radio: presentación de Eydie Gormé); 1956 – Delight; 1957 – Eydie Gormé; 1957 – Eydie Swings the Blues; 1958 – Eydie Gormé Vamps the Roaring 20’s; 1958 – Eydie in Love; 1958 – Gormé Sings Showstoppers; 1958 – Love is a Season; 1959 – Eydie Gormé On Stage; 1959 – Eydie in Dixieland; 1960 – We Got Us (com Steve Lawrence); 1960 – Sing The Golden Hits (com Steve Lawrence); 1961 – Come Sing with Me; 1961 – I Feel So Spanish; 1962 – Two On The Aisle (com Steve Lawrence); 1962 – It’s Us Again (com Steve Lawrence); 1963 – Blame It on the Bossa Nova; 1963 – Let the Good Times Roll’; 1963 – Steve & Eydie At The Movies (com Steve Lawrence); 1964 – Gormé Country Style; 1964 – That Holiday Feeling (com Steve Lawrence); 1964 – Amor (com o Trío Los Panchos); 1965 – Eydie Gormé sings Great Songs from The Sound of Music And Other Broadway Hits; 1965 – More Amor (com Trío Los Panchos); 1966 – Don’t Go to Strangers; 1966 – Navidad Means Christmas (com Trío Los Panchos); 1967 – Bonfá & Brazil (com Luís Bonfá e Steve Lawrence); 1967 – Softly, As I Leave You; 1968 – The Look of Love; 1968 – Eydie; 1969 – Otra vez; 1970 – Tonight I’ll Say a Prayer; 1970 – Canta en español (com o Trío Los Panchos); 1970 – Cuatro vidas (com o Trío Los Panchos); 1971 – It Was a Good Time; 1976 – La Gormé; 1977 – Muy Amigos/Close Friends (com Danny Rivera); 1981 – Since I Fell for You; 1982 – Ame o déjame; 1988 – De corazón a corazón; 1992 – Eso es el amor; 1996 – Silver Screen.

Fontes: El blog del Bolero; Wikipédia – Eydie Gormé.

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A noiva

Posted by everbc em 07/01/2008

A noiva (La novia) – Joaquim Prieto

  G         C              G    G7
Branca e radiante vai a noiva
C G
Logo a seguir o noivo amado
D7 G
Quando se unirem os corações
C A7 Am D7
Vão destruir ilusões

G C G
Aos pés do altar está chorando
C G
Todos dirão que é de alegria
D7 G
Dentro, sua alma está gritando
A7 D7 G
Ave Maria


D7 G
Chorará também ao dizer o sim
D7 G
Ao beijar a cruz pedirá perdão
C G
E eu sei que esquecer não poderia
A7 Am D7
Que era outro o amor que ela queria


G C G
Aos pés do altar está chorando
C G
Todos dirão que é de alegria
D7 G
Dentro sua alma está gritando
A7 D7 G A7 G G
Ave Maria / Ave Maria

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